Guerra no Irã: Trump ameaça ataque '20 vezes mais forte' se Irã bloquear petróleo no Estreito de Ormuz

Mais cedo, o presidente americano disse que o conflito está "praticamente concluído", enquanto Israel lançava nova onda de ataques contra Teerã.

Pontos-chave

Cobertura ao Vivo

Editado por Marina Rossi e Daniel Gallas, da BBC News Brasil em São Paulo e Londres, com informações da BBC Persa e de correspondentes em todo o Oriente Médio e nos EUA

  1. Mais de meio milhão de pessoas foram deslocadas no Líbano, diz governo

    Uma criança deslocada observa o exterior de uma tenda, após uma escalada de tensões entre o Hezbollah e Israel.

    Crédito, Reuters

    Legenda da foto, Uma criança deslocada observa o exterior de uma tenda, após a escalada de tensões entre o Hezbollah e Israel

    A ministra de Assuntos Sociais do Líbano, Haneen Sayed, afirmou que o número de deslocados internos no país já ultrapassou meio milhão.

    Em uma atualização divulgada pela internet, ela informou que 517 mil deslocados internos já foram registrados. Desse total, 117.228 estão abrigados em 538 centros de acolhimento.

    "Pedimos a todos que ainda não se registraram – estejam ou não em centros de acolhimento – que o façam", acrescentou.

    Israel tem realizado uma intensa campanha de bombardeios no Líbano, visando o que chama de "infraestrutura terrorista do Hezbollah".

    No início da tarde de hoje, as Forças de Defesa de Israel (IDF) informaram ter realizado mais de 100 ataques aéreos no país nas últimas 24 horas.

  2. Ataque a Beirute teve como alvo comandantes iranianos, diz Israel

    Quarto de hotel atingido em Beirute

    Por Alice Cuddy, de Beirute, Líbano

    No centro de Beirute, a polícia libanesa realizou investigações hoje dentro do Hotel Ramada, que foi atingido por um ataque de drone israelense durante a noite.

    Os militares israelenses afirmaram que o "ataque preciso" teve como alvo comandantes da Força Quds, a unidade de elite da Guarda Revolucionária do Irã, enquanto eles se reuniam no hotel. Nomearam cinco homens, incluindo três comandantes "chave" mortos no ataque, alegando que eles eram responsáveis ​​pela coleta de informações e pela transferência de fundos para o Hezbollah.

    O Ministério da Saúde libanês havia informado anteriormente que quatro pessoas morreram e dez ficaram feridas. Este é o primeiro ataque israelense a atingir o coração de Beirute desde que as hostilidades entre Israel e o grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã, foram retomadas na última segunda-feira.

    Outro hotel nos arredores da capital foi alvo de um ataque no início da semana. As ruas em frente ao Ramada – localizado à beira-mar e normalmente frequentado por empresários e turistas, mas que nos últimos dias tem recebido pessoas desabrigadas – estavam movimentadas na tarde de hoje.

    Os motoristas que passavam olhavam pelas janelas para os estragos causados ​​pelo ataque, que atingiu um quarto de hotel, deixando as paredes queimadas e as janelas quebradas.

    Na rua, conversei com Mohamed Abbas, de 43 anos, que chegou à capital libanesa dois dias antes, após ser desalojado de sua casa no sul do país, e que trabalha em uma barbearia na rua abaixo do quarto atingido. “Este é o centro de Beirute. Isso é algo novo”, disse ele, acrescentando que acreditava que isso demonstrava que “Israel não tem uma linha vermelha”.

  3. Netanyahu renova apelos para que os iranianos 'se levantem' contra o regime

    Benjamin Netanyahu

    Crédito, GPO

    O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, enviou uma mensagem direta ao povo iraniano, para que selevantem contra o regime.

    Em um vídeo compartilhado no X, acompanhado de música cinematográfica e imagens de multidões reunidas agitando as bandeiras do Leão e do Sol do Irã e de Israel, Netanyahu afirmou que seu país almeja "libertar o Irã... do jugo da tirania".

    Ele acrescenta que, em última análise, cabe aos iranianos "se levantarem" para acabar com o regime.

    "Acredito que, se vocês se levantarem no momento decisivo, não estará longe o dia em que Israel e Irã voltarão a ser amigos corajosos", continua. Autoridades israelenses, incluindo Netanyahu, declararam publicamente que esperam que o conflito em curso possa levar a uma mudança de regime no Irã.

  4. Explosões ouvidas perto de campo de refugiados palestinos no Líbano, diz imprensa local

    A imprensa libanesa informou que um ataque aéreo atingiu as proximidades do campo de refugiados palestinos de Ein El Hilweh, na cidade de Sidon, no sul do país.

    A Agência Nacional de Notícias do Líbano (NNA) afirmou que um de seus correspondentes relatou dois novos ataques aéreos perto do campo no início da tarde.

    O jornal L'Orient Today noticiou que dois mísseis israelenses caíram perto da entrada norte do campo de Ein El Hilweh por volta das 16h30, horário local (11h30 em Brasília).

    Citando um profissional de emergência, o jornal afirma que há "vários civis e soldados do Exército Libanês feridos".

    A emissora independente Al Jadeed TV também citou um correspondente, afirmando que uma pessoa teria morrido e três ficaram feridas nos ataques aéreos.

    Ein El Hilweh é o maior campo de refugiados palestinos no Líbano. Em 2023, havia cerca de 65 mil palestinos vivendo no campo, segundo a ONU.

  5. Israel realizou 'aproximadamente 3.400 ataques' contra o Irã na semana passada, diz Exército

    Guerra no irã

    Crédito, EPA

    Legenda da foto, Fumaça sobe de uma refinaria de petróleo em Teerã após um ataque aéreo na cidade

    As Forças de Defesa de Israel (IDF) divulgaram uma atualização sobre suas operações, uma semana após o lançamento de ataques conjuntos contra o Irã, juntamente com os Estados Unidos.

    A porta-voz Effie Deffrin afirma que as forças israelenses realizaram "aproximadamente 3.400 ataques" e "desativaram mais de 150 sistemas de defesa iranianos".

    Deffrin também afirma que Israel já lançou 7.500 munições sobre o Irã. Segundo a porta-voz, Israel agora "passou para a próxima fase da operação, expandindo os ataques aos principais locais de produção do regime".

    Sobre o Líbano, Deffrin afirma que o exército israelense continua a atacar o subúrbio de Dahieh, em Beirute, enquanto "caça terroristas do Hezbollah e destrói os quartéis-generais terroristas que eles estabeleceram" na região.

  6. O que aconteceu até agora: Clérigos chegam a um consenso sobre o próximo líder supremo, enquanto Trump se pronuncia

    O próximo líder supremo do Irã

    Um membro da Assembleia de Peritos do Irã — um grupo de 88 clérigos de alto escalão — afirma que chegaram a um consenso sobre o próximo líder supremo do país.

    No entanto, o grupo ainda não nomeou o substituto de Khamenei, e um clérigo teria dito que alguns "obstáculos" ainda precisam ser resolvidos.

    Trump se pronuncia

    Donald Trump disse que o novo líder do Irã "terá que obter nossa aprovação", acrescentando que, caso contrário, quem quer que suceda Khamenei "não durará muito tempo".

    Ações militares continuam

    Os ataques contra o Irã e o Líbano continuaram, com uma densa fumaça preta vista sobre Teerã após depósitos de petróleo terem sido atingidos por intensos bombardeios durante a noite.

    Fumaça também foi vista sobre Tel Aviv mais cedo, depois que as Forças de Defesa de Israel (IDF) disseram ter detectado ataques de mísseis vindos do Irã. Em outra região do sul do Líbano, dois soldados das IDF foram mortos, segundo informações das Forças de Defesa de Israel.

    Estados do Golfo sob ataque

    Os Estados do Golfo também continuam sendo atingidos por bombardeios aéreos. As autoridades da Arábia Saudita afirmam que duas pessoas morreram após um projétil atingir uma área residencial.

    Os Emirados Árabes Unidos dizem ter detectado 1.422 drones e 238 mísseis balísticos desde o início da guerra. Enquanto isso, o Kuwait controlou dois incêndios nas últimas 24 horas, após ataques de drones a um prédio de uma agência governamental e ao aeroporto.

  7. 2 pessoas mortas e outras 12 feridas após projétil atingir a Arábia Saudita, dizem autoridades

    A Defesa Civil da Arábia Saudita informou que duas pessoas morreram após um projétil atingir uma área residencial na província de Riad.

    Outras doze ficaram feridas. As duas vítimas fatais - um cidadão indiano e um cidadão de Bangladesh - estavam dentro de um complexo pertencente a uma empresa de manutenção e limpeza, segundo um porta-voz da Defesa Civil.

  8. Trump não deve conseguir mudar o regime no Irã só com bombardeios, diz especialista

    A BBC News Brasil conversou com Ronaldo Carmona, professor de Geopolítica da Escola Superior de Guerra. Ele explica que o conflito no Irã e a ação americana na Venezuela mostram que países como o Brasil ainda precisam se preocupar com dissuasão contra forças bélicas externas.

  9. 'Tudo está sobre a mesa', diz Trump sobre envio de tropas ao Irã

    Donald Trump

    Crédito, Reuters

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não descarta o envio de tropas americanas ao Irã para confiscar o urânio enriquecido do país, que pode ser usado para produzir combustível para reatores nucleares, mas também armas nucleares.

    "Tudo está sobre a mesa. Tudo", disse ele à emissora ABC News.

    Trump também afirmou que o novo líder supremo do Irã "terá que obter nossa aprovação", acrescentando que, caso contrário, quem quer que suceda o aiatolá Ali Khamenei "não durará muito tempo".

    "Queremos garantir que não tenhamos que voltar a cada 10 anos, quando não houver um presidente como eu que faça isso", disse ele, acrescentando que estaria aberto a aprovar alguém com ligações com o antigo regime.

    "Eu aprovaria, para escolher um bom líder, eu aprovaria."

  10. Israel lança novos 'ataques em larga escala' contra o Irã

    As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) afirmam ter lançado novos "ataques em larga escala" contra alvos em Teerã e outras partes do Irã neste domingo.

    Estes ataques ocorrem cerca de uma hora depois de as IDF terem anunciado que atingiram o quartel-general da Força Espacial da Guarda Revolucionária Islâmica em Teerã, bem como 50 depósitos de munição, em ataques anteriores realizados no domingo.

  11. O que se sabe sobre número de mortos na guerra até agora

    Edifício atingido por um ataque aéreo israelense no sul do Líbano

    Crédito, EPA

    Legenda da foto, Edifício atingido por um ataque aéreo israelense no sul do Líbano

    Numa guerra, nem sempre é possível obter as informações mais atualizadas sobre quantas pessoas foram mortas ou feridas, mas declarações de autoridades e oficiais podem dar pistas do que está acontecendo.

    Aqui está o que se sabe até agora:

    Irã: O embaixador iraniano na ONU, Amir Saeid Iravani, disse na sexta-feira (6/3) que 1.332 civis foram mortos como resultado dos ataques conjuntos de EUA e Israel desde o início da guerra.

    Líbano: O Ministério da Saúde informou que 394 pessoas foram mortas, incluindo 83 crianças e 42 mulheres.

    Israel: O serviço de emergência MDA informou que 10 pessoas morreram desde o início de sua campanha contra o Irã. O Ministério da Saúde do país disse que, até às 7h pelo horário local (2h em Brasília) deste domingo, 1.929 pessoas ficaram feridas e foram levadas para hospitais desde 28 de fevereiro, embora nem todas estejam recebendo tratamento devido aos ataques com mísseis.

    EUA: Seis soldados americanos morreram em um ataque com drone iraniano contra uma base americana no Kuwait no último domingo, informou o Pentágono.

    Emirados Árabes Unidos: O Ministério da Defesa informou que quatro pessoas morreram.

    Kuwait: O Ministério do Interior do Kuwait relatou a morte de dois militares e dois guardas de fronteira. Uma menina também morreu atingida por estilhaços, informou o Ministério da Saúde.

    Bahrein: O Ministério do Interior informou na semana passada que um trabalhador morreu atingido por destroços.

    A BBC não pôde verificar de forma independente esses números.

  12. Como estão os voos das principais companhias aéreas do Oriente Médio

    Um avião da Emirates durante voo

    Crédito, Get

    Estamos acompanhando a situação atual de algumas das principais companhias aéreas comerciais do Oriente Médio, todas operando com serviços significativamente reduzidos.

    A Qatar Airways informou que tem um número limitado de voos partindo de Doha neste domingo e na segunda-feira.

    Nos próximos dias, a Etihad, companhia aérea nacional dos Emirados Árabes Unidos, pretende operar 20 voos de segunda a sexta-feira, desde que todos os critérios de segurança sejam atendidos.

    Os destinos incluem: Jeddah, Toronto, Nova York, Riade, Seul, Malé, Bangkok, Phuket, Hanói, Colombo, Londres, Moscou, Paris, Milão, Zurique, Délhi, Mumbai, Hyderabad e Bengaluru.

    A Etihad ressalta que os passageiros devem verificar as informações antes de viajar, pois a situação está sendo monitorada de perto e pode mudar.

    A Emirates, sediada em Dubai, afirma que operará com uma programação de voos reduzida nos próximos dias, após a reabertura parcial do espaço aéreo regional. As passagens da companhia aérea comercial começaram a ser vendidas há algumas horas.

    Assim como a Etihad Airways, a Emirates observa que a companhia aérea continuará monitorando os desdobramentos na região e "ajustará sua programação operacional de acordo".

    Desde o início da guerra no último sábado (28/1), centenas de brasileiros tiveram seus planos de viagem cancelados devido aos conflitos no Oriente Médio.

  13. 'Luz forte, onda e enorme nuvem vermelha': iranianos descrevem ataques a depósitos de petróleo em Teerã

    Fumaça sobe da refinaria de petróleo de Shahran, em Teerã, após um ataque de Israel.

    Crédito, EPA/Shutterstock

    Legenda da foto, Fumaça sobe da refinaria de petróleo de Shahran, em Teerã, após um ataque de Israel

    Moradores do Irã enviam mensagens para Ghoncheh Habibiazad, do serviço persa da BBC, depois que várias refinarias de petróleo em Teerã foram alvo de ataques israelenses durante a madrugada.

    "Começou com uma luz vermelha que iluminou tudo, seguida por uma onda que sacudiu a porta. Então o céu se iluminou novamente e uma enorme nuvem vermelha apareceu", disse um homem de pouco mais de 30 anos de Karaj, no oeste da província de Teerã.

    Uma mulher de pouco mais de 20 anos disse que a cidade estava coberta de fumaça.

    "Dá para sentir o cheiro de queimado", afirmou ela. "Não consigo ver o sol. Há uma fumaça horrível. Ainda está aqui. Estou muito cansada."

    Outra mulher, na casa dos 20 anos, descreveu ter aberto a janela "por um instante e sentiu o cheiro de uma estação de bombeamento [em chamas]".

    Após o depósito de Karaj ser atingido, outro homem, também na casa dos 20 anos, descreveu uma "enorme explosão" e disse que "o local ficou em chamas por horas".

    A BBC Persa é o serviço em língua persa da BBC News, usado por 24 milhões de pessoas em todo o mundo – a maioria no Irã – apesar de ser bloqueado e rotineiramente invadido pelas autoridades iranianas.

  14. Fumaça é vista sobre Tel Aviv após relatos sobre disparos de mísseis iranianos contra Israel

    Fumaça sobre Tel Aviv, em Israel, neste domingo, 8 de março de 2026

    Crédito, Reuters

    Estas são as imagens mais recentes que recebemos de Tel Aviv, Israel. Rastros de fumaça e vapor são visíveis no céu sobre a cidade.

    Isso ocorre após um relatório das Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) de que mísseis foram lançados em direção a Israel a partir do Irã.

    Os militares israelenses afirmam que "sistemas de defesa estão operando para interceptar a ameaça".

    Os serviços médicos de emergência israelenses informaram, em uma atualização em separado, que estão tratando três pessoas "feridas por estilhaços" após "disparos em direção" a Israel. Eles não especificaram em qual parte do país.

    Mais cedo, o Ministério da Saúde do país disse que quase 2 mil pessoas já foram hospitalizadas desde o início do conflito.

    Fumaça no ar à medida que mísseis são interceptados em Tel Aviv

    Crédito, Reuters

  15. Emirados Árabes Unidos afirmam direito de 'tomar todas as medidas necessárias' para se defenderem do Irã

    Os Emirados Árabes Unidos emitiram uma declaração afirmando que estão "agindo em legítima defesa contra a brutal e injustificada agressão iraniana".

    A declaração, publicada pelo Ministério das Relações Exteriores do país, afirma que o Irã lançou mais de 1,4 mil drones contra os Emirados Árabes Unidos, causando vítimas civis.

    Isso viola o direito internacional, diz o comunicado, e constitui uma "infringência à soberania e integridade territorial dos Emirados Árabes Unidos".

    O país acrescenta ainda que "não busca se envolver em qualquer conflito ou escalada", mas "reafirma seu pleno direito de tomar todas as medidas necessárias para proteger sua soberania e segurança nacional" de acordo com o direito internacional.

    Mais cedo, o ministério afirmou ter interceptado 16 mísseis balísticos e 113 drones neste domingo (8/3).

    Também divulgou uma atualização sobre sua resposta aos ataques aéreos lançados por Teerã na última semana:

    • 1.422 drones foram detectados, dos quais 80 conseguiram ultrapassar o bloqueio.
    • Oito mísseis de cruzeiro foram detectados e interceptados.
    • No total, 238 mísseis balísticos foram disparados.
    • Destes, 15 caíram no mar, dois conseguiram atingir o solo e os demais foram interceptados, segundo o ministério.

    Não se sabe exatamente onde todos esses drones e mísseis foram abatidos, nem quais eram seus alvos pretendidos. É possível que tenham sido interceptados pelos Emirados Árabes Unidos, mas destinados a outros países.

  16. Como Guerra do Irã coloca em xeque as ambições da China

    Xi Jinping

    Crédito, AFP via Getty Images

    A China não está sendo afetada diretamente pela guerra no Oriente Médio — até agora. Mas está sentindo as ondas de choque.

    No curto prazo, o país tem reservas de petróleo suficientes para vários meses. E, depois disso, Pequim poderá pedir ajuda para a vizinha Rússia.

    Mas a China já calcular o que o conflito pode significar a longo prazo, não apenas para os seus investimentos no Oriente Médio, mas também para suas ambições globais.

  17. No Líbano, local a cerca de 500 metros de equipe da BBC é atingido

    Alice Cuddy, reportando do sul do Líbano

    Local do ataque no sul do Líbano, com edifício destruído

    Um estrondo alto foi ouvido no Hospital Universitário Governamental Nabih Berri, no sul do Líbano, quando um ataque israelense atingiu as proximidades.

    Fumaça pode ser vista do local do impacto, a cerca de 500 metros de distância. Uma equipe de ambulância correu para o local, mas informou não ter encontrado mortos ou feridos.

    Imagens compartilhadas por testemunhas após o ataque mostram um prédio desabado cercado por escombros.

    Há estrondos frequentes de ataques aéreos israelenses na região neste domingo, enquanto a guerra com o grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã, continua a se intensificar. O zumbido de drones sobrevoando a área também pode ser ouvido.

    Grandes áreas do sul do Líbano estão sob ordens de evacuação israelenses.

    Mais cedo, um homem gritou ao chegar ao hospital com o corpo de seu filho de 19 anos, morto em um ataque esta semana, cujo corpo estava preso sob os escombros. "O que está acontecendo aqui é como o que aconteceu em Gaza", disse ele.

    O Ministério da Saúde libanês afirma que 394 pessoas foram mortas na ação militar israelense desde segunda-feira.

  18. 'Dubai vive trégua no pânico, mas sabe que ainda está na linha de fogo'

    Nick Beake, corresponde de Europa da BBC, reportando de Dubai

    Pessoas caminham em rua de Dubai

    As ruas de Dubai estão mais tranquilas, mas não vazias neste domingo (8/3) – o mesmo acontece com os principais centros comerciais e restaurantes.

    Um alerta por SMS sobre possíveis mísseis iranianos foi enviado para toda a cidade no meio da manhã. O aviso foi posteriormente cancelado.

    Isso contrasta com a confusão da manhã de sábado, quando um drone atingiu as proximidades do principal aeroporto de Dubai, por pouco não atingindo um terminal e aviões na pista.

    As autoridades de Dubai ainda não reconheceram o ataque.

    Na noite de sábado, destroços de um drone interceptado mataram um paquistanês em seu carro, em mais um ataque do Irã. Um dos arranha-céus mais altos da cidade ficou em chamas, também atingido por destroços.

    Não há pânico, mas depois de uma semana de guerra, as pessoas sabem muito bem que Dubai ainda está na linha de fogo.

    Confira reportagem em vídeo no canal de YouTube da BBC News Brasil:

  19. Quase 400 pessoas são mortas em ataques israelenses no Líbano, diz Ministério da Saúde libanês

    O número de mortos no Líbano devido aos confrontos com Israel subiu para 394, segundo o ministro da Saúde do governo libanês.

    Em uma coletiva de imprensa neste domingo (8/3), o ministro da Saúde, Rakan Nassereddine, disse que entre os mortos estão 83 crianças e 42 mulheres, desde que o Líbano foi envolvido na guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã.

    Nassereddine acrescentou que nove socorristas também morreram.

    O número total de mortes no Líbano representa um aumento acentuado em relação ao sábado, quando o ministro da Saúde havia divulgado o número de 294 pessoas.

  20. Embaixada dos EUA em Oslo é atingida por explosão, diz polícia norueguesa

    A embaixada dos Estados Unidos em Oslo foi atingida por uma explosão na madrugada de domingo (8/3), informou a polícia da Noruega.

    "A polícia está em diálogo com a embaixada e não há relatos de feridos", diz um comunicado. A nota acrescenta que, no momento, "não há informações sobre o que exatamente aconteceu ou quem pode estar envolvido". A embaixada sofreu danos leves.

    Fotos mostram estilhaços de vidro na neve em frente à entrada da seção consular do prédio, rachaduras em uma porta de vidro e marcas escuras no piso de azulejos.

    Em uma atualização, a polícia norueguesa informou que, até o momento, não há suspeitos e que as medidas de segurança em Oslo estão sendo reforçadas, segundo a agência de notícias Reuters.

    Os EUA ainda não se pronunciaram.

    Policiais noruegueses e peritos forenses inspecionam local da explosão na embaixada dos Estados Unidos em Oslo

    Crédito, Reuters

    Legenda da foto, A polícia norueguesa e peritos forenses foram mobilizados para inspecionar o local da explosão