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09 de novembro, 2008 - 14h29 GMT (12h29 Brasília)

Pacote chinês vai injetar US$ 586 bi na economia

O governo da China anunciou neste domingo um pacote de investimentos de US$ 586 bilhões para estimular a economia do país, que nos últimos meses vem sofrendo uma desaceleração gradual.

O capital, de acordo com a agência de notícias oficial do país, Xinhua, deve ser aplicado ao longo dos próximos dois anos em obras de habitação, infra-estrutura e reconstrução das áreas afetadas por terremotos.

O plano chinês também prevê cortes fiscais para empresas. Bancos vão ser autorizados a empresatar mais para projetos de desenvolvimento em áreas rurais e de inovação técnica.

Analistas dizem que o pacote visa a combater a queda nas exportações e a desaceleração econômica na China, que vêm provocando crise no setor industrial do país.

O governo de Pequim já tinha dado indícios de que quer evitar que a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) desacelere no ano que vem para menos de 8% e já tinha tomado providências isoladas em vários setores.

Estratégia coordenada

O pacote anunciado neste domingo, entretanto, é a primeira iniciativa do governo para uma estratégia coordenada.

Durante a semana, a imprensa estatal chinesa chegou a classificar o pacote, então ainda não anunciado, de de medidas "abrangentes e radicais".

"Apenas um pacote radical de estímulo pode salvar o país" disse um funcionário do governo, sem se identificar ao jornal oficial da China.

Como sinal de que a economia toda está desacelerando, o oficial do governo cita os números de consumo de energia elétrica.

A taxa de crescimento de demanda energética caiu de 5,1% em agosto para 3,6% em setembro, segundo ele.

Nos últimos três meses o crescimento do PIB chinês desacelerou para 9%, uma queda considerável em relação aos quase 12% registrados ao longo do ano passado, o que reforçou os temores de que mesmo a China não está a salvo da ameaça de recessão.