08 de maio, 2008 - 04h44 GMT (01h44 Brasília)
Levada por alpinistas chineses, uma tocha olímpica chegou nesta quinta-feira ao topo do Monte Everest, a montanha mais alta do mundo, localizada na fronteira entre o Nepal e o Tibete.
A TV estatal chinesa mostrou imagens dos alpinistas chegando ao topo às 9h20 do horário local (22h20 de quarta-feira em Brasília). A chama olímpica foi passada por diversas tochas carregadas por eles.
A chama levada ao topo do Everest foi especialmente projetada para altas altitudes e não é a mesma que vem rodando o mundo e foi alvo de protestos pró-Tibete em muitas das cidades pelas quais passou.
Esta tocha - que terá passado por um total 20 países e por todas as províncias chinesas até chegar a Pequim para a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos, no dia 8 de agosto - está atualmente no sul da China.
"Harmonia e paz"
Ao chegar ao topo do Everest, a equipe, formanda por montanhistas tibetanos e chineses da etnia Han, mostrou bandeiras da China e dos Jogos de Pequim e posou para fotos.
Eles haviam saído de seu acampamento, a 8.300 metros de altitude, antes do amanhecer e levaram seis horas para atingir o topo, a 8.848 metros.
No fim de semana, uma forte tempestade de neve impediu a primeira tentativa de levar a tocha ao cume. Desta vez, os alpinistas foram ajudados pelo bom tempo, com ventos fracos e céu azul.
"Nós acendemos esta tocha no topo do mundo pela harmonia e pela paz", disse um dos montanhistas.
A segurança foi reforçada para o evento. A China e o Nepal proibiram a presença de alpinistas nas partes mais altas do Everest para garantir que não haveria protestos durante a passagem da chama.
Segundo analistas, a China espera que a passagem da chama pelo Everest anule parte da má publicidade provocada pelos protestos durante o revezamento da tocha.
Os protestos que acompanham o trajeto da tocha olímpica foram provocados pela repressão chinesa a manifestações no Tibete, iniciadas em março.