Questões-chave para acompanhar a apuração da eleição nos EUA
A BBC Brasil elaborou um guia para acompanhar o desfecho da disputa pela sucessão de Barack Obama.Entenda quando deve sair o resultado e como é feita a contagem dos votos.
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Em sua estreia nas urnas, bilionário supera todas as expectativas - e polêmicas - e derrota a democrata Hillary Clinton em disputa histórica; segundo a AP, vitória está garantida.
A BBC Brasil elaborou um guia para acompanhar o desfecho da disputa pela sucessão de Barack Obama.Entenda quando deve sair o resultado e como é feita a contagem dos votos.
Americanos acompanham com apreensão a apuração das urnas.
Na foto abaixo, o clima no Javits Center, onde Hillary pretende fazer seu discurso após o resultado.
A rede de TV americana ABC projeta vitórias da democrata Hillary Clinton nos Estados de Nova Jersey, Massachusetts, Maryland, Delaware, Illinois e Rhode Island, e também no distrito de Columbia.
O republicano Donald Trump deverá vencer, segundo a ABC, nos Estados do Mississippi e de Oklahoma.
Melissa Mello e Souza, de 50 anos, dedica-se a convencer americanos radicados no Brasil a votar no Partido Democrata, cuja candidata, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton, disputa com o republicano Donald Trump a Presidência dos EUA.
"Já votei (por correio, em Hillary) e uso as redes sociais para tentar arrebatar mais adeptos", relatou Melissa à BBC Brasil.Confira as estratégias que ela usa.
Desde 2008, em todas as eleições presidenciais dos EUA o Facebook oferece aos usuários a possibilidade de dizer a seus amigos: "eu votei".
Não é conversa para boi dormir - um estudo de 2010 mostrou que 340 mil pessoas decidiram ir às urnas graças à ferramenta.
O Facebook informou que até as 22h (horário de Brasília), mais de 7,5 milhões de pessoas haviam usado o botão "eu votei".
Na última eleição presidencial, em 2012, 9 milhões clicaram na ferramenta - a maioria era formada por jovens, mulheres e democratas.
Para muitos, os americanos estão escolhendo a pessoa mais poderosa do planeta.
O raciocínio é simples: o vencedor será chefe de Estado e de governo da maior economia do mundo, com uma influência global sem paralelos e com as forças armadas mais poderosas do globo.
Para Daniel Drezner, professor de política internacional da Universidade Tufts e membro residente da Brookings Institution, um centro de análises em Washington, esse fato é incontestável.
Ele é parte da elite mas ainda é visto como um "outsider".
Tem bilhões de dólares, é dono de imóveis por toda Nova York e financiou a própria campanha, mas ainda assim é popular entre os trabalhadores de baixa renda.
Muitos americanos veem Donald Trump como um sopro de ar fresco; outros, como uma perigosa ameaça à segurança global.
Confira alguns dos pontos marcantes da trajetória de Trump em reportagem da BBC Brasil.
Uma das principais dúvidas das eleições nos EUA é a reação de Donald Trump em caso de derrota para Hillary Clinton. Curtis Elis, experiente assessor de Trump, disse à BBC que Trump "vai esperar os resultados da eleição" para decidir se os aceitará ou não.
Elis quis mostrar tranquilidade. "Tudo está correndo bem. Estamos muito otimistas. Mais que otimistas, tudo está correndo como o previsto", afirmou o assessor.
O número mágico é 270. É este o total de votos no Colégio Eleitoral que tanto Donald Trump quanto Hillary Clinton querem alcançar no fim da apuração.
Se algum deles obtiver esse número mínimo, será proclamado presidente.
No entanto, em dois cenários a situação poderia se complicar: no caso de empate ou se nenhum candidato obtiver o número mágico.
Longas filas de americanos foram vistas hoje em milhares de centros de votações do país. Mas em um cemitério?Sim!
Dezenas de pessoas foram ao cemitério de Rochester, em Nova York, homenagear Susan B. Anthony. Ativista e feminista do século 19, ela teve papel fundamental na defesa do direitos das mulheres em votar. Eleitores deixaram em seu túmulo rosas amarelas - um símbolo da luta pelo voto feminino - e colaram adesivos que ganharam após votar.
Segundo a projeção da rede ABC News, Donald Trump vai vencer em West Virginia.
O Estado vem escolhendo republicanos desde 2000 - em 2012, a porcentagem de votos para o partido cresceu ali.
Nos Estados Unidos, eleição presidencial é um processo longo e complicado.
Nele, o qual o voto é indireto e uma instituição em particular, o Colégio Eleitoral, tem papel-chave.
Em mais uma transmissão ao vivo no Facebook, a repórter Néli Pereira e João Fellet, correspondente da BBC Brasil nos EUA, conversaram sobre o clima no país nessa reta final de apuração das eleições.
Uma nova transmissão ocorrerá às 22h30 - e terá a análise da especialista em relações internacionais Cristina Pecequilho.
Para o repórter sênior da BBC nos Estados Unidos Anthony Zurcher, vitórias de Hillary em Vermont e de Trump em Kentucky e Indiana já eram previstas. Ele chama atenção para os estados de Virginia (tendência pró-Hillary) e Georgia (tendência pró-Trump).
"Nenhuma surpresa ainda", tuitou o repórter.
As primeiras projeções dos resultados, feitas pela rede ABC News, acabam de ser divulgadas:
Kentucky: a projeção é que vote com Trump. O Estado, cujos votos geralmente vão para os republicanos, só escolheu um democrata quando um candidato do Sul concorreu, como Jimmy Carter em 1976 e Bill Clinton em 1992.
Vermont: Hillary leva o Estado, segundo a projeção. Obama ganhou por 66% dos votos ali em 2012.
Indiana: Trump deve ser o vencedor. O Estado costuma ser republicano - apesar de Obama obtido uma vitória apertada em 2008.
Clique aqui para conhecer a trajetória daquela que pode ser a primeira presidente dos Estados Unidos - desde a infância em Chicago, passando pelo casamento com Bill Clinton e a Secretaria de Estado até a candidatura em uma das eleições mais acirradas da história americana.
Em Los Angeles, na Califórnia, cartazes nos postos de votação incluem traduções em diversos idiomas, como relata Beatriz Díez, correspondente da BBC Mundo (serviço em espanhol da BBC).
Um porta-voz de George W. Bush disse à emissora CBS News que o ex-presidente dos Estados Unidos não votou nem em Trump, nem em Hillary. Segundo Freddy Ford, Bush e sua esposa Laura deixaram o campo principal em branco "e escolheram Republicanos nos demais".
Ainda de acordo com o porta-voz, os dois registraram seus votos há duas semanas.
Os primeiros Estados já começaram a encerrar as votações. São eles: Indiana, Kentucky e New Hampshire. Os resultados iniciais devem ser divulgados em breve, mas o eleito provavelmente será conhecido entre as 2h e as 4h (horário de Brasília) desta quarta-feira.
Como não poderia ser diferente, as eleições americanas são o assunto do dia em todo o mundo.
E as abordagens são várias - das mais sérias às bem-humoradas, como é o caso da foto abaixo, tirada em Berlim.
Nela, dois atores usando máscaras de Trump e Hitler fingem estar agredindo um ao outro.
A analogia faz sentido: em uma campanha com tantos ataques, só faltou mesmo que os candidatos chegassem às vias de fato.