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Brasil 2 x 1 Japão: veja como foi e as análises do resultado do jogo pela BBC

Resumo da partida

Copa do Mundo da FIFA
- Primeira fase do mata-mata
Brazil 2 , Japan 1 at Full time
Brasil
Japão
Full time
Intervalo Brasil 0 , Japão 1

Key Events

Brasil

  • Casemiro Goal 56 minutes
  • Gabriel Martinelli Goal 90 minutes plus 5

Japão

  • K. Sano Goal 29 minutes
Assistências
Brasil,Gabriel Magalhães (56 minutes), Bruno Guimarães (90 minutes plus 5)

Pontos-chave

Cobertura ao Vivo

Por João Fellet, Marina Rossi, Pedro Martins e Giulia Granchi, da BBC News Brasil em São Paulo, Londres e Houston (com assistência de IA)

  1. O histórico de confrontos entre Brasil e Japão

    As duas seleções já se enfrentaram 14 vezes. O Brasil soma 11 vitórias, dois empates e apenas uma derrota.

    O único triunfo japonês aconteceu em outubro do ano passado, quando venceu a seleção comandada pelo técnico Carlo Ancelotti por 3 a 2 em amistoso disputado no Estádio Nacional do Japão, em Tóquio.

    Em Copas do Mundo, as seleções se enfrentaram uma única vez. Foi na fase de grupos do Mundial de 2006, na Alemanha.

    Na ocasião, a Seleção Brasileira venceu por 4 a 1, terminou na liderança da chave e avançou às oitavas de final. O Japão, por sua vez, foi eliminado ainda na primeira fase.

    Nesta Copa do Mundo, porém, o Japão tem mostrado que chega em um patamar diferente ao mata-mata.

    Os japoneses garantiram vaga no Mundial fazendo uma das melhores campanhas de sua história nas Eliminatórias Asiáticas. Ao todo, foram 13 vitórias, dois empates e uma derrota.

  2. De 'aluno' a rival na Copa: como Brasil ajudou Japão a dar um salto no futebol

    A seleção brasileira entra em campo contra o Japão em um duelo que carrega uma relação construída ao longo de décadas. Antes de se consolidar como uma das principais forças do futebol asiático, o Japão teve no Brasil uma referência dentro e fora de campo, com influência de jogadores, treinadores e dirigentes brasileiros.

    Hoje, o cenário é outro. O Japão chega como uma seleção capaz de competir em alto nível, segundo os especialistas ouvidos pela BBC Brasil.

    Para Zico, um dos brasileiros que mais contribuiu para a evolução do futebol no Japão, o confronto exige atenção.

    "É um jogo em que os dois times propõem jogo. O Brasil precisa ter cuidado com a velocidade e a movimentação dos caras, porque eles não param", afirmou Zico a um podcast no sábado.

    "A relação do futebol brasileiro com o japonês é como a de professor e aluno, mestre e discípulo", resume o jornalista esportivo Tiago Bontempo, autor do livro Samurais Azuis: a História do Futebol no Japão.

    Para ele, a Copa do Mundo de 1970, a primeira transmitida pela televisão japonesa, marcou o início da aproximação de uma geração de jogadores com o futebol brasileiro. Saiba mais sobre a relação entre Brasil e Japão no futebol nesta reportagem de Priscila Carvalho para a BBC News Brasil.

  3. 'Um novo Brasil vem surgindo - e Cunha é peça chave'

    A seleção brasileira chega às oitavas de final em evolução, e Carlo Ancelotti parece ter encontrado sua equipe ideal, diz o ex-jogador brasileiro Lucas Leiva, comentarista de esporte da BBC. Para ele, o time ganhou confiança a cada jogo, e Matheus Cunha tem sido peça-chave com sua movimentação, atuando como um atacante que também recua para criar jogadas, em um estilo comparado ao de Roberto Firmino.

    "A lesão de Raphinha abriu espaço para Rayan, o que aumentou a liberdade de Cunha e de Vinicius Jr. Agora, Ancelotti tem diferentes opções para o ataque, mas Cunha conquistou a confiança dos torcedores e se tornou o favorito para a posição de centroavante", diz Leiva.

    Segundo ele, o principal mérito de Ancelotti é sua capacidade de adaptação. "O Brasil não busca dominar a posse de bola o tempo todo, mas controlar os jogos com pressão organizada e aproveitar os erros do adversário, estratégia que funcionou na fase de grupos."

    Ele afirma que a equipe também mudou do 4-2-3-1 para o 4-3-3, dando mais proteção a Casemiro e equilíbrio ao meio-campo. "Os laterais têm papel mais defensivo do que em gerações anteriores, permitindo que Vinicius Jr. permaneça mais avançado", avalia.

    Com apenas um gol sofrido e sete marcados na fase de grupos, Lucas Leiva vê motivos para otimismo antes do confronto com o Japão. "Após um início cercado de dúvidas, a confiança da torcida brasileira voltou graças ao bom desempenho da equipe", afirma.

  4. Festa brasileira nos arredores do estádio

      • Author, Giulia Granchi
      • Role, Da BBC News Brasil em Houston

    Horas antes da bola rolar em Houston, no Texas, o clima já é de festa nos arredores do estádio. Torcedores brasileiros se concentram nos arredores da arena, vestidos de verde e amarelo, cantando músicas tradicionais para empurrar a seleção.

    Uma das mais ouvidas faz uma viagem pela história das conquistas brasileiras, lembrando Pelé, Garrincha, Romário e Ronaldo Fenômeno — uma forma de celebrar os cinco títulos mundiais e alimentar a esperança de que o Brasil possa dar mais um passo rumo ao hexa nesta tarde.

  5. Ancelotti faz mistério sobre escalação

    O técnico da seleção, Carlo Ancelotti, se recusou a dar a escalação do time que vai a campo contra o Japão em entrevista na véspera da partida, no domingo.

    "Não quero dar a escalação. Não quero que vocês vão para o estádio mais tranquilos. Se dou a escalação agora, vocês ficam tranquilos. Vou pensar um pouco mais, aí vocês pensam mais também", disse o italiano, quando questionado sobre a formação da equipe.

    Mesmo assim, comentaristas avaliam que ele repetirá a escalação da partida anterior, começando o jogo com: Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Rayan, Matheus Cunha e Vinicius Jr.

    “Precisamos de muitas coisas: mente, coração, ideia clara. Temos que estar preparados para tudo que pode acontecer numa eliminatória, e numa eliminatória pode acontecer muitas coisas”, disse Ancelotti.