09 de setembro, 2008 - 13h18 GMT (10h18 Brasília)
O furacão Ike chegou à capital cubana, Havana, na manhã desta terça-feira com fortes chuvas e ventos de 120 km/h.
De acordo com o correspondente da BBC em Havana, Michael Voss, o olho do furacão permanece no mar, o que vem causando inundações e provocando deslizamentos de terra nas áreas costeiras.
Até agora quatro pessoas morreram em Cuba, duas delas eletrocutadas. Esta é a primeira vez em anos que um furacão causa mortes na ilha.
O governo cubano é conhecido por seus planos eficientes de evacuação em massa e desde que a aproximação do Ike foi anunciada, as autoridades colocaram toda a população em alerta máximo e retirou centenas de milhares de pessoas de suas casas.
Muitos prédios na capital cubana correm risco de sofrer danos se o Ike mantiver a rota prevista, explicou Voss.
Rumo aos EUA
Segundo um boletim divulgado pelo Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos, o furacão perdeu intensidade nas últimas horas e agora é um furacão categoria um, na escala de força Saffir-Simpson, que vai até cinco.
Há a previsão de que a tempestade ganhe força nos próximos dias ao atingir as águas quentes do Golfo do México, a caminho da costa dos Estados Unidos – onde pode chegar no fim de semana.
Este é o segundo furacão a atingir Cuba em duas semanas.
O anterior, Gustav, causou prejuízos no oeste da ilha, provocando estragos em quase cem mil casas.
Segundo o chefe do serviço meteorológico cubano, Jose Rubiera, o país jamais havia sido atingido por dois furacões em espaço tão curto de tempo.
Antes de Cuba, o Ike já causou muitos danos no Haiti, nas ilhas Turks e Caicos e nas Bahamas em seu caminho pelo Caribe.
As autoridades em Turks e Caicos estimam que 80% dos prédios foram danificados.
No Haiti, onde a destruição foi descrita como catastrófica, a tempestade provocou pelo menos 61 mortes.