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PPP anuncia candidato a premiê do Paquistão

O ex-presidente do Parlamento, Yousuf Raza Gilani foi nomeado o candidato a primeiro-ministro pelo Partido do Povo do Paquistão (PPP), da líder da oposição Benazir Bhutto, assassinada em dezembro passado.

O anúncio foi feito neste sábado, e a nomeação deverá ser confirmada em uma sessão do Parlamento marcada para segunda-feira.

O candidato representa a escolha do governo de coalizão formado com o partido do ex-prêmie Nawaz Sharif.

O partido do presidente Pervez Musharraf, derrotado nas eleições de 18 de Fevereiro, não irá nomear nenhum candidato para o cargo. Segundo o presidente, o gesto simboliza uma ação de “boa vontade”.

O novo governo de coalizão pretende tentar reduzir o poder de Musharraf no país.

Temporário

Líder do partido em Punjab, Gilani é admirado dentro do PPP por ter sido preso em 2001 depois de se recusar a fazer um acordo com Musharraf.

Alguns analistas afirmam que sua permanência no cargo poderá ser temporária e que o atual líder do PPP, Asif Ali Zardari, viúvo de Benazir Bhutto, poderia tentar se tornar primeiro-ministro no futuro.

Como Zardari não tem mandato parlamentar, ele não pode ser eleito primeiro-ministro, mas um parlamentar de seu partido poderia deixar o cargo, abrindo caminho para a realização de novas eleições e permitindo que ele chegue ao poder.

Zardari e Sharif – o principal parceiro na coalizão de governo - disseram ao jornal americano New York Times que estão preparados para negociar com militantes, refletindo o consenso da coalizão sobre a necessidade de se adotar uma ampla estratégia política para combater a violência de grupos islâmicos.

O partido de Bhutto vem negociando intensamente a formação do novo governo desde a vitória nas eleições de Fevereiro passado.

Musharraf, um aliado dos Estados Unidos que assumiu o poder como general depois de um golpe, em 1999, parece cada vez mais isolado,
segundo analistas, depois da derrota nas urnas.

O novo governo de coalizão pretende readmitir os juízes demitidos por Musharraf quando foi decretado o estado de emergência no Paquistão, em Novembro passado.

Se os juízes voltarem para a Suprema Corte, poderão anular a reeleição de Musharraf pelo Parlamento em Outubro passado, tornando sua presidência ilegal.