17 de abril, 2008 - 11h33 GMT (08h33 Brasília)
As autoridades da Índia montaram nesta quinta-feira uma grande operação de segurança para acompanhar a passagem da tocha olímpica pela capital do país, Nova Délhi.
Cerca de 15 mil policiais e militares tomaram o coração da cidade ao longo do roteiro previsto para a passagem da tocha, para tentar evitar os protestos contra a China, que organiza as Olimpíadas deste ano, pela recente onda de repressão no Tibete.
A comunidade de 100 mil exilados tibetanos na Índia é a maior do mundo. O país também abriga o próprio governo tibetano no exílio, liderado pelo Dalai Lama.
Cerca de 50 manifestantes tibetanos foram detidos perto da embaixada da China nesta quinta-feira, a poucas horas da chegada da tocha olímpica à cidade.
Revezamento alternativo
Pela manhã desta quinta-feira, grupos de exilados tibetanos organizaram um revezamento alternativo da tocha, com a participação de políticos e celebridades indianos.
A tocha alternativa chegou ao final de seu trajeto cercado por bandeiras tibetanas e jovens com faixas na testa com os dizeres “Tibete Livre”, segundo o correspondente da BBC Chris Morris.
Manifestantes tibetanos vêm mantendo protestos no centro da capital indiana por várias semanas em protesto contra as políticas da China no território.
Simbolicamente, a passagem alternativa da tocha começou no memorial dedicado a Mahatma Gandhi, líder da independência indiana e defensor dos protestos não-violentos.
Público longe
Ainda nesta quinta-feira, cerca de 70 pessoas, incluindo esportistas e celebridades, se revezariam para levar a tocha olímpica no revezamento oficial.
Além de cerca de 500 autoridades e de um grupo de crianças convidadas a assistir à passagem da tocha, o público em geral ficará mantido longe do percurso ao longo da avenida Rajpath, entre o palácio presidencial e o monumento Portão da Índia.
O percurso foi reduzido a um terço de sua distância original, por razões de segurança.
As autoridades também fecharam várias das principais ruas do centro da capital e bloquearam o acesso à área do percurso, provocando grandes congestionamentos.
A polícia também pediu aos funcionários de vários órgãos governamentais localizados ao longo do percurso que não tentassem observar a cerimônia de suas janelas por causa das ameaças de segurança.
Também foram distribuídos colchões e extintores de incêndio para os policiais se prepararem no caso de algum manifestante atear fogo ao corpo.
As autoridades não anunciaram o horário exato da passagem da tocha, por conta dos temores sobre os possíveis protestos.