10 de setembro, 2008 - 17h28 GMT (14h28 Brasília)
O candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta quarta-feira que o Partido Republicano está tentando criar uma "falsa polêmica" ao acusá-lo de ter comparado a candidata republicana a vice-presidente, Sarah Palin, a um porco.
Em um discurso na terça-feira, Obama procurou associar as propostas do candidato republicano à Presidência, John McCain, ao governo do atual presidente, George W. Bush, e disse que as promessas de mudança de McCain equivalem a colocar "batom em um porco".
"Você pode colocar batom em um porco. Ainda é um porco. Você pode embalar um peixe velho em um pedaço de papel e chamar isso de mudança. Ainda vai cheirar mal depois de oito anos. Nós já tivemos o suficiente", disse Obama.
Mas os republicanos reagiram e disseram que a declaração de Obama foi uma referência "ofensiva" a Sarah Palin – que, durante a convenção republicana, na semana passada, disse que a única diferença entre ela e um pitbull era que ela usava batom.
"A campanha de McCain prefere muito mais que se fale sobre distrações falsas e tolas do que sobre o futuro", reagiu Obama nesta quarta-feira.
Tom agressivo
Segundo o correspondente da BBC em Washington, Kevin Connolly, havia a expectativa de que Obama fosse pedir desculpas pela frase da terça-feira, mas ele optou em adotar uma linha mais agressiva em sua própria defesa.
Há muitos exemplos de políticos americanos que usaram a expressão "batom em um porco" para se referir às medidas defendidas por seus oponentes.
Connolly diz que os republicanos podem tentar estender a polêmica, mas enfrentam uma dificuldade: o próprio McCain já usou a expressão no passado.
A nova polêmica na corrida presidencial dos Estados Unidos ocorre em um momento em que novas pesquisas – uma divulgada pela rede de televisão NBC e pelo jornal Wall Street Journal e outra pela CNN - indicam que Obama e McCain estão virtualmente empatados na preferência do eleitorado americano.
A mais recente pesquisa Gallup indica que McCain está na dianteira com 49% das preferências de eleitores registrados, contra 44% para Obama.