04 de outubro, 2008 - 10h39 GMT (07h39 Brasília)
O presidente dos Estados Unidos, George W.Bush, afirmou que a economia do país continua a enfrentar “sérios desafios”, depois de sancionar um pacote de de US$ 700 bilhões para ajudar empresas que estão passando por dificuldades devido à crise econômica.
Bush disse que é preciso “tempo e esforço para atravessar por esse período difícil”.
"Levará tempo até que o efeito desse pacote seja sentido de maneira completa na nossa economia", afirmou Bush.
O pacote foi aprovado na sexta-feira pela Câmara dos Representantes (deputados federais) dos Estados Unidos, ao receber 263 votos a favor e 171 contra.
"Ao trabalharmos juntos (o Legislativo e o Executivo americanos), agimos com ousadia para ajudar a evitar que uma crise em Wall Street se transforme em uma crise em comunidades em todo o país", disse o presidente.
Segundo alguns analistas, depois da aprovação do pacote, o principal desafio será encontrar os meios para levantar o montante aprovado.
Reação
A Câmara havia rejeitado uma versão anterior do pacote na última segunda-feira, o que desencadeou quedas significativas nas principais bolsas de valores do mundo.
O projeto foi depois modificado, incluindo mais US$ 150 bilhões em gastos, e aprovado na quarta-feira pelo Senado.
Como Bush, a presidente da Câmara, a democrata Nancy Pelosi, também mostrou satisfação com o resultado da votação dasexta-feira.
"Com essa legislação e US$ 700 bilhões, nós inovamos na forma de lidar com esta crise", disse.
Segundo Pelosi, o projeto "lança a forte luz da responsabilidade" sobre o mercado financeiro, e essa luz vai "proteger o contribuinte".
Mesmo com a aprovação da proposta, as principais bolsas de valores dos Estados Unidos fecharam o dia com baixas: Em Nova York, o índice Dow Jones registrou -1,50% e o Nasdaq, -1,48%. Mesma tendência foi observada em São Paulo na Bovespa, que fechou em -3,53%.
Mais proteção
O principal objetivo do plano é comprar os papéis podres de instituições financeiras em dificuldades.
Com as mudanças no Senado, o projeto passou a incluir mais proteção a poupanças e alguns cortes fiscais. A medida beneficiaria os contribuintes americanos.
O presidente Bush havia pedido que o Congresso aprovasse o pacote com urgência.
Tanto líderes democratas como republicanos disseram que pressionariam seus partidários na Câmara para que apoiassem o projeto revisado.