A ministra Cármen Lúcia, a única mulher na composição do STF hoje, deu a palavra pedida pelo ministro Flavio Dino durante o voto dela, e ponderou:
"Desde que rápido, porque nós, mulheres, ficamos dois mil anos caladas, nós queremos ter o direito de falar, mas concedo, como sempre, está no regimento do Supremo, o debate faz parte", disse a ministra em tom cordial.
Dino respondeu brincando, como de costume, dizendo que fez um voto rápido na quarta-feira para poder intervir nas falas dos outros ministros.
Essa troca entre os ministros vem depois de, na sessão do dia 9, Fux e os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino, protagonizarem um momento de desconforto quando discutiam a possibilidade de intervenções durante a leitura dos votos.
Fux ressaltou, naquela ocasião, que não gostaria de interrupções durante o voto. dele. Dino falou de forma irônica que não pediria apartes: "Eu tranquilizo, ministro Fux, que não pedirei de Vossa Excelência. Pode dormir em paz".
Depois do extenso voto de Fux ontem, Cármen Lúcia também disse hoje que seu voto será mais curto do que o previsto, pois fez um resumo.