As fascinantes imagens do eclipse lunar parcial mais longo em 580 anos

Eclipse lunar parcial

Crédito, EPA

Legenda da foto, Eclipse lunar parcial na província de Panamá Oeste, no Panamá
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Tempo de leitura: 3 min

O eclipse lunar mais longo dos últimos 580 anos ocorreu nesta sexta-feira (19/11) e fez muitos brasileiros acordarem no meio da noite para assistir ao fenômeno.

No entanto, em algumas partes do país, as chuvas acabaram frustrando os planos dos madrugadores.

Segundo a Nasa, a agência espacial dos Estados Unidos, a duração total do eclipse lunar parcial foi de 3 horas, 28 minutos e 23 segundos, o mais longo desde 18 de fevereiro 1440, que durou 23 segundos a mais.

Eclipse lunar parcial

Crédito, Reuters

Legenda da foto, Eclipse lunar parcial em Santiago, no Chile

Fenômeno igual a esse, porém de maior duração, só vai ocorrer em 8 de fevereiro de 2669, acrescentou a agência.

Mas quem perdeu a oportunidade de observar o fenômeno pode se contentar com uma boa notícia: daqui a menos de um ano, em 8 de novembro de 2022, acontecerá um eclipse lunar total, durante 3 horas e 40 minutos.

Eclipse lunar parcial

Crédito, EPA

Legenda da foto, Eclipse lunar parcial na Coreia do Sul

No auge do fenômeno desta sexta-feira, a Lua teve mais de 97% de sua superfície coberta pela sombra da Terra e ganhou uma aparência avermelhada.

Eclipses parciais são mais frequentes do que eclipses totais, ainda que menos espetaculares.

O fenômeno pôde ser visto em toda a América do Norte, bem como em grandes partes da América do Sul, Polinésia, leste da Austrália e nordeste da Ásia.

Eclipse lunar parcial

Crédito, Reuters

Legenda da foto, Eclipse lunar parcial no Japão; em primeiro plano, Castelo de Gifu

Segundo a Nasa, o eclipse parcial começou por volta das 4h19 de Brasília, e durou pouco mais de 3h. Porém, ele pôde ser observado uma hora antes, quando a Lua entrou na penumbra da Terra (parte externa da sombra). Nesse momento, o satélite escureceu, ainda que de forma sutil.

O pico aconteceu por volta das 6h, mas, como a Lua já estará abaixo do horizonte no Brasil, não foi possível mais vê-la.

O eclipse foi mais visível na região Norte do que no Sul do país.

Eclipse lunar parcial em Tóquio; em primeiro plano, torre de observação Skytree

Crédito, Reuters

Legenda da foto, Eclipse lunar parcial em Tóquio; em primeiro plano, torre de observação Skytree

Origem e cor vermelha

Um eclipse lunar ocorre quando o Sol, a Terra e a Lua se alinham de forma que a Lua passa pela sombra da Terra. Em um eclipse lunar total, a Lua inteira fica coberta pela sombra da Terra, chamada de umbra.

Durante o fenômeno, a Lua adquire uma coloração avermelhada.

O fenômeno, chamado Dispersão de Rayleigh, é o mesmo que explica "por que o céu azul e o pôr do sol vermelho", segundo a Nasa.

"A luz viaja em ondas e diferentes cores de luz têm diferentes propriedades físicas. A luz azul tem um comprimento de onda mais curto e é espalhada mais facilmente por partículas na atmosfera da Terra do que a luz vermelha, que tem um comprimento de onda mais longo. A luz vermelha, por outro lado, viaja mais diretamente pela atmosfera", diz a Nasa em seu site.

Eclipse lunar parcial em Washington DC

Crédito, Reuters

Legenda da foto, Eclipse lunar parcial em Washington DC; em primeiro plano, Monumento a Washington

"Quando o Sol está acima, vemos uma luz azul em todo o céu. Mas quando o Sol está se pondo, a luz do sol deve passar por mais atmosfera e viajar mais longe antes de atingir nossos olhos. A luz azul do Sol se espalha e a luz vermelha, laranja e amarela de comprimento de onda mais longo passa."

Eclipse lunar parcial em Daka, capital de Bangladesh

Crédito, EPA

Legenda da foto, Eclipse lunar parcial em Daka, capital de Bangladesh

"Durante um eclipse lunar, a Lua fica vermelha porque a única luz solar que atinge a Lua passa pela atmosfera da Terra. Quanto mais poeira ou nuvens na atmosfera da Terra durante o eclipse, mais vermelha a Lua aparecerá. É como se todos os amanheceres e entardeceres do mundo fossem projetados na lua", acrescenta a agência.

Durante o eclipse, a Lua se move pela parte ocidental da constelação de Touro.

Dessa forma, um observador mais atento pode ver o aglomerado de estrelas das Plêiades no canto superior direito, e o aglomerado de Hyades — incluindo a estrela brilhante Aldebaran, o olho do touro — no canto inferior esquerdo.

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