14 de setembro, 2008 - 18h30 GMT (15h30 Brasília)
Investigadores do governo federal da Rússia acreditam que um problema no motor provavelmente causou a queda do avião de passageiros nas proximidades da cidade de Perm, região central da Rússia, matando as 88 pessoas a bordo.
O Boeing 737 da Aeroflot-Nord, um braço regional da Aeroflot, vinha de Moscou e se preparava para pousar na cidade siberiana quando perdeu o contato de rádio com a equipe de chão.
Testemunhas disseram que a aeronave começou a pegar fogo ainda no céu. Parte do aparelho caiu em uma floresta.
Um porta-voz dos investigadores federais, Vladimir Markin, afirmou que uma falha técnica é a provável causa da queda.
"Dezenas de testemunhas já foram interrogadas. O local da queda está sendo investigado. Existem várias versões possíveis para a causa deste acidente, uma das mais prováveis é uma falha técnica", afirmou.
Os registros de vôo do Boeing foram encontrados e serão levados para análise.
Cometa
Testemunhas afirmam que o avião parecia um cometa durante a queda. Os destroços em chamas se espalharam em uma área muito grande e, segundo autoridades, não há sobreviventes.
Na queda, uma seção da linha de trem que corta a Sibéria, a Transiberiana, foi afetada, ocasionando a suspensão do trecho.
O diretor geral da Aeroflot, Valery Okulov, afirmou que a companhia aérea vai dar apoio aos familiares das vítimas e investigar as causas do acidente.
"Apesar do fato de que responsabilidade total por operações técnicas e de vôo ser da companhia 'Nord', a Aeroflot vai tomar providências para dar assistência aos familiares dos que morreram nesta queda."
"Daremos nossa total cooperação à investigação para encontrar as causas reais desta catástrofe. Nossos especialistas estão analisando uma série de versões", afirmou.
Sete crianças e 21 estrangeiros estavam a bordo – do Azerbaijão, Ucrânia, França, Suíça, Letônia, Estados Unidos, Alemanha,
Turquia e Itália, segundo as autoridades russas. Nenhuma fatalidade foi registrada no solo.