No início, eram Pelé, Jairzinho, Gérson e Amarildo — os craques brasileiros de 1966, ainda campeões do mundo, embora apenas por mais um mês.
Foram esses ícones que a Escócia enfrentou pela primeira vez diante da Seleção Brasileira, há quase 60 anos e dez partidas atrás. Stevie Chalmers, que mais tarde se tornaria um dos "Leões de Lisboa", abriu o placar logo no primeiro minuto. O jogo terminou empatado em 1 a 1.
O técnico Steve Clarke certamente adoraria repetir esse resultado nesta quarta-feira, sob o calor sufocante e a alta umidade de Miami. A partida mais importante da história recente da Escócia está prestes a acontecer.
Mas os confrontos contra o Brasil também deixaram cicatrizes.
Como a expressão de desolação de Tom Boyd aos 73 minutos da estreia escocesa na Copa do Mundo de 1998, em Paris, quando a bola desviou em seu braço direito e acabou no fundo das próprias redes. Foi o gol que definiu a vitória brasileira por 2 a 1.
Ou o choque estampado no rosto de Billy Bremner, um dos maiores nomes do futebol escocês, ao desperdiçar uma chance clara de gol em Frankfurt, na Copa de 1974. A partida terminou em 0 a 0, e a Escócia, invicta, acabou eliminada pelo saldo de gols.
Mais de meio século depois, o fantasma do saldo de gols volta a assombrar os escoceses. A diferença é que, desta vez, a seleção sabe que não precisa necessariamente vencer — e talvez nem empatar — para garantir uma vaga no mata-mata de uma Copa do Mundo pela primeira vez em sua história.