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19 de outubro, 2008 - 13h49 GMT (11h49 Brasília)

Colin Powell declara apoio a Barack Obama

O general Colin Powell, ex-secretário de Estado americano do republicano George W. Bush, anunciou neste domingo que apóia o candidato à Presidência pelo partido Democrata, Barack Obama.

No programa sobre política Meet The Press, da rede de televisão americana NBC, Powell alegou que o voto em Obama independe da questão racial, embora ambos sejam negros.

"Todos americanos... não só afro-americanos, vão ficar orgulhosos com uma vitória de Obama", disse.

Powell afirmou ainda que o democrata tem a "capacidade de inspirar" e "incluir" os americanos.

Analistas acreditam que o apoio de Colin Powell pode ter um peso decisivo para a campanha de Barack Obama, faltando duas semanas para as eleições.

Para Colin Powell, a decisão deve ter sido difícil. Ele afirma ter conversado tanto com McCain quanto com Obama regularmente até concluir que o democrata tem o estilo e a fibra necessários para conduzir os Estados Unidos ao futuro.

'Belicoso'

Powell acrescentou que o tom belicoso da campanha de John McCain nas últimas semanas pode lhe causar problemas.

"Não é isso que os americanos querem ver", disse o general da reserva.

Ele afirmou ainda acreditar que Obama vai ser um presidente de transformação, e que uma vitória do democrata iria "eletrificar" não só o país, mas o mundo.

Também na questão econômica, Powell julgou Obama mais capaz de liderar os EUA.

"No caso de McCain, o achei um pouco inseguro sobre como lidar com os problemas econômicos que enfrentamos", disse, durante a entrevista na NBC.

"Quase todo dia aparecia uma forma diferente de lidar com o problema, e isso me preocupou. Me pareceu que ele não tinha um entendimento completo dos problemas econômicos que temos."

Powell criticou ainda a escolha da governadora do Alasca, Sarah Palin, para compor chapa com McCain.

"É uma mulher muito ilustre e tem que ser admirada. Ao mesmo tempo, agora que pudemos observá-la durante sete semanas, não acredito que esteja pronta para ser presidente dos Estados Unidos, que é o trabalho do vice."