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Guerra no Irã: Trump ameaça ataque '20 vezes mais forte' se Irã bloquear petróleo no Estreito de Ormuz

Mais cedo, o presidente americano disse que o conflito está "praticamente concluído", enquanto Israel lançava nova onda de ataques contra Teerã.

Pontos-chave

Cobertura ao Vivo

Editado por Marina Rossi e Daniel Gallas, da BBC News Brasil em São Paulo e Londres, com informações da BBC Persa e de correspondentes em todo o Oriente Médio e nos EUA

  1. Catar diz ter sido atacado mesmo após pedido de desculpas do Irã

    Por Sasha Schlichter da BBC World Service

    Os países da região que abrigam bases militares americanas insistem que não permitiram que elas fossem usadas para lançar ataques contra o Irã. Vários países do Golfo até tentaram dissuadir Washington de iniciar sua campanha de bombardeio.

    No entanto, a primeira reação do Irã, exatamente uma semana atrás, foi atacar seus vizinhos, inclusive Omã, que vinha mediando a situação diplomaticamente.

    Agora, em um discurso transmitido pela TV estatal, o presidente Pezeshkian declarou que o Irã cessaria seus ataques, a menos que fosse atacado primeiro.

    Ele também pediu desculpas aos vizinhos do Irã e prometeu que o país continuaria resistindo, dizendo que seus inimigos "devem levar para o túmulo seu desejo pela rendição do povo iraniano".

    No entanto, após o pronunciamento iraniano, o Ministério da Defesa do Catar informou ter interceptado um míssil.

  2. Forças de Defesa de Israel anunciam novos ataques contra Teerã e Isfahan

    As Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmam ter iniciado uma "ampla onda" de ataques contra a infraestrutura iraniana nas cidades de Teerã e Isfahan.

    Este é o primeiro anúncio feito hoje no canal em inglês das IDF no Telegram sobre ataques contra o Irã.

  3. Aeroporto de Dubai diz que retomou 'parcialmente' operações

    O Aeroporto Internacional de Dubai diz que "retomou parcialmente as operações". Isso ocorre após uma suspensão temporária dos serviços no início do dia.

    "Por favor, não se dirija ao aeroporto a menos que tenha sido contatado pela sua companhia aérea confirmando seu voo, pois os horários continuam a mudar", diz nota do aeroporto.

    Mas o repórter Nick Beake, da BBC, afirma que há confusão sobre o status dos voos de entrada e saída de Dubai hoje.

    Os Emirados Árabes afirmam que outro ataque iraniano foi interceptado no início desta manhã. O governo de Dubai classificou o incidente como "menor", com queda de alguns destroços, mas sem feridos. O governo negou relatos nas redes sociais de que o aeroporto internacional teria sido afetado.

    O Aeroporto Internacional de Dubai informou na última hora que as operações estavam suspensas, mas momentos depois publicou uma mensagem informando que os voos estão sendo retomados parcialmente.

    A Emirates, uma das duas companhias aéreas de bandeira dos Emirados Árabes, também anunciou a retomada de suas operações, solicitando aos passageiros com voos marcados para hoje que se dirijam ao aeroporto. O Governo de Dubai também republicou a última mensagem da Emirates sobre a retomada de suas operações.

  4. Acompanhe nossa cobertura da guerra, que completa uma semana

    A guerra envolvendo EUA, Israel e Irã completa uma semana neste sábado. Esses foram alguns dos principais acontecimentos das últimas horas:

    • Explosões atingiram um dos principais aeroportos comerciais de Teerã, com testemunhas relatando um avião em chamas na pista. Israel afirmou ter concluído uma nova onda de ataques contra o Irã.
    • Nos Emirados Árabes Unidos, o Aeroporto Internacional de Dubai retomou parcialmente suas operações.
    • Em um pronunciamento em vídeo transmitido pela mídia estatal iraniana, o presidente do país, Masoud Pezeshkian, pediu desculpas aos países vizinhos e afirmou que Teerã não os atacará "a menos que seja atacada primeiro".
    • Pouco depois do pronunciamento de Pezeshkian, o Catar anunciou ter interceptado um ataque com míssil.
    • O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que não haverá "nenhum acordo" com o Irã, exceto a "rendição incondicional", e que Teerã deveria escolher um novo líder aceitável para seu governo.