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25 de março, 2008 - 11h04 GMT (08h04 Brasília)

Equador recorre de novo à OEA por causa da Colômbia

O governo do Equador pediu ao secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, que intervenha "a fim de se achar uma solução definitiva para o caso" entre o país e a Colômbia, depois de confirmado que um cidadão equatoriano morreu no bombardeio colombiano a um acampamento rebelde no Equador.

Em um comunicado, a chancelaria equatoriana destacou que "recebeu com grande preocupação a confirmação da morte do cidadão equatoriano Franklin Aisalia Molina" durante a operação contra as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) no dia 1º de março.

O ministro da Defesa do Equador, Wellington Sandoval, garantiu que essa confirmação, anunciada pela Colômbia no domingo, comnplica as relações já deterioradas com o país vizinho, pois "este é um equatoriano que foi morto em um ataque de um país estrangeiro em solo equatoriano".

O corpo de Franklin Aisalia Molina foi retirado do território equatoriano pelo Exército colombiano juntamente com o de Raúl Reyes, líder das Farc.

Segundo o governo do Equador, o pedido feito à OEA se justifica pois o caso de Aisalia tem ligação com a resolução que os chanceleres do organismo aprovaram rechaçando a operação das forças armadas colombianas por violar a soberania territorial equatoriana.

Anteriormente, o ministro da Defesa da Colômbia, Juan Manuel Santos, havia declarado que esperava que a confirmação da morte do equatoriano não viesse a prejudicar as frágeis relações entre os dois países.

Já foi confirmado que o pai do equatoriano morto, Guillermo Aisalia, viajará à Colômbia para acompanhar a repatriação do corpo do filho.

O Equador "vai apoiá-lo na busca de reparações a que têm direito, assim como na exigência de explicações das autoridades colombianas em torno das circunstâncias da morte", disse a nota oficial.

O governo equatoriano assegurou ainda que qualquer vínculo de Aisalia com as Farc primeiro deverá ser provado "através dos canais legais pertinentes".

A nota da chancelaria equatoriana conclui afirmando que o governo "não aprova o uso de violência por parte das Farc" e que seguirá agindo para impedir a entrada e presença de grupos irregulares no Equador.