EUA ataca Venezuela e captura Maduro: confira a cobertura completa em tempo real da BBC de momento histórico para a América Latina
Ação militar inédita do governo Trump marcou auge da escalada de tensão entre os dois países e foi duramente criticada pela comunidade internacional. Entenda como tudo se desenrolou e seus possíveis desdobramentos.
Por Rafael Barifouse, Flávia Marreiro, Julia Braun, Giulia Granchi, Camilla Veras Mota, Leandro Prazeres, Mariana Schreiber, Mariana Alvim e Rute Pina
Casa Branca publica vídeo que mostra Maduro sob escolta policial
A conta oficial de "resposta rápida" da Casa Branca no X publicou um vídeo supostamente gravado mais cedo na sede da DEA em Manhattan, que mostra Nicolás Maduro sendo conduzido sob escolta policial.
Na gravação, Maduro aparece dando boa noite e desejando "Feliz Ano Novo" a pessoas no local.
Suprema Corte da Venezuela nomeia Delcy Rodríguez como presidente interina
Enquanto isso, em Caracas, a Suprema Corte da Venezuela acaba de decidir que Delcy Rodríguez, que atuava como vice-presidente de Maduro, deve assumir o cargo de presidente interina.
A Suprema Corte afirma que colocar Rodríguez no cargo é importante "para garantir a continuidade administrativa e a defesa integral da Nação", segundo a Reuters.
O tribunal debaterá o assunto para "determinar o marco legal aplicável para garantir a continuidade do Estado, a administração do governo e a defesa da soberania diante da ausência forçada do Presidente da República", de acordo com a Reuters.
Crédito, AFP
OEA pede que se evite uma nova escalada e defende uma "solução pacífica"
A Organização dos Estados Americanos (OEA) emitiu uma declaração a respeito do ataque dos Estados Unidos à Venezuela.
"A prioridade da Secretaria-Geral é ajudar a prevenir uma escalada ainda maior e apoiar uma resolução pacífica", afirmou a organização.
A OEA apelou a "todos os atores para que respeitem integralmente o direito internacional e o quadro jurídico interamericano aplicável, incluindo a solução pacífica de controvérsias, o respeito aos direitos humanos e a proteção da vida civil e das infraestruturas críticas".
Maduro capturado: o que está por trás da intervenção dos EUA na Venezuela
O anúncio de Donald Trump de que os Estados Unidos vão governar a Venezuela depois da invasão ao país e captura do presidente Nicolás Maduro surpreendeu o mundo.
Diante da escalada de tensão nos últimos meses, muitos analistas não descartavam uma invasão por terra dos EUA ao país sul-americano, como aconteceu na madrugada deste sábado (3/1).
Mas a decisão americana de controlar a Venezuela, incluindo sua indústria de petróleo, não estava no radar de quem acompanhava de perto o assunto.
"A indústria de petróleo da Venezuela foi destruída depois de mais de 15 anos, 20 anos. Não é algo que simplesmente de um dia para o outro, consegue se resolver", analisa a ex-subsecretária de Defesa dos Estados Unidos, Jana Nelson — que fala português por ser cidadã brasileira-americana.
No vídeo, a repórter da BBC News Brasil Camilla Veras Mota explica o que está por trás da invasão dos Estados Unidos à Venezuela e quais os riscos de uma tomada do poder pelos americanos no país.
Secretário-geral da ONU diz estar “profundamente alarmado” com ações dos EUA na Venezuela
Um porta-voz do secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que ele está “profundamente alarmado” com a operação militar dos Estados Unidos na Venezuela, acrescentando que ela tem “implicações preocupantes para a região”.
“Independentemente da situação na Venezuela, esses acontecimentos constituem um precedente perigoso”, diz o comunicado.
“O secretário-geral continua a enfatizar a importância do pleno respeito — por todos — ao direito internacional, incluindo a Carta das Nações Unidas. Ele está profundamente preocupado com o fato de que as regras do direito internacional não tenham sido respeitadas.”
Guterres também pediu que a Venezuela se engaje em um “diálogo inclusivo”, com respeito aos direitos humanos e ao Estado de Direito.
Uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU foi convocada para segunda-feira (5/1) por iniciativa da Colômbia, com o apoio da Rússia e da China.
Crédito, Getty Images
Maduro e esposa são levados ao Centro de Detenção Metropolitana
O comboio que transporta Nicolás Maduro deixou a sede da DEA e seguiu para o norte pela West Side Highway, em Manhattan, antes de retornar ao heliporto.
Segundo informações, o presidente venezuelano e sua esposa embarcaram novamente em um helicóptero para serem levados ao Centro de Detenção Metropolitana, no Brooklyn.
Três helicópteros seguiram pelo rio Hudson, passando pela Estátua da Liberdade no porto de Nova York.
Eles pousaram no heliporto e foram levados ao centro de detenção em um comboio de veículos das forças de segurança.
Como Maduro foi levado da Venezuela para Nova York?
Enquanto a Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA) registra a prisão de Nicolás Maduro em sua sede no lado oeste de Manhattan, é possível reconstruir o trajeto percorrido pelo líder venezuelano desde sua captura na Venezuela até o pouso em Nova York.
Maduro foi retirado da capital, Caracas, a bordo de um helicóptero dos EUA nas primeiras horas da manhã de sábado (3/1) e levado até o navio USS Iwo Jima, em um local não divulgado no Mar do Caribe.
Depois, ele foi transportado para a Base Naval dos EUA na Baía de Guantánamo, em Cuba, antes de ser transferido para outra aeronave com destino à Base Aérea de Stewart, no estado de Nova York.
Em seguida, Maduro foi levado de helicóptero até Manhattan, na cidade de Nova York.
No total, o líder venezuelano percorreu uma distância de cerca de 3.300 km desde sua captura até a chegada aos Estados Unidos.
Quais acusações Maduro enfrenta?
Crédito, Olga Fedorova/EPA
A procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, afirmou que o presidente venezuelano e sua esposa, a primeira-dama Cilia Flores, foram denunciados no Distrito Sul de Nova York.
O casal foi acusado de conspiração para cometer narcoterrorismo e importar cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos, além de conspiração para possuir metralhadoras e dispositivos destrutivos contra os Estados Unidos.
Segundo a imprensa americana, o processo de registro do casal já foi iniciado.
Antes de seus dados serem inseridos no sistema da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP), será necessário coletar biometria, impressões digitais e fotografias oficiais.
O casal também terá de passar por exames médicos antes de ser transportado para o escritório da Agência Antidrogas dos EUA (DEA) em Nova York, onde será novamente registrado.
Em seguida, Maduro e sua esposa serão formalmente apresentados à Justiça, o que pode ocorrer já na segunda-feira (5/1).
Van que se acredita transportar Maduro deixa heliporto
Crédito, Jeenah Moon/Reuters
Uma van que se acredita estar transportando o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, foi fotografada em Manhattan, deixando o Westside Heliport.
A expectativa é que o veículo os leve diretamente ao escritório da Agência Antidrogas dos EUA (DEA) na cidade, localizado a poucos minutos de carro, em Manhattan.
Helicóptero que transporta Maduro pousa em Manhattan
Três helicópteros foram fotografados pousando na cidade de Nova York — acredita-se que um deles esteja transportando o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e sua esposa.
Os helicópteros pousaram no heliporto Westside, em Manhattan.
Maduro será agora levado de carro até o escritório da Agência Antidrogas (DEA) na cidade.
Crédito, JEENAH MOON/REUTERS
'Isso não teria acontecido sem Trump': venezuelanos reagem à ação dos EUA, Bernd Debusmann Jr, da BBC News na Flórida
Crédito, Bernd Debusmann Jr/BBC
O venezuelano Elkin, que vive nos EUA há nove anos, contou que foi acordado por um amigo na Venezuela no fim da noite passada, que relatou os ataques antes de a informação circular nas redes sociais.
“Isso não teria acontecido sem Donald Trump”, disse ele, em espanhol com o sotaque característico da Venezuela, sorrindo amplamente enquanto segurava uma bandeira venezuelana.
Por enquanto, Elkin diz não estar preocupado com a transição de poder nem com o comentário anterior de Trump de que os EUA vão “governar” a Venezuela.
“O importante agora é que [Maduro e a esposa] acabaram, não vão poder voltar”, afirmou. “Trump fez isso.”
Rosanna Matteo, venezuelana que vive nos EUA desde 2012, disse que sempre soube que os EUA eram “capazes” de derrubar Maduro — e antes dele, Chávez —, mas nunca imaginou que isso de fato aconteceria.
Ela conta que costumava sonhar em acordar no meio da noite com a notícia de que Maduro havia caído.
“E ontem à noite meu marido me acordou para me contar”, disse.
Embora afirme não estar preocupada com a transição, Matteo diz que quer deixar algo claro para o governo Trump: muitos venezuelanos como ela ficariam furiosos se, no longo prazo, autoridades ligadas ao regime de Maduro permanecessem no poder.
“Não aceitamos isso, e não queremos isso”, acrescentou.
Maduro será levado a centro de detenção no Brooklyn, diz imprensa americana
Agora que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pousou em Nova York, ele será transportado de helicóptero até o Westside Heliport, em Manhattan, e levado de carro à sede da Agência Antidrogas dos EUA (DEA) para os procedimentos de registro, segundo relatos da imprensa norte-americana.
De lá, Maduro será encaminhado ao Metropolitan Detention Center, no Brooklyn, onde deve permanecer detido antes de enfrentar acusações relacionadas a drogas e armas em um tribunal federal de Manhattan, na próxima semana. Indiciado por "narcoterrorismo", ele nega veementemente as acusações.
A prisão, conhecida pela sigla MDC, é notória por abrigar detentos em casos de grande repercussão, incluindo o rapper R. Kelly, Ghislaine Maxwell (associada de Jeffrey Epstein) e, mais recentemente, Sean “Diddy” Combs.
Grande grupo desembarca de avião que se acredita transportar Maduro
Crédito, Reuters
Um grupo de pessoas acaba de desembarcar do avião que pousou há pouco na base aérea Stewart Air National Guard Base, em Nova York.
Já está escuro, o que dificulta identificar as figuras que aparecem nas imagens.
O grupo desceu a escada da aeronave e seguiu pela pista. Eram várias dezenas de pessoas, que pareciam conduzir uma pessoa específica.
Mais informações em breve.
EUA tomarão decisões com base nas ações da Venezuela, afirma Marco Rubio
Crédito, Getty Images
O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que os Estados Unidos tomarão decisões com base nas “ações e nos fatos” do governo venezuelano nos próximos dias.
As declarações ocorrem após comentários da vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, que negou ter planos de colaborar com os Estados Unidos após a captura de Maduro.
“Achamos que eles terão oportunidades únicas e históricas de prestar um grande serviço ao país, e esperamos que aproveitem essa oportunidade”, disse Rubio ao jornal The New York Times, referindo-se a integrantes do governo venezuelano.
Avião que transporta Maduro pousa em Nova York
Crédito, CBS
O avião que transporta o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, pousou na base aérea Stewart Air National Guard Base, em Nova York, informou a CBS, parceira da BBC nos EUA.
A aeronave já tocou a pista, e vários agentes das forças de segurança entraram a bordo.
Em instantes, traremos mais informações.
Brasil reconhece vice-presidente da Venezuela como atual governante do país
Crédito, Reuters
Legenda da foto, Maduro entre Delcy Rodriguez e sua esposa Cilia Flores, em sua posse de 2018
A Secretária-Geral das Relações Exteriores, Maria Laura do
Rocha, disse que o governo brasileiro reconhece a vice-presidente da Venezuela,
Delcy Rodríguez, como atual governante do país.
A declaração foi feita após reunião com o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva e outros integrantes do governo no Itamaraty. Lula participou
virtualmente.
A posição do governo brasileiro contrasta com a fala do
presidente americano, Donald Trump, de que os Estados Unidos governarão o país após
a derrubada de Nicolás Maduro, até uma transição para uma nova administração venezuelana.
“Na ausência do atual presidente Maduro, é a vice-presidente,
ela está como presidente interina”, disse Laura da Rocha ao ser questionada por
jornalistas após a reunião sobre quem governa o país vizinho, na visão do
Brasil.
Na madrugada deste sábado (3/1), os EUA bombardearam cidades
venezuelanas e capturaram Maduro, que foi levado para ser julgado nos Estados
Unidos.
Críticos da ação dizem que a operação foi ilegal. Mais cedo,
Lula se manifestou em suas redes sociais dizendo que "os bombardeios em
território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha
inaceitável”.
Número dois do Itamaraty, Laura do Rocha disse que o Brasil
participará na segunda-feira de uma reunião do Conselho de Segurança da ONU
sobre a ação americana. O país poderá se manifestar, mas não terá direito a
voto, pois não é membro do conselho no momento.
O chanceler Mauro Vieira não participou da reunião com Lula
porque estava em trânsito, voltando ao Brasil após interromper uma viagem de férias.
Também participaram da reunião os ministros da Defesa, José
Múcio, presencialmente, e outros dois ministros virtualmente — Ricardo Lewandowski
(Justiça) e Sidônia Palmeira (Secretária de Comunicação da Presidência).
Múcio voltou a dizer que a fronteira brasileira com a Venezuela
está tranquila e com baixa movimentação no dia de hoje. Cerca de 100 brasileiros
que faziam turismo na Venezuela retornaram ao Brasil rapidamente pela fronteira,
segundo o Itamaraty.
Jornalistas aguardam a chegada de Maduro e da primeira-dama em Nova York
Crédito, Pratiksha Ghildial/BBC
Em meio a temperaturas congelantes, equipes de imprensa aguardam o avião que deve trazer Nicolás Maduro quando pousar na base aérea Stewart Air National Guard Base, no estado de Nova York.
Nem celebrações nem condenações espontâneas nas ruas de Caracas, Nicole Kolster, da BBC News Mundo em Caracas
Crédito, Getty Images
Pouco depois das duas da tarde, venezuelanos aguardavam do lado de fora de supermercados e farmácias, formando filas para se abastecer de produtos básicos. A maioria desses estabelecimentos operava com entrada controlada.
“Vim comprar alguma coisa para reforçar a comida em casa”, disse à BBC News Mundo (o serviço em espanhol da BBC) um homem de 60 anos que estava do lado de fora de um mercado no bairro de Chacao, no leste de Caracas.
A maioria dos comércios permanecia fechada. E poucos veículos circulavam pelas ruas.
“De madrugada ouvi bombardeios e isso me deixou em alerta, fiquei nervoso com as compras, porque a gente sabe o que está acontecendo e saí para comprar porque não sabe o que vai acontecer mais adiante, fica essa preocupação”, contou outro homem, de 55 anos, que preferiu não se identificar.
Ele carrega uma bolsa com rodinhas, onde espera colocar legumes e proteínas. Está há três horas na fila e ainda tem cerca de 20 pessoas à sua frente.
“Sinto angústia com o que vai acontecer”, continuou. Ainda assim, descreve o momento como “uma celebração em silêncio”.
Ele disse que vai aguardar em casa o desenrolar das notícias.
O que Trump quer com a Venezuela?, Tom Bateman, correspondente da BBC News no Departamento de Estado dos EUA
Fiquei com a impressão, a partir das declarações anteriores de Trump, de que não há muito plano além de uma ameaça clara à agora líder de fato, a vice-presidente Delcy Rodríguez, para que ela cumpra o que ele deseja. E o que ele quer, deixou claro, é o acesso dos EUA aos campos de petróleo da Venezuela.
Isso foi apresentado como um compromisso de liberar enormes quantidades de riqueza petrolífera para o povo venezuelano, mas também para os EUA, além da exigência de Trump por “estabilidade” em países próximos ao território norte-americano.
Ele disse que o secretário de Estado, Marco Rubio, havia falado com Rodríguez, que teria sido “cordial” e aparentado estar disposta a cooperar.
No entanto, pouco depois, Rodríguez pareceu contradizer essa versão, ao afirmar em um pronunciamento na televisão que o governo venezuelano estava pronto para defender o país e reiterar que Maduro continuava no poder.
Trump foi pressionado por detalhes, mas manteve sua ambiguidade característica. Questionado sobre o envio de tropas terrestres dos EUA, limitou-se a dizer que não tem medo de “botas no chão”. E, ao ser perguntado sobre a líder da oposição María Corina Machado, afirmou que seria difícil para ela liderar o país, pois não teria “respeito” popular.
Isso, por si só, deve sinalizar a alguns na Venezuela — especialmente aos apoiadores de Machado — que Trump não está seriamente comprometido em fortalecer o país rumo a um futuro democrático ou justo, mas sim em explorar sua riqueza petrolífera.
Como líderes europeus reagiram ao ataque na Venezuela
Veja o que alguns dos principais líderes europeus declararam sobre a ação dos EUA na Venezuela.
Reino Unido: o primeiro-ministro Keir Starmer afirmou que o Reino Unido não participou da operação e que deseja falar com Trump “para esclarecer os fatos” antes de fazer novos comentários.
França: o presidente Emmanuel Macron pediu que o candidato da oposição nas eleições de 2024, Edmundo González — a quem se refere como “presidente” — conduza uma transição “pacífica e democrática”.
Alemanha: Maduro “levou seu país à ruína”, declarou o chanceler Friedrich Merz, embora tenha acrescentado que o governo está levando tempo para decidir se as ações dos EUA violaram o direito internacional.
Itália: a primeira-ministra Giorgia Meloni afirmou que “a ação militar externa não é a forma de pôr fim a regimes totalitários”, mas ponderou que é “legítimo” defender-se de “ataques contra a própria segurança”.
Espanha: o presidente do governo, Pedro Sánchez, afirmou que a Espanha “não reconhece” o regime de Maduro, mas “também não reconhecerá uma intervenção que viole o direito internacional”. Ele pediu respeito à Carta das Nações Unidas.
União Europeia: a alta representante para Assuntos Exteriores, Kaja Kallas, declarou que a UE “afirmou repetidamente” que Maduro carece de legitimidade, mas pediu “moderação” e respeito ao direito internacional.