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Trump diz que ataque ao Irã seguirá até 'todos os objetivos' serem alcançados

Ao menos três militares americanos morreram em operação, e presidente americano diz que mortes são esperadas. Irã diz que novo aiatolá será escolhido nos próximos dias e promete manter campanha contra países aliados de Washington no Oriente Médio.

Pontos-chave

Cobertura ao Vivo

  1. 8 mortos em Israel em ataque a míssil

    Oito pessoas morreram após um ataque com míssil na cidade de Beit Shemesh, no centro de Israel, informou um porta-voz dos serviços de resgate Zakao.

    Anteriormente, o serviço de emergência médica do país, Magen David Adom (MDA), havia anunciado seis mortes.

    O MDA afirma que os paramédicos estão atendendo 23 pessoas feridas.

    Segundo o MDA, duas estão em estado grave, três em condição moderada e 18 sofreram ferimentos leves. Todas estão sendo levadas ao hospital.

    Mais cedo, o porta-voz das Forças de Defesa de Israel (IDF), Effie Defrin, afirmou que dois israelenses haviam sido mortos em ataques de retaliação do Irã.

  2. A equipe de Trump vê ação no Irã como um sucesso — mas situação pode se complicar

    Por Bernd Debusmann Jr, em Palm Beach, FlóridaO sol ainda nasce sobre uma Palm Beach nublada e com garoa. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, continua em sua propriedade de Mar-a-Lago, a poucos quilômetros de onde a imprensa está reunida.

    Até o momento, o grupo de jornalistas que cobre a Casa Branca não espera vê-lo durante boa parte do dia. Ele não tem eventos públicos em sua agenda, o que significa que nosso primeiro vislumbre dele — desde sexta-feira — será quando embarcar no Air Force One rumo a Washington nesta tarde.

    Ele estará de volta à Casa Branca nesta noite.

    Trump permaneceu no Truth Social até tarde da noite. Por volta da 1h, no horário local, publicou uma mensagem em tom contundente advertindo que é "melhor" o Irã não tentar “atingir com muita força”.

    “Se o fizerem, nós os atingiremos com uma força jamais vista antes”, acrescentou.

    Essa linguagem enfática reflete, em parte, considerações domésticas importantes para Trump.

    Até agora, ele e sua administração veem claramente a operação no Irã como um sucesso absoluto. Mas eventuais baixas americanas — ou a perspectiva de um conflito confuso e prolongado — provavelmente complicariam essa percepção.

    Alguns integrantes da base de Trump já expressaram receios quanto a essa possibilidade, especialmente porque ele fez campanha prometendo evitar exatamente esse cenário.

    Não está claro quando o ouviremos diretamente, mas, quando isso acontecer, é provável que ele tente conter qualquer sugestão de que os Estados Unidos possam se ver envolvidos em um longo processo de reconstrução nacional, com prazos indefinidos.

  3. Os riscos da grande aposta de Trump no Irã: 'Não se pode mudar um regime sem tropas em terra'

    Ao atacar o Irã e matar o líder supremo do regime, Ali Khamenei, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma aposta enorme: a de que pode ter sucesso onde presidentes americanos anteriores fracassaram, usando a força militar americana para reconfigurar o Oriente Médio.

    Trump proclamará uma vitória geracional se os Estados Unidos conseguirem destruir completamente o programa nuclear do Irã e provocar uma mudança de regime em Teerã utilizando apenas o poder aéreo, mesmo que, a partir de Washington, não pareça haver um plano claro sobre o que viria depois da República Islâmica.

    Mas, se o ataque militar, denominado Operação Fúria Épica pelo Pentágono, fracassar ou desencadear uma conflagração regional mais ampla que exija uma participação contínua dos Estados Unidos, Trump poderá prejudicar seu legado, assim como as chances dos republicanos de manter o controle do Congresso nas eleições legislativas de meio de mandato, em novembro.Leia a reportagem completa aqui

  4. Análise | Para os estados do Golfo, uma linha vermelha foi cruzada

    Por Frank Gardner, correspondente de Segurança da BBC News

    Drones e mísseis explosivos do Irã têm expandido seu alcance para muito além de instalações militares, como a base naval da 5ª Frota dos EUA no Bahrein (em grande parte evacuada).

    Agora, hotéis de luxo e shoppings, prédios residenciais de vários andares e terminais de embarque de aeroportos de última geração estão sendo atingidos esporadicamente, à medida que surgem brechas nas defesas aéreas dos Estados árabes do Golfo.

    Esses locais jamais foram construídos com a perspectiva de que um dia seriam atacados por drones e mísseis balísticos.

    Para os governantes dos Estados do Golfo, monarquias dinásticas para quem o fervor revolucionário da República Islâmica é um anátema, uma linha vermelha foi cruzada.

    É difícil imaginar como eles poderão retomar relações minimamente normais com a atual liderança iraniana, caso ela sobreviva a esta guerra.

    O Irã já atacou os Estados do Golfo antes, tanto direta quanto indiretamente. Em 2019, uma milícia apoiada pelo Irã no Iraque lançou uma série de drones contra as instalações petroquímicas da Saudi Aramco, interrompendo temporariamente metade de suas exportações.

    No ano passado, o Irã disparou mísseis balísticos contra a base aérea de Al-Udaid, no Catar, mas emitiu um aviso prévio. E o Bahrein há muito acusa o Irã de financiar, treinar e armar insurgentes em seu país.

    Tudo isso, porém, empalidece em comparação com a situação que os Estados árabes do Golfo estão vivenciando agora.

  5. Ataques no Golfo Pérsico e repercussões em todo o mundo

    Os ataques dos EUA e de Israel contra o Irã perturbaram o Oriente Médio, com repercussões que se estendem para além da região. Confira, a seguir, alguns dos principais desenvolvimentos recentes:

    No Irã: As Forças de Defesa de Israel (IDF) lançaram uma nova onda de ataques contra alvos em Teerã na manhã de domingo. Imagens mostram uma densa fumaça escura sobre a cidade e explosões foram ouvidas na capital.

    Segundo a imprensa israelense, 30 funcionários iranianos do alto escalão foram mortos nos ataques do dia anterior, entre eles o líder supremo Ali Khamenei.

    Em Israel: Autoridades em Tel Aviv disseram que 40 prédios sofreram danos em ataques de mísseis balísticos iranianos, com duas pessoas mortas. O serviço de ambulâncias de Israel informou ter levado 20 pessoas para o hospital. Sirenes soaram por todo o país, mas as defesas aéreas interceptaram a maioria dos mísseis.

    No Golfo e no Chipre: O Irã retomou os ataques aéreos contra Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait e Omã, alegando que o alvo eram bases americanas na região. O espaço aéreo ao redor da região está fechado.

    O Ministro da Defesa do Reino Unido, John Healey, afirmou que dois mísseis iranianos foram disparados em direção ao Chipre, onde o Reino Unido possui bases militares. Autoridades locais, no entanto, contestaram a afirmação.

    No Paquistão: Os eventos no Irã estão tendo repercussões em outros lugares. Na cidade paquistanesa de Karachi, houve confrontos violentos em frente ao consulado dos EUA. Centenas de pessoas participaram de um protesto em solidariedade ao Irã, e nove pessoas morreram após confrontos com a polícia.

  6. Petroleiro atacado na costa de Omã

    Um petroleiro foi atacado na costa de Omã, ferindo quatro pessoas, informou a mídia estatal do país.

    O Centro de Segurança Marítima de Omã relatou que o navio, chamado Skylight e com bandeira de Palau, foi atingido por um projétil a cerca de oito quilômetros do porto de Khasab, no norte do país.

    Quatro tripulantes ficaram feridos, mas foram evacuados em segurança, segundo a Agência de Notícias de Omã.

    A tripulação era composta por 15 cidadãos indianos e cinco iranianos, acrescentou a agência.

    A agência de notícias também informou que o porto comercial de Duqm foi atacado por dois drones, deixando uma pessoa ferida.

    Este seria o primeiro ataque contra o sultanato — que mediou as negociações entre os Estados Unidos e o Irã — desde que Teerã lançou uma campanha de retaliação.

  7. Vídeo | Momento em que morte de líder supremo é anunciada na TV iraniana

    A morte do aiatolá Ali Khamenei durante os ataques dos Estados Unidos e de Israel foi anunciada no Irã pela mídia estatal.

    O comunicado oficial foi feito por um apresentador da TV estatal que, em meio a soluços, disse que o país entraria em um período de luto de 40 dias.

    Segundo o Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Khamenei morreu na manhã de sábado do horário local, em seu escritório, "enquanto realizava tarefas".

    A BBC Verify confirmou, usando imagens de satélite, que partes do complexo da Casa da Liderança, escritório de Khamenei em Teerã, sofreram danos significativos durante os ataques conjuntos de EUA e Israel.

    A confirmação iraniana veio após o presidente dos EUA, Donald Trump, declarar que Khamenei tinha sido morto, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciar que o complexo do líder supremo em Teerã havia sido atingido em “um ataque poderoso e surpresa”.

  8. 'Sistema no Irã foi projetado para funcionar após morte do líder supremo'

    Por Raffi Berg, editor digital de Oriente Médio da BBC News

    A morte do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, é um duro golpe para o Irã, mas não resulta automaticamente em uma mudança de regime, nem é provável que encurte o conflito.

    Embora Khamenei fosse uma figura imponente – o governante incontestável do Irã nos últimos 37 anos – o sistema de governo foi projetado para continuar funcionando após sua morte.

    Desde a revolução de 1979, o Irã é governado por líderes religiosos xiitas, e suas instituições políticas e militares são estruturadas para proteger essa forma de governo.

    Existe um sistema para nomear um sucessor para Khamenei, uma eleição feita por um órgão de 88 figuras religiosas conhecido como Assembleia de Peritos. Esses clérigos são leais ao regime e escolherão alguém que dará continuidade ao legado de Khamenei.

    Mas a instituição mais poderosa do Irã é a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), uma força militar ideológica onipresente cujo propósito é proteger o sistema islâmico iraniano. Ela luta contra os EUA e Israel e não tolera dissidência interna.

    Espera-se que a Guarda Revolucionária Islâmica desempenhe um papel decisivo na definição da sucessão e em garantir que qualquer novo líder proteja seus interesses.

  9. Putin oferece condolências ao Irã por 'assassinato cínico' de Khamenei

    O presidente da Rússia, Vladimir Putin, expressou neste domingo suas condolências pela morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, informou a agência estatal russa TASS.

    Ele descreveu a morte de Khamenei como um “assassinato cínico que violou todas as normas da moral humana e do direito internacional".

    A Rússia é aliada do Irã. No ano passado, os dois países concordaram em ampliar a cooperação militar e assinaram um tratado de "parceria estratégica" com duração de 20 anos.

  10. 57 pessoas mortas em Teerã, segundo mídia estatal iraniana

    Citando a Sociedade do Crescente Vermelho da província de Teerã, a agência de notícias estatal iraniana IRNA afirma que Teerã foi atingida por 60 ataques em 24 horas, deixando 57 mortos.

    O exército israelense confirmou estar atacando a capital neste domingo (1/3). É possível ver nuvens de fumaça sobre a cidade.

  11. Uma pessoa morreu e 11 ficaram feridas nos aeroportos de Dubai e Abu Dhabi após ataques do Irã

    O Irã retomou neste domingo (1/3) seus ataques aéreos contra países árabes do Golfo e bases americanas em toda a região.

    Segundo a repórter da BBC Barbara Plett Usher, que está em em Doha, uma série de explosões foram ouvidas na cidade durante a manhã do horário local e uma coluna de fumaça ficou visível da cidade.

    O Ministério do Interior informou que estava combatendo um pequeno incêndio em uma zona industrial, causado por destroços de um míssil interceptado.

    Em uma coletiva de imprensa por volta da meia-noite do horário local, autoridades do Catar disseram que o Irã lançou 65 mísseis e 12 drones contra o país no sábado – a maioria foi interceptada, mas houve alguns danos e oito pessoas ficaram feridas.

    Explosões também foram registradas em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, e Manama, no Bahrein, na manhã deste domingo no horário local.

    O aeroporto internacional de Dubai, o emblemático hotel Burj Al Arab e a ilha artificial Palm Jumeirah sofreram danos nos ataques de sábado e domingo.

    Segundo as autoridades locais, quatro pessoas ficaram feridas em um "incidente" no aeroporto de Dubai, o mais movimentado do mundo em termos de tráfego de passageiros.

    Já as autoridades de Abu Dhabi confirmaram que um drone que tinha como alvo o Aeroporto Internacional Zayed (AUH) foi interceptado, mas a queda de destroços levou à morte de uma pessoa e deixou sete feridos.

    Com os ataques, milhares de voos foram cancelados na região, em uma das mais graves interrupções nas viagens internacionais desde o início da pandemia de covid-19.

    A agência de notícias estatal do Omã também relatou um ataque com drones ao seu porto comercial. O país tem sido um mediador fundamental nas negociações entre EUA e Irã há anos e, até então, havia escapado dos ataques iranianos.

    O Catar e alguns outros governos árabes condenaram veementemente os ataques e reservaram-se o direito de retaliar.

    Os países do Golfo haviam se esforçado para amenizar as tensões com o Irã nos últimos anos, trabalhando arduamente para mediar uma solução diplomática para a crise e se recusando a permitir que os EUA lançassem ataques a partir de suas bases em seus territórios.

  12. As lideranças iranianas mortas nos ataques

    Os ataques aéreos de sábado no Irã mataram diversas figuras importantes do regime iraniano, incluindo o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei.

    Essas são algumas das outras vítimas do alto escalão conhecidas até o momento:

    • A televisão iraniana noticiou que o Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Abdolrahim Mousavi, foi morto nos ataques aéreos.
    • Teerã também confirmou a morte do comandante da Guarda Revolucionária, General Mohammad Pakpour.
    • A mídia estatal também informou que a filha, o genro e o neto de Khamenei foram mortos no ataque.
    • Uma fonte da inteligência e uma fonte militar disseram à CBS News que um total de cerca de 40 autoridades iranianas foram mortas nos ataques.
  13. Ataque em bairro residencial de Tel Aviv deixa um morto

    Um ataque com míssil iraniano causou destruição em um bairro residencial no centro de Tel Aviv. Uma mulher morreu após o prédio em que ela morava ser destruído.

    Essa foi a primeira fatalidade registrada em Israel nesta guerra.

    Em Tel Aviv, tratores estão no local atingido pelo ataque removendo os escombros.

    Jon Donnison, correspondente da BBC em Tel Aviv, relata explosões no céu da cidade, após o sistema antimísseis israelense destruir projéteis iranianos.

    Segundo o jornalista, quase todos os bombardeios vindos do Irã estão sendo abatidos pela defesa israelense, mas alguns ainda conseguem penetrar o Domo de Ferro.

  14. Análise | A morte do líder supremo é um acontecimento marcante, e o Irã está respondendo com força

    Por Jon Donnison, da BBC News de Jerusalém

    A morte, no sábado, do homem que governou o Irã por quase 40 anos foi confirmada durante a madrugada do horário local pela televisão estatal.

    Este é um momento histórico para a nação islâmica.

    Celebrações irromperam nas ruas das cidades iranianas entre aqueles que se opuseram ao seu regime, o que deve encorajar tanto Israel quanto os Estados Unidos, que instaram os iranianos a aproveitarem este momento para se levantarem e derrubarem o governo.

    Durante a madrugada local, as forças armadas israelenses realizaram mais uma onda de ataques aéreos, que, segundo Israel, visaram os arsenais de mísseis balísticos e locais de lançamento do Irã, bem como seus sistemas de defesa aérea.

    De acordo com o Crescente Vermelho, mais de 200 pessoas foram mortas em todo o Irã.

    A Guarda Revolucionária iraniana afirma que responderá à morte do líder supremo com a operação mais destrutiva de sua história.

    Na manhã de domingo, em Israel, as sirenes de ataque aéreo soaram novamente, enquanto o Irã continuava lançando mísseis balísticos. Quase todos foram interceptados pelo sistema de defesa aérea israelense.

    No entanto, alguns conseguiram penetrar as defesas: em Tel Aviv, um míssil matou uma mulher, a primeira vítima fatal israelense neste conflito.

    O serviço de ambulâncias informou que outras 120 pessoas ficaram feridas, a maioria com ferimentos leves.

  15. Israel diz estar atacando alvos 'no coração de Teerã' e Irã retoma bombardeios de retaliação

    Israel afirmou estar atacando alvos "no coração de Teerã" na manhã deste domingo (1/3).

    "Ao longo do último dia, a Força Aérea Israelense realizou ataques em larga escala para estabelecer superioridade aérea e abrir caminho para Teerã", diz um comunicado das Forças de Defesa de Israel (IDF).

    A mídia iraniana confirmou que explosões foram ouvidas na capital.

    Ao mesmo tempo, o Irã retomou seus ataques aéreos contra países árabes do Golfo. Foram reportados bombardeios em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, em Doha, capital do Catar, no Bahrein e no Kuwait.

    Fotos tiradas durante a noite e manhã do horário local mostram incêndios em Manama, capital do Bahrein, e no porto de Jebel Ali, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

    O Irã também diz ter bombardeado com sucesso bases americanas na região do Curdistão iraquiano, segundo a agência de notícias estatal IRNA

  16. O que aconteceu nas últimas 24 horas?

    Olá. Retomamos a cobertura ao vivo dos eventos no Oriente Médio.

    Após os ataques conjuntos entre EUA e Israel ao Irã no sábado (28/2), a morte do aiatolá Ali Khamenei foi confirmada por Teerã.

    Entenda o que aconteceu nas últimas 24 horas:

    • Um comunicado do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, lido por diversos canais de televisão estatais, confirmou a morte do aiatolá Ali Khamenei em seu gabinete na madrugada de sábado.
    • O anúncio foi feito por um apresentador da TV estatal que, em meio a soluços, disse que o país entraria em um período de luto de 40 dias. A Assembleia de Peritos, um conselho de clérigos do país islâmico, deverá nomear um sucessor o mais breve possível.
    • Segundo o Crescente Vermelho, mais de 200 pessoas morreram nos ataques de sábado. Entre elas, cerca de 40 autoridades iranianas, de acordo com uma fonte da CBS News.
    • Em resposta, o Irã lançou ataques em todo o Oriente Médio contra aliados dos EUA e locais onde os EUA possuem bases militares, incluindo Dubai, Doha, Bahrein e Kuwait.
    • Ao anunciar a morte de Khamenei, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou o líder iraniano "uma das pessoas mais perversas da história" e disse que sua morte representava "a maior oportunidade para o povo iraniano recuperar seu país". Ele também afirmou que os Estados Unidos continuariam bombardeando o Irã, enquanto as explosões continuavam a reverberar pela capital, Teerã.
    • As Nações Unidas declararam que a operação militar mina a paz na região.
  17. Mídia estatal do Irã confirma morte do líder supremo Ali Khamenei

    Mídia estatal do Irã confirma morte do líder supremo Ali Khamenei A TV estatal iraniana acaba de confirmar que o aiatolá Ali Khamenei está morto. Em um pronunciamento emocionado, um apresentador da TV estatal anunciou a morte de Khamenei e disse que o país entrará em 40 dias de luto. Não houve menção a como o líder de 86 anos morreu, nem a quem poderia assumir o cargo.

  18. Por que revide do Irã contra aliados dos EUA no Oriente Médio levanta questões sobre capacidade de defesa americana

    LinkO Irã respondeu neste sábado (28/2) com duas ondas de ataques a países do Oriente Médio após ser alvo de bombardeios dos Estados Unidos e de Israel em seu território. No total, foram alvos dos ataques Catar, Bahrein, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Jordânia e Iraque, além de Israel. A amplitude dos alvos de Teerã nesta resposta é muito diferente da reação controlada de junho do ano passado. "Isso é diferente", diz Frank Gardner, correspondente de Segurança da BBC News. "É mais grave e perigoso do que qualquer outra coisa anterior"

    https://bbc.com.im/portuguese/articles/cx2lg6dqz36o?at_campaign=ws_whatsapp

  19. Autoridades iranianas ainda não confirmaram morte de Khamenei

      • Author, Lyse Doucet
      • Role, Correspondente-chefe internacional

    Por Lyse Doucet, correspondente-chefe internacional

    Surgiu uma enxurrada de relatos sobre as condiçōes do líder supremo do Irã desde a manhã deste sábado, quando ficou claro que sua residência havia sido alvo dos primeiros ataques.

    Imagens de satélite mostraram danos significativos no seu complexo. A primeira resposta do Irã foi de que Ali Khamenei havia sido levado para um local seguro. Depois surgiu a informação de que o clérigo de 86 anos falaria na TV estatal, mas nada se materializou.

    No início da noite, o premiê israelense Benjamin Netanyahu, em um pronunciamento televisionado, usou uma expressão ambígua, dizendo que Khamenei "se foi" — e não que estava "morto".

    Mas uma série de reportagens na mídia israelense e americana, citando autoridades não identificadas, não deixou dúvidas sobre o seu destino.

    Enquanto isso, autoridades iranianas continuaram a negá-lo. Um apresentador da televisão estatal iraniana, sem mencionar o nome de Khamenei, disse ao povo iraniano para ignorar a "propaganda psicológica do inimigo".

    É difícil ignorar esta última postagem de Donald Trump nas redes sociais. Pode ser que as autoridades iranianas estejam se preparando para fazer um anúncio com certa dose de cerimônia.

    Pode ser que a Assembleia dos Peritos do Irã, encarregada da responsabilidade de escolher um novo líder supremo, já esteja reunida ou se preparando para isso.

    São momentos definidores da turbulenta história da República Islâmica do Irã e seu relacionamento hostil com EUA e Israel.

  20. Parte dos iranianos celebra nas ruas notícia da morte do líder supremo

    Um vídeo de rede social, compartilhado na rede social X e verificado pela BBC News Persa, mostra alguns iranianos na cidade de Karaj celebrando a morte do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, antes do anúncio feito por Donald Trump.

    Trump fez a publicação na rede Truth Social. Antes, meios israelenses e americanos disseram que tinha informações da morte de Khamenei.