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25 de junho, 2008 - 12h32 GMT (09h32 Brasília)

Marcelo Crescenti
De Frankfurt para a BBC Brasil

Mostra suíça traz história de fotos adulteradas; veja

Uma exposição no Museu da Comunicação de Berna, na Suíça, mostra como a imprensa e governos totalitários adulteraram fotos para manipular a opinião pública.

Uma foto vale mais que mil palavras – mas às vezes ela também pode mentir e mostrar uma realidade falsa, como deixa claro a exposição Imagens que Mentem na cidade de Berna, na Suíça.

A mostra explica como meios de imprensa e regimes totalitários usaram a força das imagens através dos tempos para manipular a opinião pública e muitas vezes criar um clima sensacionalista.

Veja exemplos de fotos adulteradas mostradas na exposição

São mais de 300 fotos que foram publicadas nos últimos cem anos. Muitas delas mostram celebridades em poses inventadas, como a princesa Stefanie de Mônaco que aparece com diversos bebês diferentes em capas de revista.

Outro exemplo é a foto da princesa Diana com seu amante Dodi em um barco. A foto no jornal Daily Mirror insinua que eles estavam quase se beijando, enquanto a imagem original os mostra somente conversando.

O acervo também inclui a famosa imagem do líder soviético Lênin com dois de seus companheiros, Kamenev e Trotski - que, mais tarde, durante o regime do líder soviético Stálin, caíram em desgraça no Kremlin e foram removidos da fotografia.

Segundo os organizadores da mostra, há três tipos de manipulação: a mudança da foto em si, um texto insinuando uma situação diversa da fotografia ou o corte de parte da foto para mostrar só um ângulo específico.

Isso é mostrado com o exemplo de uma foto de dois soldados americanos ajudando um iraquiano: Sua parte esquerda, isolada, dá a impressão que o americano aponta uma arma para a cabeça do iraquiano.

A exposição em Berna também mostra como cenas de TV podem ser adulteradas. Visitantes podem ver em cabines de vídeo os takes originais e falsificados.