Advogado de Cid responde questionamento de Fux sobre validade da delação de seu cliente
Jair Alves Ferreira, primeiro advogado de Mauro Cid a discursar, citou o ministro Luiz Fux, que levantou questionamentos sobre a validade da delação devido aos vários depoimentos prestados por ele.
Essa fala de Fux ocorreu em março, quando o STF autorizou a abertura do processo contra Bolsonaro e os outros sete réus, informa Mariana Schreiber, de Brasília.
"Vossa Excelência disse que precisava ao final examinar a colaboração premiada porque ela teria feito onze colaborações. Eu vou só fazer uma ressalva aqui, ministro, porque ele fez uma colaboração, mas fez até mais de onze depoimentos", disse.
"Inúmeras vezes ele foi chamado para reconhecer pessoas, locais, endereços. No caso das joias, por exemplo, ele foi chamado para reconhecer a quem tinha sido vendido nos Estados Unidos, o endereço".
"Os depoimentos foram prestados, essencialmente, nos três primeiros dias. E o resto foram complementações que o delegado ia solicitando no curso".

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O advogado também afirmou que "não seria justo" que após tantas colaborações de Cid, o Estado decidisse mudar os termos do acordo de delação e decretasse uma pena maior ao seu cliente. Segundo Ferreira, tal ação poderia prejudicar a instituição da deleção premiada.
A validade do acordo de colaboração de Mauro Cid se tornou alvo de questionamentos após a revelação de que o ex-ajudante de ordens da Presidência teria usado contas de sua mulher no Instagram para conversar sobre sua delação com terceiros, contrariando regras do acordo. A informação foi revelada por uma reportagem da revista Veja.
Suspeitas também foram levantadas por uma suposta intenção do delator de fugir do país. Segundo a Polícia Federal (PF), o ex-ministro do Turismo no governo Jair Bolsonaro, Gilson Machado, teria procurado o consulado de Portugal no Recife em maio deste ano para tentar conseguir um passaporte português para Mauro Cid.
O militar nega ambas as acusações.











