A reunião entre Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva terminou na Casa Branca sem que os dois concedessem uma coletiva de imprensa, contrariando a programação divulgada previamente a jornalistas.
Não é comum que Trump receba líderes estrangeiros na Casa Branca e não conceda uma entrevista antes ou após´ o encontro, mas houve casos recentes em que ele se reuniu com autoridades estrangeiras e não se pronunciou a jornalistas.
Em fevereiro, Trump recebeu na Casa Branca o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, para uma reunião que durou duas horas e meia. Os líderes não deram declarações à imprensa na ocasião.
Também não houve entrevistas quando Trump recebeu o presidente colombiano, Gustavo Petro, também em fevereiro, e quando ele esteve com a líder da oposição ao governo venezuelano, Maria Corina Machado, em janeiro.
Antes disso, uma das poucas ocasiões em que Trump não falou a jornalistas ao receber líderes estrangeiros foi após uma reunião tensa com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, em 2025.
A agenda inicial prevista para o encontro entre Lula e Trump na Casa Branca nesta quinta-feira previa que os dois líderes falariam primeiro com a imprensa e, só depois, seguiriam para a reunião bilateral. Mas a ordem foi alterada a pedido da delegação brasileira.
Segundo apuração da BBC News Brasil, a alteração ocorreu após a experiência da viagem de Lula à Malásia, em outubro do ano passado. Na ocasião, a conversa com a imprensa aconteceu antes da reunião oficial, e o presidente brasileiro demonstrou incômodo com a situação. Em um dos momentos, Lula interrompeu a sessão de perguntas e afirmou que era preciso primeiro realizar a reunião “para poder ter o que falar”.