19 de abril, 2008 - 14h57 GMT (11h57 Brasília)
O papa Bento 16 está marcando neste sábado o terceiro aniversário de sua escolha como chefe da Igreja Católica com uma missa na Catedral St. Patrick, em Nova York.
A catedral, que fica no centro de Manhattam, está lotada de padres e membros de grupos religiosos.
Esta é a primeira visita oficial de Bento 16 aos Estados Unidos.
No domingo, ele deve visitar o Marco Zero, o local dos ataques de 11 de setembro de 2001.
Sinagoga
Na tarde desta sexta-feira, o papa visitou a sinagoga de Park East, em Nova York, como parte da programação da viagem de seis dias que realiza pelo país.
O pontífice é o primeiro líder da Igreja Católica a visitar uma sinagoga americana.
Bento 16 foi recebido pelo rabino Arthur Schneier, um sobrevivente do Holocausto, durante a visita, realizada poucas horas antes do início do Pessach, a Páscoa judaica.
O papa ressaltou a contribuição da comunidade judaica a Nova York.
"E eu incentivo todos vocês a continuar construindo pontes de amizade com todos os diferentes grupos étnicos e religiosos
presentes em sua vizinhança", disse o pontífice.
Depois da visita, Bento 16 participou de um encontro com líderes de outras denominações cristãs.
Discurso na ONU
Na manhã desta sexta-feira, o papa fez um discurso na sede das Nações Unidas, em Nova York, e disse que os países têm obrigação de proteger seus cidadãos de abusos de direitos humanos.
"Todo Estado tem a obrigação primordial de proteger a sua própria população de graves e continuadas violações de direitos humanos", disse Bento 16, que é o terceiro papa a discursar na ONU.
"Se os Estados não forem capazes de garantir tal proteção, a comunidade internacional precisa intervir com os meios jurídicos garantidos pela Carta das Nações Unidas."
Bento 16 acrescentou que o respeito aos direitos humanos é a chave para se resolver muitos dos problemas do mundo e ressaltou que a cooperação internacional está sendo ameaçada pelas "decisões de poucos".