O que se sabe sobre ataque de soldado tailandês que deixou ao menos 26 mortos

Crédito, AFP/THAI ROYAL POLICE
O texto atualizado foi às 12h41 de 9 de fevereiro de 2020.
Um soldado matou ao menos 26 pessoas e feriu outras 57 em um ataque na cidade tailandesa de Nakhon Ratchasima, a cerca de 250 quilômetros da capital, Bangkok.
O atirador, identificado como Jakapanth Thomma, matou seu comandante e roubou armas de uma base militar, disse um porta-voz do departamento de Defesa à BBC Thai.
Ele então dirigiu até o centro da cidade e entrou em um shopping, onde se escondeu ao longo da madrugada deste domingo (9). Ele foi morto pela polícia nesta manhã.
O suspeito, cujas motivações ainda não estão claras, postou imagens de seu ataque em sites de mídia social.
Como aconteceu o ataque?
Tudo começou na cidade de Nakhon Ratchasima, no final da tarde, na base militar de Suatham Phithak, onde o comandante do atirador, de 48 anos, e a sogra dele, de 63, foram mortos.
O suspeito apreendeu armas e munições e pegou um veículo militar do tipo Humvee.
Ele abriu fogo em vários locais antes de chegar ao shopping Terminal 21.
Imagens da mídia local parecem mostrar o suspeito saindo do veículo e disparando tiros enquanto as pessoas fogem.
Imagens do circuito interno do shopping mostram-no dentro do estabelecimento com um rifle levantado.
Outras imagens mostraram um incêndio do lado de fora do prédio — há relatos de que ele foi causado por um botijão de gás que explodiu quando foi atingido por uma bala. Uma das postagens de mídia social do suspeito mostra uma imagem de si mesmo com o fogo ao fundo.

Crédito, AFP
O primeiro-ministro Prayuth Chan-ocha afirmou que o ataque "não tem precedentes na Tailândia, e eu quero que esta seja a última vez que uma crise assim acontece".
Segundo ele, um contrato imobiliário que Jakraphanth considerou injusto foi aparentemente a razão para o ataque.
O ministro da Saúde fez um apelo para que as pessoas doem sangue nos hospitais da região.

Crédito, AFP
O que aconteceu?
As autoridades fecharam o shopping Terminal 21 enquanto tentavam encontrar o suspeito.
Tropas e policiais entraram no prédio e houve relatos de mais tiros.

Crédito, Facebook
O porta-voz do ministério da Defesa, tenente-general Kongcheep Tantravanich, disse que centenas de pessoas foram retiradas do complexo em segurança.
O shopping só foi completamente esvaziado, segundo as autoridades, por volta das 23h30 locais (13h30 de Brasília), cerca de cinco horas após a entrada do atirador no local.
A mãe do suspeito foi levada ao shopping para tentar convencê-lo a se entregar.
Uma das pessoas libertadas contou à BBC que ela e outras pessoas se esconderam em um banheiro no quarto andar, depois fugiram para o segundo e se esconderam embaixo de uma mesa de restaurante por três horas. De lá, ouviram pelo menos quatro tiros; em seguida, viram alguns soldados e conseguiram sair em segurança.

Crédito, Reuters
O que o suspeito postou nas mídias sociais?
O suspeito fez postagens em suas contas de mídia social durante o ataque, com um post no Facebook perguntando se ele deveria se render.
Ele havia postado anteriormente uma imagem de uma pistola com três conjuntos de balas, junto com as palavras "é hora da empolgação" e "ninguém pode evitar a morte".
O Facebook depois derrubou a página.
A empresa disse: "Nosso coração está voltado para as vítimas, suas famílias e a comunidade afetada por essa tragédia na Tailândia. Não há lugar no Facebook para pessoas que cometem esse tipo de atrocidade, nem permitimos que as pessoas elogiem ou apoiem esse ataque".

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