19 de outubro, 2008 - 12h08 GMT (10h08 Brasília)
Neste domingo, foi a vez do governo da Coréia do Sul anunciar um pacote bilionário de socorro ao sistema bancário para acalmar os mercados e incentivar a economia.
O governo sul-coreano vai injetar US$ 30 bilhões em bancos comerciais, além de garantir US$ 100 bilhões em empréstimos externos das instituições – em uma tentativa de reduzir os efeitos da crise mundial de crédito que abalou profundamente o país asiático.
Medidas semelhantes já foram anunciadas por vários países da Ásia e da Europa, entre eles a Grã-Bretanha e a Alemanha e a Islândia.
A Coréia do Sul vinha enfrentando dificuldades para conseguir empréstimos do exterior, e a escassez de dólares no mercado derrubou o câmbio do país, dificultando ainda mais o acesso de pessoas físicas e jurídicas a crédito.
Economia real
O won su-coreano perdeu quase 30% do seu valor diante do dólar neste ano, o que deixou o desempenho econômico do país na última colocação entre os asiáticos.
No entanto, o governo sul-coreano afirma que a economia real continua saudável, apesar da crise de crédito, e tem mais de US$ 200 bilhões em reservas para dar lastro às medidas anunciadas neste domingo.
A Coréia do Sul é a terceira maior economia asiática e a 13ª do planeta e se baseia em exportações, principalmente nos ramos automobilístico, de construção naval e de eletrônicos.
A Coréia vai injetar ainda US$ 750 milhões no Banco Industrial da Coréia, para aumentar a oferta de crédito a pequenas empresas.