14 de abril, 2008 - 13h51 GMT (10h51 Brasília)
O veterano líder de centro-direita da Itália, Silvio Berlusconi, de 71 anos, está à frente de acordo com pesquisas de boca-de-urna realizadas nesta segunda-feira, segundo e último dia das eleições gerais italianas.
Seu principal opositor é o ex-prefeito de Roma, Walter Veltroni, que lidera uma facção de centro-esquerda.
O pleito foi realizado três anos antes do previsto, depois da dissolução da coalizão de centro-esquerda de Romano Prodi.
O novo governo será o 62º na Itália desde a Segunda Guerra Mundial e espera-se difíceis negociações para a formação de novas alianças nos próximos dias.
O governo enfrenta o desafio de reavivar a economia italiana, que está debilitada. Há uma previsão de crescimento zero no ano que vem.
A eleição deve determinar os novos Parlamento e primeiro-ministro do país.
Partidos
A disputa pelo governo da Itália se concentra em dois partidos: o PDL, Partido da Liberdade, de centro-direita, liderado pelo ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi; e o PD, Partido Democrático, de centro-esquerda, cujo líder é o ex-prefeito de Roma, Walter Veltroni.
Com a economia no centro das preocupações dos eleitores italianos, os dois principais candidatos prometeram cortes fiscais modestos e diminuição da burocracia durante a campanha.
A lei italiana não permite a divulgação de pesquisas de intenção de voto duas semanas antes das eleições, mas os correspondentes da BBC dizem que a disputa está bastante acirrada e que o vitorioso poderá ter de formar uma coalizão com partidos menores.
Nem mesmo uma aliança entre Berlusconi com Veltroni é descartada.
Além das 47 milhões de pessoas habilitadas a votar na Itália, cerca de três milhões de italianos que vivem no exterior puderam participar das eleições.
Observadores da direita e da esquerda devem acompanhar a apuração, para evitar qualquer acusação posterior de fraude eleitoral.
Uma nova lei que entrou em vigor para estas eleições proíbe o porte de celulares equipados com câmeras fotográficas na hora do voto, já que em outras eleições teriam sido registrados casos de coerção.
A expectativa das autoridades era de grande participação nas eleições. No último pleito, há pouco mais de dois anos, mais de 80% dos eleitores exerceram o direito de votar.