22 de setembro, 2008 - 11h38 GMT (08h38 Brasília)
Os mercados financeiros da Ásia fecharam em forte alta nesta segunda-feira, repercutindo os anúncios feitos pelo governo americano no final de semana de auxílio às instituições financeiras com problema.
Já na Europa, os mercados abriram em queda nesta segunda-feira, chegaram a operar em alta, mas voltaram a ter leve queda no fim da manhã. Segundo alguns analistas, o mercado ainda espera mais detalhes sobre o pacote americano.
Às 12h36 (8h36 no horário de Brasília), o índice FTSE, da bolsa de Londres, operava em queda de 0,24%, a 5.298,55 pontos. O DAX, de Frankfurt, caía 0,28% (6.171,99) e o CAC, de Paris, caía 0,17% (4.317,49).
Na Ásia, os mercados financeiros tiveram alta nesta segunda-feira, ainda repercutindo em parte as notícias de sexta-feira nos Estados Unidos, já que devido ao fuso horário os mercados eles estavam fechados quando parte do pacote de resgate foi anunciado.
O índice Nikkei, do Japão, subiu 1,4%, fechando a 12.090,59 pontos. O índice Hang Seng subiu 1,6%, fechando a 19.632,20 pontos.
Na China, o índice da bolsa de Xangai disparou 7,8%, após notícias de que o governo chinês também vai agir diante da crise.
Status de bancos
Os mercados de todo o mundo tiveram fortes perdas no começo da semana passada, depois que um grande banco americano faliu e outras instituições revelaram que estavam em condições difíceis.
Para conter a crise, o governo americano comprou parte de uma grande seguradora e anunciou um pacote de auxílio a instituições financeiras com problemas e os mercados começaram a se recuperar no final da semana.
Nesta segunda-feira, dois grandes bancos de investimento que também estão com problemas – o Morgan Stanley e o Goldman Sachs – anunciaram que estão mudando de status legal para poderem receber depósitos de seus investidores.
A medida ajudaria os dois bancos a levantarem fundos e facilitaria o seu acesso a recursos do Federal Reserve, o banco central americano.
O Congresso americano agora discute um plano elaborado pelo Tesouro dos Estados Unidos para criar um fundo especial, que comprará "dívidas podres" de instituições financeiras.