http://www.bbcbrasil.com

09 de outubro, 2008 - 03h27 GMT (00h27 Brasília)

Rússia se retira de zonas de segurança na Geórgia

Tropas russas deixaram nesta quarta-feira as zonas de segurança ao redor das regiões separatistas da Abecásia e da Ossétia do Sul, na Geórgia. O prazo final para a retirada era esta sexta-feira.

Tanto a Rússia quanto a Geórgia confirmaram a retirada, que faz com que as forças russas permaneçam apenas dentro das duas regiões, que declararam independência unilateral da Geórgia.

Moscou planeja manter cerca de 8 mil soldados nas duas áreas.

A Geórgia entrou em conflito com a Rússia por causa das duas regiões separatistas no início de agosto deste ano.

O conflito começou no dia 7 de agosto, quando a Geórgia tentou retomar o controle sobre a Ossétia do Sul à força, depois de uma série de conflitos menores.

A Rússia invadiu a região lançando um contra-ataque e expulsando as tropas georgianas da Ossétia do Sul e da Abecásia.

Observadores

Na França, o presidente russo, Dmitry Medvedev, afirmou que a Rússia quer que os cerca de 200 observadores da União Européia que estão na região "trabalhem como os responsáveis" para evitar mais hostilidades.

"Espero que esta página trágica na história do Cáucaso tenha sido virada e gostaria de destacar mais uma vez o papel construtivo da União Européia, na busca por opções pacíficas para superar a crise (...). Foi na União Européia que encontramos um parceiro responsável e prático. Acredito que esta é a prova da maturidade das relações entre a Rússia e a União Européia", afirmou.

A União Européia quer que seus observadores tenham acesso às regiões da Ossétia do Sul e Abecásia.

Em entrevista à BBC, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, no entanto, afirmou que a missão de observadores da União Européia não poderá entrar das duas regiões, reconhecidas pelo governo russo como estados independentes.

Líderes ocidentais condenaram a criação das zonas de segurança e também o reconhecimento das duas regiões como independentes pela Rússia.

O correspondente da BBC James Rodgers afirmou que jornalistas foram levados da Geórgia e da Ossétia para assistirem à retirada.

Ele descreveu a retirada como um evento de mídia e uma operação militar.