22 de abril, 2008 - 20h18 GMT (17h18 Brasília)
Em um período em que a expectativa de vida aumentou nos Estados Unidos, um novo estudo aponta que regiões mais pobres do país foram em sentido contrário.
De acordo com o levantamento realizado pela Harvard School of Public Health, a expectativa de vida de homens e mulheres caiu em média 1,3 ano em 11 e 180 condados, respectivamente, entre 1983 e 1999.
O estudo indica que a queda foi registrada principalmente em condados na região do rio Mississipi, em algumas partes do Texas e no extremo sul do país.
Cigarro, obesidade e pressão alta são apontados como os principais fatores da mortalidade de mulheres, enquanto o vírus HIV e os homicídios são mais comuns entre os homens.
Outras doenças como câncer no pulmão e diabetes também são citadas como possíveis causas do aumento na mortalidade. Por outro lado, houve uma queda nas mortes por problemas cardiovasculares.
Desigualdade
Os pesquisadores sugerem que a desvantagem para os mais pobres nos Estados Unidos começou no início dos anos 1980 e se prolongou até 1999.
Desde então, a população mais pobre não tem se beneficiado do aumento da expectativa de vida no país como um todo.
O estudo enfatiza a importância de monitorar as desigualdades entre diferentes grupos para que os mais pobres se beneficiem de ganhos na expectativa de vida.
Em um estudo divulgado em setembro de 2007, o Centro para Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos informou que a expectativa de vida dos americanos era de 69,6 anos em 1955, passou para 75,8 anos em 1995 e chegou a 78 anos em 2000.