01 de maio, 2008 - 09h17 GMT (06h17 Brasília)
O líder de um grupo insurgente islâmico foi morto na madrugada de quinta-feira na Somália num ataque aéreo atribuído às forças americanas.
Aden Hashi Ayro, comandante militar da milícia Al-Shabab, morreu quando sua casa foi bombardeada na cidade de Dusamareb, no centro do país.
Pelo menos outras oito pessoas também morreram no atentado.
Um porta-voz dos militares americanos disse à BBC que os soldados haviam realizado um ataque contra um alvo da Al-Qaeda no país, mas se recusou a dar outros detalhes.
O Al-Shabab, considerado como grupo terrorista pelos Estados Unidos, é o braço armado da União das Cortes Islâmicas (UCI), que controlava o centro e o sul do país até o início de 2007, quando foi expulsa por tropas etíopes.
Há indícios, no entanto, de que o grupo ainda domine várias áreas do país.
Os Estados Unidos afirmam que o Al-Shabab faz parte da Al-Qaeda, apesar de analistas não confirmarem ligações entre os grupos extremistas.
Em seu relatório anual sobre terrorismo publicado na quarta-feira, o governo americano disse que os insurgentes da Al-Shabab, junto com os da Al-Qaeda representam, no leste da África, “a mais séria ameaça aos interesses de americanos e seus aliados na região”.
O grupo tem estado na linha de frente da insurgência contra o governo interino que governa a Somália e os aliados etíopes desde o início do ano passado.
Este não seria o primeiro ataque aéreo realizado por forças americanas na Somália.
Em janeiro de 2007 bombardeiros americanos lançaram vários ataques contra supostos militantes ligados à Al-Qaeda no sul do país.