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20 de março, 2008 - 13h04 GMT (10h04 Brasília)

Após 5 anos, violência é doença no Iraque, diz presidente

O presidente do Iraque, Jalal Talabani, disse nesta quinta-feira que a violência e a corrupção são os principais problemas enfrentados pelo país cinco anos após a invasão americana.

Em um comunicado, Talabani saudou o fim da era Saddam Hussein, caracterizada por ele como uma época de “tortura e tirania”, mas advertiu que a violência, o terrorismo e a corrupção tinham se tornado uma “doença” no país.

Ainda segundo o presidente iraquiano, futuros progressos não serão possíveis "sem reconciliação".

“O regime brutal do ditador caiu, o regime que governou o Iraque por décadas, décadas de escuridão. Décadas de tirania”, disse o líder iraquiano.

Talabani disse que a “liberação do Iraque” pelas forças lideradas pelos Estados Unidos foi o início de uma nova era, mas reforçou que atualmente o país está ameaçado pela violência e pela corrupção.

Sem festa

De acordo com o correspondente da BBC em Bagdá Adam Brookes, não houve qualquer demonstração pública na capital para marcar o aniversário da guerra.

Ainda segundo Brookes, os iraquianos estão apáticos cinco anos após a invasão, ao mesmo tempo em que tentam suprir suas necessidades básicas.

O porta-voz do Ministério da Reconciliação iraquiano em Bagdá, Saad Yousef al-Mutalebi, disse à BBC que o Iraque está agora mais afetado por divisões políticas do que sociais.

“Acredito que estamos passando para um novo estágio agora”, disse ele. “A divisão não é entre as pessoas, é uma divisão política e esta divisão poder ser resolvida por meio da distribuição correta de renda e poder”, disse Mutalebi.

A organização Iraq Body Count estima que o número de civis mortos desde a invasão seja de 82 mil a 89 mil, mas pondera que muitas mortes não foram registradas. Cerca de 4 mil soldados das tropas de coalizão também perderam a vida.