20 de janeiro, 2009 - 17h12 GMT (15h12 Brasília)
Bruno Garcez
Da BBC Brasil em Washington
Um aparato de segurança sem precedentes foi montado para a posse do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, nesta terça-feira.
Um total de 58 agências federais foram destacadas para trabalhar na segurança do evento, diversas ruas e estações de metrô nas imediações da cerimônia foram fechadas e até mesmo pontes ligando o Estado vizinho de Virgínia à capital americana foram bloqueadas.
Entre os convocados para as operações de segurança estavam mais de 12.500 soldados, diversos militares da reserva, 8 mil policiais de Washington e das cidades nas imediações, além de mil oficiais do Corpo de Bombeiros. O controle da operação ficou a cargo do Serviço Secreto americano.
Aeronaves do Exército patrulhavam o espaço aéreo de Washington e o rio Potomac estava cheio de embarcações armadas. Os militares também poderiam fazer uso de mísseis terra-ar, na eventualidade de um ataque ou para impedir que ele ocorresse.
Os militares também montaram operações de prevenção contra possíveis ataques químicos e biológicos e organizaram operações de emergência de larga escala.
Multidão
De acordo com o FBI, o aparato de segurança não se deve ao temor de um ataque terrorista, mas sim ao elevado número de espectadores que era aguardado. Estima-se que mais de 2 milhões de pessoas tenham comparecido ao evento.
Autoridades mapearam eletronicamente todos os passos do evento, desde o seu ponto de partida, nos degraus do Capitólio - onde Obama fez seu juramento - até a Casa Branca, o destino final da cerimônia.
Por conta da operação gigantesca, uma área de três quilômetros quadrados da capital americana, que abrange a Casa Branca, o Capitólio e as imediações das duas construções, foi transformada em um setor de ultra-segurança.
Os que foram à cerimônia tiveram de passar por postos de segurança, onde foram submetidos a exames de raios-X. Foram proibidas mochilas, guarda-chuvas, cartazes, animais domésticos, bicicletas e quaisquer objetos contundentes.
'Sucessor designado'
Uma das autoridades do futuro governo que não estaria presente na cerimônia de posse é o secretário de Defesa, Robert Gates, que permaneceria à frente da pasta durante a gestão Obama.
Gates foi mantido em um local secreto, pois foi escolhido para ser o que, no jargão político americano, é conhecido como o ''sucessor designado''.
Na prática, o ''sucessor designado'' é o que acumula a função de administrar o governo caso uma catástrofe comprometa a transferência de poder.
Ele foi escolhido pela administração de George W. Bush, com o consentimento de Obama.