08 de novembro, 2008 - 23h16 GMT (21h16 Brasília)
O governo de Cuba está retirando dezenas de milhares de pessoas das áreas costeiras mais baixas no leste do país antes da chegada do furacão Paloma.
Todas as províncias centrais e do leste de Cuba foram colocadas sob alerta de furacões.
Segundo o Centro Nacional para Furacões dos Estados Unidos (NHC, na sigla em inglês), com sede em Miami, na noite de sábado o Paloma estava a 60 quilômetros ao sul de Santa Cruz del Sur, na costa sudoeste de Cuba.
O Paloma já está sendo considerado como uma tempestade de categoria quatro "extremamente perigosa", com ventos de até 233 quilômetros por hora.
O NHC prevê que o furacão Paloma chegue a Cuba na noite de sábado e perca sua força.
Apesar disso, o meteorologista cubano Jose Rubiera afirma que "temos que prestar toda atenção a esta tempestade".
O próprio NHC alertou a respeito de "inundações potencialmente catastróficas causadas por ondas" de seis a sete metros de altura na costa sul de Cuba.
Ilhas Cayman
O Paloma já causou chuvas torrenciais e aumento das ondas nas ilhas Cayman. E as autoridades das Bahamas foram colocadas em alerta.
Nas ilhas Cayman escolas, escritórios e empresas foram fechados e algumas pessoas foram levadas para abrigos.
Ocorreram danos a propriedades, mas não há informações de feridos.
Paloma é a 16ª tempestade a atingir o Atlântico nesta temporada do fenômeno e a 8ª a se converter em um furacão, tendo trazido fortes chuvas a partes de Honduras e Nicarágua, na América Central.
E, em Cuba, o furacão será o quinto desta temporada.
Gustav e Ike, que atingiram Cuba no em 30 de agosto e 9 de setembro respectivamente, causaram danos da ordem de bilhões de
dólares e destruíram milhares de casas.