06 de junho, 2008 - 07h52 GMT (04h52 Brasília)
Bruno Garcez
Da BBC Brasil em Washignton
O provável indicado do Partido Democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, manteve um encontro particular com sua ex-rival, a senadora Hillary Clinton, na quinta-feira, em Washington.
O diretor de comunicações da campanha de Obama, Robert Gibbs, disse que a reunião teve como objetivo discutir "a união partidária e das duas campanhas".
De acordo com a rede CNN, foi um encontro reservado, que teve a presença apenas dos dois políticos e de assessores próximos.
A fim de se encontrar com Hillary, Obama adiou o vôo que faria para Chicago na quinta à noite, pouco após ter realizado um comício na cidade de Bristow, no norte de Virgínia.
Existe forte especulação sobre a possibilidade de o senador oferecer a vaga de vice-presidente em sua chapa à rival democrata, com quem travou uma disputa de 16 meses pela indicação do partido à Presidência.
Pressão pública
Na última terça-feira, Obama atingiu a marca de 2.118 delegados necessária para conquistar a indicação. Hillary realizou um discurso no mesmo dia, no qual afirmou que não tomaria qualquer decisão naquele momento e que só comunicaria que rumo iria tomar após ter consultado líderes partidários.
Na quinta-feira, ela enviou um e-mail a seus correligionários dizendo que realizará um evento em Washington no sábado no qual irá agradecer o apoio dado por seus simpatizantes e onde irá anunciar ''um forte apoio'' ao senador Obama e defender a necessidade de o partido se unir em torno do nome dele.
Nesta quinta, o diretor de comunicações da campanha de Obama, Howard Wolfson, disse que a senadora desaprova a pressão pública que vem sendo feita por alguns de seus simpatizantes para que Obama a escolha como companheira de chapa.
''Ela não está buscando a Vice-Presidência. E ninguém fala por ela a não ser ela própria. A escolha cabe única e exclusivamente ao senador Obama'', afirmou Wolfson.
Clinton disse nesta semana, em uma teleconferência com um grupo de congressistas de Nova York que a apoiavam, que estaria disposta a aceitar o cargo de vice caso recebesse uma oferta por parte de Obama.