10 de setembro, 2008 - 03h26 GMT (00h26 Brasília)
As autoridades cubanas estão começando a avaliar o prejuízo provocado pelo furacão Ike, que castigou boa parte do país e agora está no Golfo do México, a caminho da costa dos Estados Unidos.
Aparentemente, a capital cubana, Havana, foi poupada dos danos provocados em outras partes do país pelo Ike.
O furacão, com ventos constantes de 130 km/h, passou perto de Havana nesta terça-feira, e havia a expectativa de que muitos prédios antigos da cidade não agüentassem o impacto da tempestade.
Segundo o correspondente da BBC na capital cubana, Michael Voss, a cidade continua sofrendo com a chuva e os ventos intensos e boa parte do país está sem luz.
A ONU já estima que o prejuízo na ilha tenha sido de entre US$ 3 bilhões e US$ 4 bilhões.
Em algumas regiões de Cuba, dezenas de milhares de construções foram danificadas e a agricultura também sofreu prejuízos. O correspondente da BBC disse que Ike arrancou telhados e torres de transmissão de energia, além de provocar inundações.
O governo determinou que mais de 10% da população fosse buscar proteção em abrigos.
Estados Unidos
O boletim da 0h (hora de Brasília) do Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos diz que o olho do Ike estava a cerca de 195 km a oeste de Havana, no Golfo do México.
O furacão é de categoria um na escala Saffir-Simpson, que vai até cinco e mede a intensidade desse tipo de fenômeno.
Entretanto, de acordo com os meteorologistas, a passagem pelo Golfo do México deve fortalecer a tempestade – que pode chegar no sábado de manhã à costa nordeste do México ou ao litoral dos Estados americanos do Texas e da Louisiana.
A passagem do Ike por Cuba deixou pelo menos quatro mortos, dois deles eletrocutados. Esta é a primeira vez em anos que um furacão causa mortes na ilha.
O governo cubano é conhecido por seus planos eficientes de evacuação em massa e desde que a aproximação do Ike foi anunciada, as autoridades colocaram toda a população em alerta máximo e retirou centenas de milhares de pessoas de suas casas.
Haiti
Este foi o segundo furacão a atingir Cuba em duas semanas.
O anterior, Gustav, causou prejuízos no oeste da ilha, provocando estragos em quase cem mil casas.
Segundo o chefe do serviço meteorológico cubano, Jose Rubiera, o país jamais havia sido atingido por dois furacões em espaço tão curto de tempo.
Antes de Cuba, o Ike já causou muitos danos no Haiti, nas ilhas Turks e Caicos e nas Bahamas em seu caminho pelo Caribe.
As autoridades em Turks e Caicos estimam que 80% dos prédios foram danificados.
No Haiti, onde a destruição foi descrita como catastrófica, a tempestade provocou pelo menos 61 mortes.