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EUA ataca Venezuela e captura Maduro: confira a cobertura completa em tempo real da BBC de momento histórico para a América Latina

Ação militar inédita do governo Trump marcou auge da escalada de tensão entre os dois países e foi duramente criticada pela comunidade internacional. Entenda como tudo se desenrolou e seus possíveis desdobramentos.

Pontos-chave

Cobertura ao Vivo

Por Rafael Barifouse, Flávia Marreiro, Julia Braun, Giulia Granchi, Camilla Veras Mota, Leandro Prazeres, Mariana Schreiber, Mariana Alvim e Rute Pina

  1. A linha do tempo da escalada da tensão entre Venezuela e EUA

    O ataque dos Estados Unidos à Venezuela e a captura do presidente Nicolás Maduro e sua esposa, anunciados pelo presidente americano, Donald Trump, neste sábado (3/1), marca o auge da escalada nas tensões militares com a Venezuela.

    A chegada de Trump ao poder no começo de 2025 nos Estados Unidos marcou o início de um crescente nas hostilidades americanas contra Caracas.

    O primeiro ato do presidente sobre a Venezuela, em fevereiro, foi designar organizações criminosas do país como grupos terroristas. Isso abriu caminho para deportações nos EUA de dezenas de venezuelanos — que foram acusados pelo governo americano de integrarem esses grupos. As deportações acabaram suspensas por uma decisão da Justiça americana.

    Em agosto, os EUA aumentaram a recompensa por informações que levassem à prisão do presidente Nicolás Maduro; e começaram a enviar navios, jatos e um submarino nuclear ao mar do Caribe.

    Em setembro, forças americanas começaram a atacar barcos no Caribe e no Pacífico. O governo americano diz que as embarcações estavam transportando drogas da América do Sul para os EUA.

    Mais recentemente, há relatos de conversas telefônicas entre Trump e Maduro — com um ultimato do governo americano para que o venezuelano deixe o país. Os EUA também autorizaram operações especiais da agência de inteligência CIA na Venezuela e ameaçaram realizar uma ação terrestre no país.

    No final de novembro, o governo americano fechou o espaço aéreo venezuelano. Cidadãos americanos receberam a recomendação de não visitar a Venezuela ou deixar o país, caso estejam lá.

    Em dezembro, Trump anunciou que ordenou um bloqueio "total e completo" de todos os petroleiros sancionados que entram e saem da Venezuela.

    Neste sábado, Donald Trump afirmou que o país realizou um ataque de grande escala contra a Venezuela e que o presidente Nicolás Maduro foi capturado, junto com sua esposa, e retirado do país por via aérea.

    Segundo Trump, a operação foi conduzida em conjunto com forças de segurança americanas. Ele disse ainda que mais detalhes seriam divulgados posteriormente e anunciou uma coletiva de imprensa para as 11h (horário local; 13h em Brasília), em Mar-a-Lago, propriedade do presidente no estado da Flórida.

  2. Maduro indiciado em Nova York por 'narcoterrorismo', diz procuradora-geral dos EUA

    A Procuradora-Geral dos EUA, Pam Bondi, afirmou que Maduro e sua esposa foram indiciados no Distrito Sul de Nova York.

    Maduro, segundo ela, foi acusado de "conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos e conspiração para possuir metralhadoras e dispositivos destrutivos contra os Estados Unidos".

    "Eles em breve enfrentarão toda a fúria da Justiça americana em solo americano, em tribunais americanos", acrescentou Bondi, mas não menciona de que sua esposa foi acusada.

    "Um enorme agradecimento aos nossos bravos militares que conduziram a incrível e bem-sucedida missão para capturar esses dois supostos narcotraficantes internacionais", concluiu Bondi.

  3. A família que presenciou a penúltima vez em que EUA invadiram América Latina: 'Vi tanque passar por cima de carro'

    Por Óscar Sulbarán

    Da Cidade do Panamá para a BBC News Mundo

    Quando Isidora Gómez e Ernesto Mendoza se instalaram, nos anos 1970, no bairro El Chorrillo, no oeste da capital do Panamá, chegaram atraídos pela tranquilidade e pela segurança.

    O edifício para onde se mudaram — e onde ainda vivem — chama-se 24 de Diciembre, mas os moradores locais o conhecem como "o 15 andares". Ali, no apartamento 6-10, criaram seus três filhos.

    Eles já moravam ali na madrugada de 20 de dezembro de 1989, quando os Estados Unidos invadiram o Panamá com o objetivo de derrubar o governo liderado por Manuel Antonio Noriega, a quem acusavam de narcotráfico.

    Essa havia sido a última vez em que o governo americano havia removido o líder de um país da América Latina até o início de 2026, quando, na madrugada de 3 de janeiro, militares americanos atacaram a Venezuela e capturaram o presidente Nicolás Maduro e a primeira dama.

    Os temores de que a região poderia viver algo parecido com o que aconteceu no Panamá mais de três década atrás vinha crescendo nos últimos meses diante de ataques dos Estados Unidos a embarcações que o governo de Donald Trump acusava de transportar drogas e, mais recentemente, da interceptação de petroleiros venezuelanos.

  4. 'Se Maduro realmente caiu, não está claro o que acontecerá a seguir'

    Por Ione Wells

    Correspondente da BBC News para a América do Sul

    Os Estados Unidos não intervinham tão diretamente na América Latina desde a invasão do Panamá em 1989 para derrubar o então líder militar Manuel Noriega.

    Se Maduro foi deposto à força na Venezuela, como afirma Trump, isso será considerado uma grande vitória por algumas das figuras mais linha-dura do governo americano, algumas das quais apoiaram abertamente a mudança de regime.

    Os Estados Unidos acusam Maduro de liderar uma organização criminosa de narcotráfico, o que ele nega.

    Também não o reconhecem como presidente legítimo da Venezuela, após as eleições de 2024 terem sido amplamente rejeitadas por não serem livres nem justas.

    Por sua vez, a Venezuela acusa os Estados Unidos de tentarem roubar suas valiosas reservas de petróleo, consideradas as maiores do mundo.

    O que realmente não está claro é o que acontecerá agora na Venezuela se Maduro de fato deixar o poder.

    Os defensores da intervenção dos EUA argumentam que ela abriria caminho para a ascensão da oposição venezuelana ao poder, liderada pela ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado, ou pelo candidato da oposição em 2024, Edmundo González.

    No entanto, outros acreditam que não seria tão simples.

    As forças militares e paramilitares da Venezuela permaneceram leais a Maduro, e até mesmo alguns de seus críticos temiam que uma intervenção direta dos EUA pudesse desestabilizar ainda mais o país.

    Sem dúvida, outros aliados próximos de Maduro temem por seus próprios futuros após a notícia de sua captura.

  5. 'Este é um evento sem precedentes na história moderna'

    Por Joe Inwood

    Correspondente de Assuntos Internacionais da BBC News

    Se, como noticiado, os Estados Unidos enviaram a Força Delta para o coração da capital venezuelana e capturaram Nicolás Maduro e a primeira-dama Cilia Flores, a ação é algo inédito.

    A comparação mais próxima seria a captura do líder panamenho Manuel Noriega, também por forças especiais, em 1989.

    No momento de sua captura, ambos haviam reivindicado vitória em eleições contestadas. Os dois também foram acusados ​​pelos Estados Unidos de envolvimento com o narcotráfico, levando a um significativo destacamento militar americano.

    Mas a captura de Noriega ocorreu após uma breve, porém decisiva, guerra entre os dois países, na qual as forças panamenhas foram rapidamente derrotadas. Ele havia se refugiado na embaixada do Vaticano, onde permaneceu por 11 dias.

    Finalmente, Noriega foi persuadido a se render após o uso de guerra psicológica, especificamente a reprodução constante de música rock em alto volume, incluindo The Clash, Van Halen e U2.

    Ele foi levado de volta aos Estados Unidos, onde foi condenado por acusações relacionadas ao narcotráfico.

    Os detalhes da operação para capturar Nicolás Maduro ainda são desconhecidos, mas tudo indica que foi uma operação ainda mais ambiciosa em seu escopo, já que o presidente e sua esposa foram retirados sem o uso de forças terrestres convencionais.

    Seu destino é incerto, mas presume-se que acabarão em uma prisão dos EUA.

  6. Ministro do Interior da Venezuela sai às ruas vestindo colete à prova de balas e pede calma

    O poderoso Ministro do Interior, Justiça e Paz da Venezuela, Diosdado Cabello, apareceu nas ruas de Caracas cercado por policiais e usando capacete e colete à prova de balas.

    Em declarações transmitidas pela televisão estatal, Cabello afirmou que estavam avaliando os danos causados ​​pelo "ataque criminoso, um ataque terrorista contra o nosso povo".

    Ele assegurou que forças policiais foram mobilizadas para garantir a paz.

    "Confiem na liderança, confiem na liderança do alto comando político e militar para a situação que estamos atravessando", disse o ministro.

    "Mantenham a calma, não deixem ninguém se desesperar. Não deixem ninguém facilitar as coisas para o inimigo invasor. (...) Nós sabemos como sobreviver a todas essas circunstâncias e além, além de qualquer um de nós, existe um povo organizado", declarou diante das câmeras.

  7. A grande questão é quem estará no comando da Venezuela agora

    Por Daniel García Marco

    Editor da BBC News Mundo

    Se for confirmado que Maduro foi preso e deposto do país, a questão agora é quem governará a Venezuela.

    Aparentemente, não haverá mais ataques, e Trump ficaria satisfeito com a remoção de Maduro.

    Mas, então, o chavismo permanecerá no poder sem Maduro?

    Se isso acontecer, há três figuras a serem observadas: a vice-presidente Delcy Rodríguez; o ministro do Interior Diosdado Cabello; e o ministro da Defesa Vladimir Padrino. Os três apareceram na televisão horas após o ataque e podem assumir o poder.

    A outra incógnita é o que a oposição, liderada por María Corina Machado, fará. Tendo demonstrado que venceu as eleições de julho de 2024, ela exige uma verdadeira mudança de governo e pode não se contentar com a simples saída de Maduro do palácio presidencial.

  8. Ataque dos EUA à Venezuela: Milei comemora e Espanha pede 'respeito ao direito internacional'; veja primeiras reações

    O ataque dos Estados Unidos à Venezuela na madrugada deste sábado (3/1) e a captura do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama por militares americanos provocaram uma onda de reações na comunidade internacional.

    Os governos da Colômbia, país que faz fronteira com a Venezuela, e de Cuba, aliado político de Caracas na região, foram os primeiros a se manifestar, logo após relatos de explosões na capital venezuelana e em outras cidades do território.

    "O Governo da República da Colômbia observa com profunda preocupação os relatos de explosões e atividades aéreas incomuns registradas nas últimas horas na República Bolivariana da Venezuela, bem como a consequente escalada da tensão na região", declarou pelas redes sociais o presidente colombiano, Gustavo Petro.

    "O país adota uma posição focada na preservação da paz regional e apela urgentemente à desescalada, instando todas as partes envolvidas a se absterem de ações que aprofundem o confronto e a priorizarem o diálogo e os canais diplomáticos", prossegue o post.

    O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, por sua vez, exigiu uma resposta "urgente" da comunidade internacional contra o que considerou um "ataque criminoso" dos EUA contra a Venezuela.

    "Nossa #ZonaDePaz está sendo brutalmente atacada. Terrorismo de Estado contra o bravo povo venezuelano e contra a nossa América", escreveu Díaz-Canel.

    Após a confirmação do ataque, o presidente da Argentina, Javier Milei, se manifestou com uma mensagem curta nas redes sociais: "A liberdade avança. Viva a liberdade, cara**o".

    Aliado de Trump e crítico de Maduro, Milei fez diversas visitas oficiais aos EUA desde que tomou posse, em 2023, e seu governo recentemente recebeu socorro financeiro americano para fortalecer as reservas argentinas de dólares.

    A Espanha também esteve entre os primeiros países a reagirem. Em comunicado divulgado por meio do Ministério de Relações Exteriores, fez um "um chamado à desescalada e à moderação, e à atuação sempre com respeito ao direito internacional e aos princípios da Carta da ONU".

    O país se ofereceu como possível mediador para buscar "uma solução pacífica e negociada para a crise atual", reiterando que não reconheceu os resultados da última eleição presidencial na Venezuela, realizada em julho de 2024, e que "sempre apoiou iniciativas para alcançar uma solução democrática" para o país.

    O governo do Brasil ainda não se pronunciou oficialmente.

  9. Não são esperadas novas ações na Venezuela, teria dito Marco Rubio

    O senador dos EUA Mike Lee, de Utah, afirmou na manhã de sábado que o secretário de Estado Marco Rubio lhe disse que "não prevê nenhuma outra ação na Venezuela agora que Maduro está sob custódia dos EUA".

    Em uma publicação no X, Lee declarou ter conversado com Rubio por telefone. Segundo ele, o secretário de Estado lhe disse que Maduro foi detido "para ser julgado por crimes nos Estados Unidos" e que "a ação enérgica que vimos esta noite foi tomada para proteger e defender aqueles que executaram o mandado de prisão".

    Rubio faz parte da ala ideológica do governo Trump e é conhecido por sua política linha-dura contra países como Cuba, Venezuela e China.

    Ele também foi designado pelo governo americano para liderar as negociações com o Brasil sobre a tarifa de 50% imposta pelo governo Trump contra uma série de produtos brasileiros e outras sanções a autoridades do país.

  10. Todas as forças armadas serão mobilizadas, diz ministro da Defesa da Venezuela

    O ministro da Defesa da Venezuela anunciou o envio imediato de tropas militares para todo o país.

    Em um pronunciamento em vídeo, Vladimir Padrino López pediu união diante da "pior agressão" já sofrida pela Venezuela, acrescentando que o país estava seguindo as "ordens de Maduro" para mobilizar todas as forças armadas. "Eles nos atacaram, mas não nos subjugarão", declarou o ministro da Defesa.

  11. Venezuela investiga possíveis mortes e feridos após os ataques, segundo ministro da Defesa.

    Por Ione Wells Correspondente da BBC News para a América do Sul

    Muitas perguntas permanecem sem resposta sobre os ataques desta manhã. Quais foram os danos à infraestrutura militar afetada? E quantas vítimas foram registradas?

    O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, afirmou que o governo está reunindo informações sobre mortos e feridos e alegou que os ataques atingiram áreas civis. Ele acrescentou que a Venezuela "resistirá" à presença de tropas estrangeiras.

  12. Explosão 'mais forte que um raio'

    A jornalista Vanessa Silva, que vive em Caracas, viu uma explosão da janela de sua casa. Disse que foi enorme, "mais forte que um raio", e que fez tremer o prédio onde mora.

    "O coração disparou e minhas pernas tremiam", contou Silva sobre a proximidade das explosões, que pareceram ser muito precisas.

  13. Caracas pede prova de que Maduro está vivo

    Trump não deu mais detalhes sobre como Maduro teria sido capturado nem para onde foi levado.

    O governo venezuelano ainda não confirmou a informação, mas pediu que Trump apresente provas de que Maduro está vivo.

    A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, afirmou que seu governo "desconhece o paradeiro de Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores" e exigiu provas de vida para ambos.

    Rodríguez fez essas declarações na televisão estatal venezuelana. "Exigimos do governo dos Estados Unidos provas de vida do presidente Maduro e da primeira-dama. O presidente já nos havia dito que essa situação poderia ocorrer."

    "O presidente deu instruções claras para que todos os planos de defesa da nação sejam ativados em perfeita unidade", afirmou ainda, segundo a Agência Venezuelana de Notícias.

    Os EUA haviam oferecido uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem à prisão de Maduro.

    Isso, somado ao grande aumento da presença militar na região nos últimos meses, foi interpretado na região como um incentivo para que alguém dentro do país se voltasse contra ele.

    Na quinta-feira, Nicolás Maduro, afirmou estar aberto a negociações com os Estados Unidos sobre tráfico de drogas e petróleo, "onde e quando quiserem".

    Na entrevista à TV estatal venezuelana, Maduro também evitou responder a uma declaração do presidente dos EUA, Donald Trump, segundo a qual os Estados Unidos teriam atacado uma instalação de atracação na Venezuela — o que marcaria o primeiro ataque desse tipo dentro do país, supostamente realizado pela CIA.

  14. Ataque à Venezuela é auge de escalada militar dos EUA na região

    Os ataques ocorrem em meio a um período de forte tensão entre os Estados Unidos e Venezuela.

    Os Estados Unidos vinham aumentando a presença militar no Caribe nos últimos meses e deixaram claro que poderia haver um ataque à Venezuela contra o governo liderado por Nicolás Maduro, a quem consideram um presidente ilegítimo e que vinculam ao narcotráfico.

  15. Caracas denuncia 'agressão militar' americana

    Antes do post de Donald Trump afirmando a "captura" de Maduro, o governo da Venezuela havia denunciado o ataque ao país como uma "agressão militar" dos Estados Unidos.

    "A República Bolivariana da Venezuela rejeita, repudia e denuncia perante a comunidade internacional a gravíssima agressão militar perpetrada pelo atual Governo dos Estados Unidos da América contra o território e a população venezuelanos, nas localidades civis e militares da cidade de Caracas, capital da República, e nos estados Miranda, Aragua e La Guaira."

    "Tal agressão ameaça a paz e a estabilidade internacional, em especial da América Latina e do Caribe, e coloca em grave risco a vida de milhões de pessoas", acrescentou o governo em comunicado.

    "A tentativa de impor uma guerra colonial para destruir a forma republicana de governo e forçar uma mudança de regime, em aliança com a oligarquia fascista, fracassará como todas as tentativas anteriores."

    O governo convocou "todas as forças sociais e políticas do país a ativar os planos de mobilização e repudiar este ataque imperialista".

    O presidente Nicolás Maduro, segundo o governo, assinou e decretou o "estado de comoção externa em todo o território nacional".

    "Em estrita observância ao artigo 51 da Carta das Nações Unidas, a Venezuela se reserva o direito de exercer a legítima defesa para proteger seu povo, seu território e sua independência."

  16. Explosões e fumaça nos céus de Caracas

    Explosões foram ouvidas e fumaça pôde ser vista subindo sobre a capital venezuelana, Caracas, na madrugada deste sábado.

    Vídeos gravados por moradores mostravam colunas de fumaça e detonações, além de algumas aeronaves voando a baixa altitude.

    Várias áreas de Caracas ficaram sem energia elétrica, segundo relatos de moradores e de jornalistas que colaboram com a BBC News Mundo, serviço de notícias em espanhol da BBC.

    As explosões começaram a ser ouvidas pouco depois das 2h deste sábado em locais como a base aérea de La Carlota, em Caracas, e em áreas próximas.

    A jornalista Vanessa Silva, que vive em Caracas, viu uma explosão da janela de sua casa. Disse que foi enorme, "mais forte que um raio", e que fez tremer o prédio onde mora.

    "O coração disparou e minhas pernas tremiam", contou Silva sobre a proximidade das explosões, que pareceram ser muito precisas.

  17. Trump anuncia ataque à Venezuela e captura de Maduro

    Na rede social Truth Social, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país realizou um ataque de grande escala contra a Venezuela e que o presidente Nicolás Maduro foi capturado, junto com sua esposa, e retirado do país por via aérea.

    Segundo Trump, a operação foi conduzida em conjunto com forças de segurança americanas. Ele disse ainda que mais detalhes seriam divulgados posteriormente e anunciou uma coletiva de imprensa para as 11h (horário local; 13h em Brasília), em Mar-a-Lago, propriedade do presidente no estado da Flórida.

    Segundo a rede americana CBS, parceira da BBC nos Estados Unidos, "o presidente Trump ordenou os ataques em várias partes da Venezuela, incluindo instalações militares".