14 de abril, 2008 - 19h14 GMT (16h14 Brasília)
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse nesta segunda-feira que a proposta de acordo de livre comércio com a Colômbia estará "morta" a não ser que seja examinada o mais rápido possível.
O presidente americano apresentou a proposta na semana passada.
Bush pediu à presidente da Câmara dos Representantes, a democrata Nancy Pelosi, para discutir uma votação iminente para o acordo, afirmando que há "muita decepção a respeito da ação da presidente sobre o acordo de livre comércio com a Colômbia".
A Câmara cancelou uma cláusula que pedia a votação dentro de 60 dias, o que torna improvável que esta votação ocorra antes das eleições de novembro.
"Este acordo de livre comércio é bom para os trabalhadores e consumidores americanos. E este acordo de livre comércio faz parte dos interesses do país", disse Bush.
"Ainda assim, a lei estará morta a não ser que a presidente agende uma votação definitiva. Esta é uma medida sem precedentes e não é do interesse de nosso país decepcionar um aliado como a Colômbia e não encorajarmos a venda de nossos produtos e serviços em outros países."
Oportunidades
A Casa Branca alega que o acordo de livre comércio com a Colômbia, se for aprovado, trará benefícios reais em termos de segurança e para a economia.
Mas os democratas discordam e afirmam que o governo não está fazendo o bastante para fornecer apoio aos trabalhadores americanos cujos empregos poderão ser ameaçados por um acordo como este.
Os democratas também se preocupam com o nível de violência contra integrantes de sindicatos na Colômbia.
Nancy Pelosi criticou o governo por apresentar a proposta antes de tratar de pontos importantes, incluindo como diminuir os ataques contra trabalhadores organizados na Colômbia.
Os pré-candidatos democratas Barack Obama e Hillary Clinton são contra o acordo de livre comércio com a Colômbia, da maneira como foi proposto, e atacaram a proposta publicamente nas últimas semanas.
O presidente Bush disse que o acordo vai aumentar as oportunidades para os Estados Unidos, pois remove barreiras de exportação e fortalece as relações dos Estados Unidos com o país, um aliado regional dos americanos.
A proposta de acordo de livre comércio é uma das muitas que o Congresso americano está analisando. Há também propostas de
livre comércio com a Coréia do Sul e com o Panamá, que serão deixadas numa espécie de "limbo" se não forem aprovadas antes
das eleições de novembro nos Estados Unidos.