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09 de abril, 2008 - 10h30 GMT (07h30 Brasília)

Rodrigo Durão Coelho
Da BBC Brasil no Cairo

Ataques marcam 5º aniversário de tomada de Bagdá

Pelo menos seis pessoas morreram em ataques de morteiros em Bagdá nesta quarta-feira, dia que marca o quinto aniversário da captura da cidade por forças americanas durante a ação militar que resultou na derrubada do regime de Saddam Hussein.

Os ataques, na Cidade de Sadr, distrito xiita da capital, vieram apesar das medidas tomadas pelas autoridades e líderes locais para tentar prevenir possíveis episódios de violência nesta data.

O governo iraquiano proibiu o trânsito de veículos em Bagdá. Preocupações com a segurança também provocaram o cancelamento de uma manifestação xiita organizada pelo clérigo Moqtada Al Sadr para protestar contra a ocupação americana, prevista para esta quarta-feira.

O próprio clérigo cancelou o protesto, alegando preocupações com a segurança do evento, que, segundo ele, reuniria mais de um milhão de pessoas na capital iraquiana.

Combates

Na terça-feira, o principal reduto xiita de Bagdá, a Cidade Sadr, foi cenário para novos conflitos violentos entre militantes leais a Al Sadr e forças de segurança iraquianas e americanas.

Fontes médicas afirmam que pelo menos 12 pessoas morreram nos confrontos.
Tecnicamente, ainda está em vigor uma trégua entre a milícia de Al Sadr, o Exército de Mehdi, e as forças de segurança iraquianas e americanas, apesar de combates recentes que causaram a morte de centenas de pessoas.

No entanto, Moqtada Al Sadr afirmou que pode suspender esta trégua.

"Se for necessário, suspenderemos o cessar-fogo para implementar nossos objetivos, ideologia, religião, princípios e nação", afirmou o clérigo em um comunicado.

Segurança

Analistas acreditam que a trégua firmada por Al Sadr contribuiu para a diminuição da violência em Bagdá nos últimos meses.

Na segunda-feira, o primeiro-ministro iraquiano ameaçou excluir o clérigo do cenário político caso ele não desmantelasse sua milícia.

Al Sadr afirmou que desarmaria seus homens apenas se a ordem fosse dada por aiatolás superiores.

Na terça-feira, nos Estados Unidos, o principal comandante militar americano no Iraque, David Petraeus, recomendou ao Congresso do país a suspensão da retirada parcial de tropas americanas marcada para julho, como forma de ajudar a consolidar os avanços conquistados no combate à violência no país.

Petraeus elogiou as "significativas, porém voláteis" melhorias na segurança e disse que as necessidades referentes ao contingente de soldados no país precisam ser avaliadas durante o verão nos Estados Unidos (inverno no Brasil).