A entrada do Hezbollah no conflito ameaça reabrir uma guerra devastadora que durou um ano entre Israel e o grupo libanês e que terminou com um cessar-fogo há 15 meses.
O Hezbollah, uma organização islâmica xiita, é um dos grupos armados mais poderosos da região, leal ao Irã. A República Islâmica gastou bilhões de dólares financiando, treinando e equipando o grupo para se opor a Israel durante décadas.
O Hezbollah e Israel têm se atacado desde a formação do grupo na década de 1980. Travaram uma guerra em 2006 e outra em 2023 e 2024, desencadeada pelos ataques do Hezbollah contra posições israelenses em apoio aos palestinos, um dia após o ataque do Hamas contra Israel em 7 de outubro e o início da campanha militar israelense em Gaza.
Durante a última guerra com o Hezbollah, os ataques israelenses mataram cerca de 4.000 pessoas no Líbano e deixaram mais de 1,2 milhão de civis deslocados, segundo o governo libanês. As autoridades israelenses afirmaram que mais de 80 soldados e 47 civis israelenses foram mortos.
O Hezbollah ficou significativamente enfraquecido na guerra e seu poder de fogo diminuiu consideravelmente. Como parte do acordo de cessar-fogo de novembro de 2024, o grupo concordou em se retirar amplamente do sul do Líbano, embora Israel tenha continuado a atacar alvos do Hezbollah que, segundo o país, representam uma ameaça.
O ataque com foguetes e drones realizado pelo grupo nesta segunda-feira (2/3) e a resposta israelense põem o cessar-fogo em risco, deixando as populações do norte de Israel e do Líbano apreensivas, sem saber se a retomada das hostilidades será limitada ou se irá se transformar novamente em uma guerra total.