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07 de outubro, 2008 - 19h49 GMT (16h49 Brasília)

Bruno Garcez
Da BBC Brasil em Washington

Países ricos buscam ação coletiva para conter crise

Líderes de diferentes países reforçaram os pedidos por uma ação coletiva para conter os efeitos da crise financeira global.

Esse foi o tema das conversas telefônicas mantidas nesta terça-feira pelo presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, com líderes da Itália, da França e da Grã-Bretanha.

O governo americano também disse estar aberto à possibilidade de realizar um encontro de emergência de lideranças internacionais a respeito da crise, como propôs o presidente francês, Nicolas Sarkozy.

Mas a porta-voz da Casa Branca disse que as atenções das autoridades americanas estão voltadas para a reunião de ministros das Finanças dos países que integram o G7, no próximo fim de semana, em Washington.

A reunião integra os eventos que compõem o encontro semestral do FMI e do Banco Mundial.

Diferentes estruturas

O FMI fez um apelo idêntico por uma solução coletiva nesta terça-feira, durante a divulgação do relatório Estabilidade Financeira Global. No documento, o Fundo pede "um compromisso coletivo".

Para o do diretor do Departamento Monetário e de Capitais do FMI, Jamie Caruana, governos de diferentes nações devem ajudar insituições financeiras a se capitalizar, comprando dívidas podres ou injetando recursos públicos nessas instituições.

O FMI estima ainda que, nos próximos cinco anos, os grandes bancos globais precisarão de investimentos na ordem de US$ 675 bilhões.

Caruana enfatizou que a necessidade de agir coletivamente não significa que diferentes países tenham de proceder de forma idêntica.

"A mesma solução não se aplica a todos", afirmou Caruana. "Diferentes países contam com diferentes instituições, com diferentes estruturas. Mas é preciso evitar que o que acontece em um país se espalhe para outro."