21 de setembro, 2008 - 00h24 GMT (21h24 Brasília)
O novo presidente paquistanês, Asif Ali Zardari, prometeu combater o que chamou de "câncer" do terrorismo, depois do ataque que matou pelo menos 40 pessoas no Hotel Marriott, na capital Islamabad.
"O terrorismo é um câncer no Paquistão. Estamos determinados, se Deus quiser, vamos livrar o país desse câncer", disse o presidente.
"Eu prometo que as ações desses covardes não vão minar nossa determinação."
No discurso transmitido pela televisão, Zardari também pediu a ajuda de "todas as forças democráticas" para salvar o Paquistão.
O presidente americano, George W Bush, condenou o ataque e ofereceu auxílio ao Paquistão.
Ele disse que a explosão é "um lembrete da contínua ameaça enfrentada pelo Paquistão, pelos Estados Unidos, e por todos aqueles que enfrentam o extremismo violento".
Analistas dizem que o ataque é o mais sério já acontecido na capital paquistanesa e vai levantar dúvidas sobre a estabilidade do país diante de uma crescente insurgência islâmica.
Cenas de horror
A bomba no Hotel Marriott deixou uma cratera de seis metros de diâmetro. O dono do estabelecimento diz que um caminhão explodiu enquanto era checado pelos seguranças na entrada.
O Marriott fica perto de edifícios do governo e embaixadas estrangeiras. A segurança na região é alta, com veículos e hóspedes sujeitos a checagens.
A explosão destruiu toda a frente do hotel e botou abaixo o teto do restaurante. Testemunhas dizem ter visto cenas de horror, com corpos ensaguentados sendo retirados dos escombros, enquanto funcionários e hóspedes buscavam proteção dos vidros quebrados que voavam pelos ares.
Cerca de 250 pessoas teriam ficado feridas no atentado, entre elas cidadãos britânicos, sauditas, alemães, marroquinos, afegãos e americanos.
Uma grande área do hotel continuava em chamas horas depois da explosão e há temores de que o prédio possa desabar.
Ataque anterior
O atentado ocorreu apenas horas depois do primeiro discurso do presidente Zardari no Parlamento desde que substituiu Pervez Musharraf no mês passado.
O novo líder paquistanês havia prometido "combater o terrorismo e o extremismo cada vez e em qualquer lugar que eles mostrarem suas cabeças feias".
O Paquistão tem sido um aliado chave dos Estados Unidos na chamada guerra contra o terror, mas as relações entre os dois países vêm se estremecendo por causa das táticas utilizadas.
Nos últimos meses, o Paquistão vem demonstrando inquietação sobre ações americanas contra militantes em seu território, lançadas do vizinho Afeganistão.
O Marriott é popular entre os estrangeiros que visitam o Paquistão, e já foi alvo de militantes no passado.
No ano passado, um extremista suicida causou a própria morte e a de mais uma pessoa em um atentado contra o hotel.