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22 de março, 2008 - 12h40 GMT (09h40 Brasília)

Candidato pró-China vence eleições em Taiwan

O candidato do partido nacionalista Kuomitang (KMT) à presidência de Taiwan, Ma Ying-jeou venceu as eleições presidenciais neste sábado, segundo os resultados oficiais da comissão eleitoral.

De acordo com as apurações oficiais, Ying-jeou teria vencido com 58% dos votos, contra 42% do rival do partido do governo, Frank. Esta foi a quarta eleição presidencial de Taiwan, a primeira foi realizada em 1996.

Em um discurso após declarar a vitória, Ying-jeou afirmou que o resultado era uma vitória para a esperança e representava o desejo de mudança.
Durante a campanha, Ying-jeou afirmou que, caso fosse eleito, pretendia agir com rapidez e introduzir vôos diretos para o continente, aliviar as restrições aos investimentos na China, além de incentivar a criação de um “mercado comum”.
Ying-jeou também propôs um acordo para um tratado forma de paz com os chineses.

O rival, Hsieh, tinha uma postura mais moderada e, apesar de prometer o diálogo com o governo chinês, defendia a soberania de Taiwan.

A China considera Taiwan uma província renegada e parte do território chinês. O partido Democrático Progressivo, DPP, é favorável à independência taiwanesa, enquanto os membros do Kuomitang apóiam uma relação mais próxima com o governo chinês.
Para muitos taiwaneses, a aproximação com Pequim poderia ajudar a restabelecer a economia em queda.

Tibete

As tensões recentes no Tibete viraram um tema forte na campanha eleitoral em Taiwan e ambos os candidatos discursaram contra a postura de Pequim.

O início desta semana, Ying-jeou sugeriu um possível boicote aos Jogos Olímpicos de Pequim caso a situação piorasse. Na sexta-feira, no entanto, ele afirmou que “não levaria o assunto ao extremo”.

Já o candidato do DPP afirmava que ele seria o “melhor defensor da soberania de Taiwan” e disse que o rival poderia transformar a ilha em um “segundo Tibete”.

Além da eleição presidencial, os taiwaneses votam ainda em dois referendos para decidir ser a ilha deve pleitear uma cadeira própria na ONU.