O Irã retomou neste domingo (1/3) seus ataques aéreos contra países árabes do Golfo e bases americanas em toda a região.
Segundo a repórter da BBC Barbara Plett Usher, que está em em Doha, uma série de explosões foram ouvidas na cidade durante a manhã do horário local e uma coluna de fumaça ficou visível da cidade.
O Ministério do Interior informou que estava combatendo um pequeno incêndio em uma zona industrial, causado por destroços de um míssil interceptado.
Em uma coletiva de imprensa por volta da meia-noite do horário local, autoridades do Catar disseram que o Irã lançou 65 mísseis e 12 drones contra o país no sábado – a maioria foi interceptada, mas houve alguns danos e oito pessoas ficaram feridas.
Explosões também foram registradas em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, e Manama, no Bahrein, na manhã deste domingo no horário local.
O aeroporto internacional de Dubai, o emblemático hotel Burj Al Arab e a ilha artificial Palm Jumeirah sofreram danos nos ataques de sábado e domingo.
Segundo as autoridades locais, quatro pessoas ficaram feridas em um "incidente" no aeroporto de Dubai, o mais movimentado do mundo em termos de tráfego de passageiros.
Já as autoridades de Abu Dhabi confirmaram que um drone que tinha como alvo o Aeroporto Internacional Zayed (AUH) foi interceptado, mas a queda de destroços levou à morte de uma pessoa e deixou sete feridos.
Com os ataques, milhares de voos foram cancelados na região, em uma das mais graves interrupções nas viagens internacionais desde o início da pandemia de covid-19.
A agência de notícias estatal do Omã também relatou um ataque com drones ao seu porto comercial. O país tem sido um mediador fundamental nas negociações entre EUA e Irã há anos e, até então, havia escapado dos ataques iranianos.
O Catar e alguns outros governos árabes condenaram veementemente os ataques e reservaram-se o direito de retaliar.
Os países do Golfo haviam se esforçado para amenizar as tensões com o Irã nos últimos anos, trabalhando arduamente para mediar uma solução diplomática para a crise e se recusando a permitir que os EUA lançassem ataques a partir de suas bases em seus territórios.