Em
entrevista à emissora CBS News, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, fez
novas declarações neste domingo (04/01) sobre as expectativas dos EUA em
relação à presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez.
No sábado
(03/01), após a captura do presidente Nicolás Maduro, Rodríguez declarou que o
líder venezuelano é o mandatário legítimo do país e criticou o que chamou de "sequestro
ilegal" dele pelos EUA.
Perguntado
pela CBS se Rodríguez seria alguém com quem os EUA poderiam trabalhar, Rubio
respondeu que seu país não vai basear suas decisões em declarações, e
sim em ações.
“Vamos
fazer uma avaliação com base no que eles fizerem, não no que disserem
publicamente nesse ínterim, nem no que fizeram no passado, em muitos casos, mas
sim no que farão daqui para frente”, disse o secretário.
“Se não
tomarem as decisões certas, os Estados Unidos manterão diversas ferramentas de
pressão para garantir que nossos interesses sejam protegidos, incluindo a
quarentena do petróleo que está em vigor, entre outras coisas.”
Perguntado sobre o papel futuro de María Corina Machado, líder da oposição a Maduro, Rubio respondeu apenas ter uma "tremenda admiração por ela" e por Edmundo González (que disputou com Maduro a eleição de 2024), deixando de indicar algum papel para os dois na intervenção dos EUA no poder venezuelano.
No sábado, Trump afirmou que Corina Machado teria dificuldades em governar a Venezuela.
Rubio abordou neste domingo a fala de Trump, defendendo que ainda é cedo para dar respostas definitivas.
"Acho que o que o presidente apontou é óbvio (...) é preciso um pouco de realismo aqui", disse o secretário de Estado. "Eles tiveram esse regime. Eles tiveram esse sistema do chavismo no poder por 15 ou 16 anos, e todo mundo pergunta: por que 24 horas depois da prisão de Nicolás Maduro, não há eleições marcadas para amanhã? Isso é absurdo."