21 de agosto, 2008 - 22h04 GMT (19h04 Brasília)
Israel concordou em mudar a rota da controvertida barreira que está construindo na Cisjordânia, em resposta a queixas apresentadas por palestinos à Suprema Corte israelense.
O governo israelense disse que vai colocar a barreira mais perto do assentamento de Maale Adumim, o maior da área, permitindo que 400 hectares de terras palestinas permaneçam intactas.
Maale Adumim foi construído em terras reclamadas pelos palestinos para seu futuro Estado e, como todos os assentamentos, é considerado ilegal pelas leis internacionais. Israel rejeita essa tese.
Os palestinos dizem que a barreira fere sua liberdade de movimentos e rouba-lhes a terra, enquanto Israel diz que ela é necessária para impedir ataques de militantes.
Linha Verde
Israel começou a contruir a barreira na Cisjordânia em 2002.
Ela tem sido amplamente criticada pela comunidade internacional por entrar em áreas palestinas em volta de assentamentos israelenses, ao invés de seguir o traçado da chamada Linha Verde, que marca as fronteiras que separam Israel da Cisjordânia.
A Corte Internacional de Justiça decidiu em 2004 que a barreira é ilegal onde entra na Cisjordânia e pediu que ela fosse desmantelada.
Só duas das cinco alterações de rota ordenadas anteriormente pelo Supremo Tribunal foram feitas pelo governo israelense.