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11 de julho, 2008 - 19h10 GMT (16h10 Brasília)

Polícia de Israel amplia inquérito sobre premiê

A polícia de Israel decidiu nesta sexta-feira ampliar as investigações sobre o primeiro-ministro do país, Ehud Olmert, incluindo novas alegações.

Em uma nota conjunta, a Polícia e o Ministério da Justiça disseram que agora Olmert também é suspeito de duplicar prestações de contas de despesas de suas viagens ao exterior, pagas por diferentes organizações, e de ter usado o dinheiro extra para cobrir gastos pessoais.

A suposta fraude teria ocorrido quando Olmert foi ministro do Comércio e, antes disso, quando ele era prefeito de Jerusalém.

Olmert também já era suspeito de ter aceitado até US$ 500 mil ilegalmente durante o período como prefeito e ministro.

Investigadores suspeitam que o dinheiro tenha sido dado a Olmert por um empresário, Morris Talansky - que negou que tenha feito isso em troca de favores.

Doações eleitorais

Também nesta sexta-feira, Olmert prestou depoimento pela terceira vez no inquérito que investiga as doações de Talansky.

O empresário disse que parte do dinheiro que deu a Olmert foi como empréstimo e nunca foi devolvido.

Olmert, porém, nega ter feito qualquer coisa de errado e afirma que os recursos foram usados legalmente em campanhas eleitorais.

O premiê já disse que irá renunciar ao cargo se for indiciado. Membros de seu próprio governo já falaram que ele deveria se afastar.

Leia também na BBC Brasil: Ministro da Defesa de Israel pede renúncia de Olmert

Olmert foi prefeito de Jerusalém por dez anos, até 2003. Depois, assumiu o ministério pelos dois anos seguintes, até substituir Ariel Sharon como primeiro-ministro.