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03 de junho, 2008 - 16h52 GMT (13h52 Brasília)

Zoellick defende ajuda urgente a países pobres

O presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, disse nesta terça-feira durante a conferência da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação), em Roma, que os governos e agências da ONU reunidos no evento devem assumir o compromisso de ajudar os 20 países mais vulneráveis do planeta a lidar com a alta nos preços dos alimentos.

"Nós já estimamos que essa crise pode empurrar 100 milhões para a pobreza - 30 milhões apenas na África", disse Zoellick, em um discurso aos participantes do evento.

"Isso não é uma catástrofe natural, é algo feito pelo homem e que nós podemos consertar. Não exige pesquisas complexas. Nós sabemos o que precisa ser feito. Nós só precisamos de ação e recursos em tempo real."

O presidente do Bird defendeu que os presentes no evento que começou nesta terça-feira elejam como prioridades oferecer programas de apoio aos países mais vulneráveis, disponibilizar sementes e fertilizantes para pequenos agricultores e emitir uma declaração internacional apoiando o fim das restrições à exportação de alimentos.

Pelo menos 28 países com problemas de abastecimento interno impuseram restrições à exportação de alimentos, que acabaram estimulando o aumento do preço dos alimentos e prejudicando os mais pobres.

"Se nós tomarmos apenas essas três medidas, aqueles reunidos aqui em Roma podem fazer a diferença entre milhões terem comida na sua mesa ou não tê-la. A escolha é clara."

Segundo Zoellick, um trabalho conjunto do Banco Mundial e da FAO identificou 20 países que preciosam de ajuda imediata.

"Isso pode ser feito através do Programa Mundial de Alimentos, Unicef, FAO e bancos de desenvolvimento. Depois da assistência alimentar direta do Programa Mundial de Alimentos, é para esses lugares que o financiamento deve ir."