O presidente boliviano, Evo Morales, anunciou que está suspendendo "por prazo indeterminado" as operações da agência americana antidrogas (DEA, na sigla em inglês) no país.
Morales acusou a agência de encorajar protestos contra o governo no mês passado, na Bolívia.
"Funcionários do DEA apoiaram atividades do mal-sucedido golpe de Estado na Bolívia", disse Morales na região de plantação de coca de Chimore, na região central do país.
"Temos a obrigação de defender a dignidade e a soberania do povo boliviano."
Ele não informou, no entanto, se os funcionários da organização terão de deixar o país, como os plantadores de coca pedem.
Durante o anúncio, Morales também declarou que seu governo já erradicou mais de 5 mil hectares de plantações ilegais de coca no país.
Relação turbulenta
Evo Morales é o primeiro presidente indígena da Bolívia e foi líder do sindicato dos cocaleiros.
Nos últimos meses, houve uma série de incidentes diplomáticos e um aumento da tensão entre Bolívia e Estados Unidos.
O governo boliviano já expulsou do país a agência de desenvolvimento americana, assim como o embaixador dos Estados Unidos em La Paz.
Washington retaliou expulsando o embaixador boliviano e, no mês passado, o presidente George W Bush colocou a região andina em uma lista negra antidrogas.