Maior iceberg do mundo é registrado em voo militar; veja fotos

Crédito, BFSAI/Corporal Philip Dye
- Author, Jonathan Amos
- Role, Da BBC News
- Published
- Tempo de leitura: 3 min
Uma aeronave da Força Aérea Britânica obteve novas imagens do maior iceberg do mundo, enquanto este flutua pelo sul do oceano Atlântico, ao leste da Argentina.
Conhecido como A68a, o iceberg é tão grande - tem 4,2 mil quilômetros quadrados - que não consegue ser visto em sua totalidade em uma única foto. No entanto, seu estado de conservação é cada vez pior: as imagens revelam diversas rachaduras e fissuras, inúmeros pedaços de gelo que se desprenderam do bloco principal e o que parecem ser túneis sob a superfície da água.
O iceberg vindo da Antártida está no momento rumando em direção às ilhas da Geórgia do Sul, um território ultramarino britânico no Atlântico Sul.
O A68a está no momento a apenas 200 km de distância de uma da ilhas, e existe a chance real de ele ficar preso nas águas costeiras mais rasas.

Crédito, BFSAI/Corporal Philip Dye

Crédito, Copernicus Sentinel data (2020)/Pierre Markuse
Para avaliar riscos da situação, um voo de reconhecimento da Força Aérea Britânica foi enviado ao local.
"Sei que falo por toda a equipe envolvida quando digo que esta é certamente uma tarefa única e inesquecível", escreveu no Facebook o líder da missão, comandante Michael Wilkinson.

Crédito, BFSAI/Corporal Philip Dye
Imagens de satélite feitas nas últimas semanas também indicam que as bordas do A68a estão se despedaçando rapidamente.
Em um cenário de elevação da temperatura global, a ação contante das ondas do mar faz com que incontáveis pequenos fragmentos do iceberg se desprendam. Alguns pedaços, porém, não são tão pequenos assim e terão de ser monitorados, por conta do risco que podem trazer à navegação.
As novas imagens trazidas pelo voo de reconhecimento serão analisadas, para que se possa prever como o iceberg pode se comportar nas próximas semanas e meses.

Crédito, BFSAI/Corporal Philip Dye
O iceberg está sendo carregado por águas oceânicas rápidas, que podem levar o bloco de gelo em uma "volta" à parte sul da Geórgia do Sul.
Há considerável interesse quanto a se o iceberg iria, então, se aterrar no território - por sinal, o iceberg tem tamanho territorial semelhante à ilha.
Se isso acontecer, pode provocar grandes dificuldades para os penguins e focas da ilha conseguirem sair para pescar no mar.
O A68a desprendeu-se de um bloco de gelo da Antárdita em julho de 2017. Na época, ele era ainda maior: media 6 mil quilômetros quadrados.
A despeito disso, especialistas se dizem surpresos com o fato de o iceberg não ter perdido ainda mais gelo. Muitos acreditavam que, a esta altura, ele estaria ainda menor.

Crédito, BFSAI/Corporal Philip Dye

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