You’re viewing a text-only version of this website that uses less data. View the main version of the website including all images and videos.

Take me to the main website

Israel lança nova onda de ataques contra Teerã: como a guerra se desenrolou até o 5º dia

Senado americano rejeitou medida que limitaria poderes de guerra de Trump. No Oceano índico, um navio iraniano foi atingido por torpedo americano; pelo menos 80 pessoas morreram e dezenas estão desaparecidas.

Pontos-chave

Cobertura ao Vivo

Editada por Marina Rossi, Rute Pina, Iara Diniz, Julia Braun, Pedro Martins e Daniel Gallas, da BBC News Brasil em Londres e em São Paulo

  1. TV estatal iraniana transmite funerais após suposto ataque a escola

    A televisão estatal iraniana transmitiu hoje os funerais das estudantes mortas no que as autoridades descreveram como um ataque conjunto dos EUA e de Israel a uma escola no sul do Irã, no sábado.

    Caixões cobertos com a bandeira da República Islâmica foram vistos sendo carregados em meio a uma grande multidão.

    A transmissão foi acompanhada por uma narração que relatava a dor de mães e pais que perderam suas filhas. Também foi divulgado que mais de 160 sepulturas foram preparadas para as vítimas do ataque.

    A escola feminina fica perto de uma base da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, na sigla em inglês), que já havia sido alvo de ataques anteriormente. O Comando Central dos EUA afirmou estar investigando os relatos do ocorrido, enquanto os militares israelenses disseram "não ter conhecimento" de nenhuma operação na área.

  2. França enviará navio de guerra, porta-aviões e reforços de defesa aérea para o Chipre

    A França está enviando seu único porta-aviões, o Charles de Gaulle, para o Mediterrâneo Oriental em resposta ao agravamento da crise.

    O presidente Macron fez o anúncio em um breve pronunciamento à nação nesta terça. Ele também afirmou que a França está enviando uma fragata (navio de guerra) equipada com sistemas de defesa aérea para o Chipre.

    A França possui acordos de defesa com os Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Catar, todos alvos do Irã. O presidente Macron declarou que a França apoiará seus parceiros.

    Macron afirmou que a França precisa "estar ao lado de nossos amigos e aliados na região", acrescentando que a "responsabilidade do país é estritamente defensiva".

    "Nosso objetivo é restaurar a paz o mais rápido possível", disse.

  3. Presidente francês espera que iranianos possam decidir o destino de seu país

    O presidente francês, Emmanuel Macron, disse em um pronunciamento agora que concorda com os líderes da Alemanha e do Reino Unido de que uma resolução rápida do conflito no Irã é desejável.

    O líder francês afirmou que espera que o povo iraniano possa tomar sua própria decisão sobre o destino do país. Macron disse que as Forças Armadas francesas estão trabalhando para proteger seus próprios interesses nacionais na região e estão reforçando a segurança em suas embaixadas.

    Quase 400 mil cidadãos franceses estão na região em estadias de curta ou longa duração, acrescentou Macron, e disse que voos de repatriação estão a caminho - dois chegarão a Paris esta noite.

  4. Espanha reage após Trump ameaçar 'romper todas as relações' com Madri

    Por Guy Hedgecoe, de Madri

    O governo da Espanha respondeu à ameaça do presidente dos EUA, Donald Trump, de "romper todas as relações comerciais" com o país, ressaltando sua importância e confiabilidade no cenário internacional.

    "A Espanha tem se comportado de forma terrível", disse Trump hoje, em referência à recusa do governo de Pedro Sánchez em permitir que os Estados Unidos usem suas bases militares para atacar o Irã.

    Madri afirmou que os ataques são uma "intervenção militar injustificada e perigosa". Trump também reiterou as críticas à decisão da Espanha de não se juntar aos aliados da OTAN no aumento dos gastos com defesa para 5% do PIB, conforme suas exigências.

    "Então, vamos cortar todo o comércio com a Espanha", disse Trump, acrescentando: "Não queremos mais nada com a Espanha".

    Uma fonte do governo espanhol destacou que a Espanha é "um membro fundamental da OTAN" e que cumpre seus compromissos. A fonte também afirmou que, se Washington quiser rever suas relações comerciais com a Espanha, "deve fazê-lo respeitando a autonomia das empresas privadas, a legalidade internacional e os acordos bilaterais entre a UE e os Estados Unidos".

  5. EUA atingiram mais de 1.700 alvos no Irã até o momento, dizem autoridades

    Os EUA afirmam ter atingido mais de 1.700 alvos no Irã desde o início de suas operações militares no país, no sábado, segundo uma atualização do Comando Central dos EUA (Centcom).

    Os alvos atingidos incluem instalações de mísseis, navios da Marinha, submarinos e centros de controle, afirma o comunicado.

    O Centcom acrescenta que os EUA utilizaram aeronaves – incluindo vários caças – além de sistemas de mísseis e navios para realizar os ataques. A atualização, que fornece informações sobre as primeiras 72 horas da operação, acrescenta que o Centcom está priorizando "locais que representam uma ameaça iminente".

  6. Prédio do órgão que escolherá o novo líder supremo do Irã foi destruído em ataque

    Dois vídeos gravados hoje na cidade de Qom mostram as consequências de um ataque ao prédio da secretaria da Assembleia de Peritos, o principal órgão responsável por escolher o próximo líder supremo.

    As imagens, cuja gravação foi confirmada pela BBC Verify, são de perto da Praça Basij, em Qom, e mostram o prédio da secretaria quase completamente destruído.

    Um prédio próximo também sofreu grandes danos no ataque. De acordo com a Constituição do Irã, a Assembleia de Peritos é composta por 88 clérigos de alto escalão e tem a função de nomear o próximo líder supremo após o assassinato do aiatolá Ali Khamenei no sábado.

    A agência de notícias semioficial iraniana Mehr informou que o prédio era antigo e não estava sendo usado para as sessões da assembleia. A emissora estatal IRIB afirmou que "esses prédios haviam sido evacuados previamente" e que não houve relatos de vítimas.

  7. Trump critica aliados e deixa incerta a futura lidernaça no Irã: Estão todos mortos, diz

    A entrevista coletiva do presidente dos EUA, Donald Trump, e do chanceler alemão, Friedrich Merz, na Casa Branca, terminou recentemente. Mas aqui estão alguns dos principais pontos tratados:

    O presidente dos EUA disse acreditar que o Irã "atacaria primeiro" após o fracasso das negociações com os EUA para chegar a um acordo sobre seu programa nuclear.

    Após eliminar o Líder Supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, Trump disse que o pior cenário para o Irã é que "alguém tão ruim quanto o anterior assuma o poder". E que os iranianos que ele pensou para liderar o país estão mortos.

    Isso deixa questões sem resposta sobre a futura liderança. Reza Pahlavi, o filho exilado do último xá do Irã, é uma opção, mas Trump disse que o melhor cenário é que "alguém que já está lá" assuma o poder.

    Trump também criticou duramente dois aliados dos EUA, acusando o Reino Unido e a Espanha de serem "muito pouco cooperativos" desde que os EUA lançaram ataques contra o Irã.

    "Não estamos lidando com Winston Churchill", diz Trump sobre o primeiro-ministro britânico Keir Starmer.

    O presidente americano também afirmou que os preços do petróleo podem ficar altos "por um tempo".

  8. Por que os preços do petróleo representam uma complicação política para Trump?

    Por Bernd Debusmann Jr, repórter da Casa Branca

    Na entrevista coletiva que ocorreu há pouco no Salão Oval da Casa Branca, Trump sugeriu que os preços do petróleo cairão em breve – uma mensagem importante para sua administração internamente.

    As pesquisas mostram que os preços altos continuam sendo uma preocupação para muitos americanos e, se as pessoas acreditam que estão pagando mais na bomba de gasolina como resultado do conflito, isso provavelmente complicará as coisas para o presidente dos EUA.

    Os preços do petróleo já subiram desde o início da guerra, e economistas alertaram que provavelmente continuarão subindo se o conflito se prolongar. Nos próximos dias e semanas, provavelmente veremos o governo abordar essas preocupações, que, juntamente com os temores de outra operação caótica de mudança de regime no exterior, podem levar a uma reação negativa entre a base de apoio de Trump.

  9. Por que Trump está irritado com o primeiro-ministro do Reino Unido?

    Por Rachel Flynn, repórter

    O presidente Trump acaba de reiterar sua frustração com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, depois que Starmer não autorizou o uso de bases militares do Reino Unido na primeira onda de ataques dos EUA contra o Irã.

    Os Estados Unidos haviam solicitado o uso da base de Diego Garcia, no Oceano Índico, e da RAF Fairford, em Gloucestershire, para esses ataques, mas Starmer negou, dizendo aos parlamentares que sua decisão foi baseada na história.

    "Todos nos lembramos dos erros do Iraque", afirmou Starmer. "O presidente Trump expressou sua discordância com nossa decisão de não nos envolvermos nos ataques iniciais, mas é meu dever julgar o que é do interesse nacional da Grã-Bretanha", disse ele aos parlamentares.

    No entanto, a situação mudou no domingo, quando a resposta "ultrajante" do Irã se tornou "uma ameaça ao nosso povo, aos nossos interesses e aos nossos aliados", disse o primeiro-ministro. A retaliação do Irã aos ataques dos EUA e de Israel ameaçou os britânicos em todo o Oriente Médio, o que motivou a decisão de permitir o uso das bases para atingir a infraestrutura de mísseis de Teerã, afirmou ele.

  10. Comunidade iraniana nos EUA está 'feliz com o que fizemos', diz Trump

    Trump afirmou, em seguida, que a comunidade iraniana nos Estados Unidos está muito satisfeita com a operação americana contra o Irã.

    "Tantas pessoas disseram obrigado, obrigado, obrigado. Dá para ver isso nas ruas de Los Angeles", diz ele.

    Nos últimos dias, houve comemorações em Los Angeles, cidade que abriga uma grande comunidade iraniano-americana.

    "O fato é que as pessoas estão felizes com o que fizemos", afirma. Ele conta que as pessoas na cidade têm fotos dele em manifestações: "Eu vejo minha foto e penso: 'Ah, não, é mais um protesto'. E aí então eu digo: 'Nossa, eles eram pessoas muito amigáveis'."

  11. Trump diz que preços do petróleo podem ficar altos 'por um tempo'

    Donald Trump falou também sobre o aumento dos preços do petróleo em meio aos ataques dos EUA ao Irã.

    "As pessoas sentiram que era algo que precisava ser feito", disse ele a repórteres, justificando a ação.

    "Então, se tivermos preços do petróleo um pouco altos por um tempo... assim que isso terminar, esses preços vão cair", disse ele, antes de acrescentar: "Acredito que ficarão mais baixos do que antes".

  12. "Não sei se o país aceitaria sua liderança", diz Trump, sobre Reza Pahlavi

    Trump foi questionado se considera Reza Pahlavi, o filho exilado do último xá do Irã, uma opção viável para governar o país no futuro.

    Em resposta, o presidente foi cordial, dizendo que, embora "algumas pessoas gostem dele", acredita que o melhor cenário seria que "alguém que já esteja no poder" assumisse o cargo.

    Esta não é a primeira vez que Trump expressa ceticismo em relação a Pahlavi. Em uma entrevista à Reuters em janeiro, Trump disse que não tinha certeza sobre "como ele seria recebido em seu próprio país".

    "Não sei se o país aceitaria sua liderança", acrescentou. "Certamente, se aceitassem, para mim estaria ótimo."

    Os comentários de Trump provavelmente soarão o alarme entre os iranianos que esperam restaurar a dinastia Pahlavi ao trono, quase 47 anos após sua deposição na Revolução Iraniana de 1979. Outros especialistas, no entanto, ecoaram a avaliação de Trump e questionaram se Pahlavi – que está exilado desde a revolução – seria capaz de assumir o controle e governar um país que não vê há décadas.

    Leia mais sobre quem é Reza Pahlavi aqui.

  13. "Não estamos lidando com Winston Churchill", diz Trump sobre primeiro-ministro do Reino Unido

    Trump foi questionado sobre a resposta de outros aliados dos EUA. Ele destaca que está particularmente insatisfeito com o Reino Unido e a Espanha.

    Referindo-se ao acordo do Reino Unido sobre as Ilhas Chagos, ele diz: "Aquela ilha sobre a qual vocês leram, o arrendamento, por algum motivo, ele fez um arrendamento da ilha, alguém veio e a tomou dele. E levamos três, quatro dias para descobrir onde poderíamos pousar; teria sido muito mais conveniente pousar lá do que voar por muitas horas extras", disse.

    Ontem Trump já havia criticado o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, por ter demorado para permitir que as forças dos EUA utilizassem a base militar Diego García, nas ilhas Chagos, contra o Irã.

    "Estamos muito surpresos. Não estamos lidando com Winston Churchill", diz ele sobre Starmer.

    As Ilhas Chagos — oficialmente conhecidas como Território Britânico do Oceano Índico — estão localizadas no Oceano Índico e são controladas pela Grã-Bretanha desde o início do século XIX.

    Apesar de ter expressado apoio anteriormente, Trump recentemente instou o primeiro-ministro Starmer a descartar um acordo que previa a cessão da soberania do território pelo Reino Unido às Ilhas Maurício e o pagamento de uma média de £101 milhões (R$ 710 milhões) por ano para arrendar de volta uma base militar conjunta entre o Reino Unido e os EUA na maior ilha.

  14. Iranianos que Trump pensou para liderar o país estão mortos, diz presidente

    Trump é questionado sobre qual o pior cenário possível para o qual os EUA se prepararam.

    Ele responde que o pior cenário é "fazermos isso e alguém assumir o poder que seja tão ruim quanto a pessoa anterior".

    Trump continua dizendo que eles tinham algumas pessoas em mente que poderiam liderar o país, mas que agora estão mortas. "Em breve, não conheceremos mais ninguém", acrescenta.

  15. Trump diz que 'pode ter forçado Israel a agir' em relação ao Irã

    A primeira pergunta feita a Trump sobre o Oriente Médio foi se Israel o forçou a agir.

    "Não, eu posso ter forçado a ação deles", respondeu ele. Referindo-se ao Irã, Trump disse: "Estávamos negociando com esses lunáticos, e eu achava que eles atacariam primeiro."

    "Eu não queria que isso acontecesse", disse o presidente americano. "Então, se alguma coisa aconteceu, eu posso ter forçado Israel a agir."

    "Acho que eles foram pegos de surpresa, eu fui pego de surpresa, e agora todos esses países estão lutando contra eles", acrescentou Trump.

  16. 'Quase tudo foi destruído' no Irã, diz Trump

    Donald Trump inicia a entrevista coletiva descrevendo seu relacionamento com a Alemanha, que, segundo ele, compartilha uma "grande afinidade" com os EUA.

    Em seguida, ele rapidamente passa a falar sobre o Irã, que, segundo ele, agora não possui marinha, força aérea ou sistema de detecção aérea. "Quase tudo foi destruído", diz Trump.

  17. Embaixada dos EUA em Beirute está 'fechada até novo aviso'

    A embaixada dos Estados Unidos na capital do Líbano, Beirute, informou que "permanecerá fechada até novo aviso".

    "Todos os outros agendamentos consulares, tanto regulares quanto de emergência, foram cancelados", afirmou, acrescentando que divulgará uma atualização quando a embaixada reabrir.

    Essa medida segue o fechamento, por tempo indeterminado, da embaixada dos EUA no Kuwait e de sua missão diplomática em Riad, na Arábia Saudita, após ter sido atingida por um drone.

    Os EUA também evacuaram a embaixada da Jordânia ontem, após explosões terem sido ouvidas nas proximidades. A embaixada dos EUA em Mascate, Omã, havia emitido uma ordem de "abrigo no local", mas essa medida já foi parcialmente suspensa.

  18. Quarto dia de conflito: o que aconteceu até agora?

    O presidente Trump disse ter comunicado ao Irã que é "tarde demais" para negociações, enquanto os ataques conjuntos entre EUA e Israel se intensificaram no país.

    Ele também alertou para um ataque iraniano "iminente" à cidade saudita de Dhahran, um importante centro da indústria petrolífera.

    Em breve, o presidente americano, que se reuniu hoje com a chanceler alemã Merz na Casa Branca, fará um pronunciamento.

    No Irã, 787 pessoas morreram desde que os EUA e Israel lançaram sua onda de ataques contra Teerã no sábado, segundo o Crescente Vermelho iraniano.

    O embaixador do Irã nas Nações Unidas em Genebra, Ali Bahreini, declarou à imprensa que Teerã "duvida da utilidade de negociações" com os Estados Unidos.

    O Aeroporto Internacional Mehrabad, em Teerã, que opera principalmente voos domésticos, também foi atingido pelos ataques.

    As Forças de Defesa de Israel anunciaram há pouco que concluíram uma série de ataques em larga escala contra infraestruturas nas cidades iranianas de Teerã e Isfahan.

    O Ministro da Defesa israelense, Israel Katz, também anunciou que tropas terrestres se deslocarão para o Líbano para "tomar o controle de áreas estratégicas adicionais" a fim de "defender as comunidades fronteiriças".

    Em outras partes da região, as autoridades iranianas continuaram seus ataques retaliatórios, que atingiram até nove países do Golfo.

    Os Emirados Árabes Unidos afirmam ter interceptado 172 mísseis e 755 drones iranianos desde sábado.

    O Catar declarou não manter relações diplomáticas com Teerã, enquanto a Arábia Saudita condenou o ataque iraniano à embaixada dos EUA em Riad.

    O Primeiro-Ministro britânico, Keir Starmer, anunciou há pouco que o Reino Unido está reforçando suas defesas aéreas na base aérea de Akrotiri, no Chipre. O Reino Unido planeja implantar helicópteros com capacidade antidrone e também enviar o destróier de defesa aérea HMS Dragon para o Mediterrâneo Oriental.

    A medida surge um dia depois de a pista da base aérea da RAF em Akrotiri ter sido atingida por um drone, causando o que o Ministério da Defesa descreveu como "danos mínimos".

  19. Reino Unido enviará destróier de defesa aérea para o Mediterrâneo Oriental, diz primeiro-ministro

    O Reino Unido está reforçando suas defesas aéreas em sua base no Chipre com o envio de helicópteros com capacidade antidrone, afirmou o primeiro-ministro, Keir Starmer.

    Starmer disse que o destróier de defesa aérea HMS Dragon também será enviado para a região e que o Reino Unido "está totalmente comprometido com a segurança do Chipre e do pessoal militar britânico ali baseado".

    O anúncio ocorreu após ataques de drones iranianos à base britânica RAF Akrotiri, situada na ilha de Chipre.

  20. Irã diz que Estreito de Ormuz foi fechado: qual é sua importância e quais podem ser as consequências

    Ontem, um alto funcionário da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês) declarou que o Estreito de Ormuz foi fechado e ameaçou atacar qualquer navio que tentasse passar.

    Mas o que isso significa?

    Esta é a primeira vez que o Irã anuncia o fechamento completo do estreito e ameaça com ataques militares ao tráfego marítimo.

    Cerca de um quinto do consumo mundial de petróleo passa pelo Estreito de Ormuz, uma via comercial que conecta os produtores de petróleo do Oriente Médio com os principais mercados da região da Ásia-Pacífico, Europa e América do Norte.