16 de março, 2008 - 21h44 GMT (18h44 Brasília)
Uma equipe australiana que procurava no fundo do mar os restos de um cruzador australiano acabou encontrando os de um navio alemão que o afundou durante a Segunda Guerra mundial.
O HMAS Sydney afundou na costa oeste da Austrália em novembro de 1941 após ser atacado pelo DKM Kormoran.
A embarcação de bandeira australiana teria sido o maior navio em todo mundo a ter afundado sem deixar sobreviventes na época da Segunda Guerra.
Ao encontrar os restos do Kormoran, os especialistas australianos acreditam estar “mais perto de descobrir onde o Sydney está”, disse o coordenador do projeto Ted Graham.
Para contribuir com os gastos do programa, o governo australiano doou 4 milhões de dólares australianos (R$ 6,4 milhões) para a fundação dedicada às buscas do navio.
O HMSA Sydney estava navegando de volta à Austrália vindo de Sumatra, na Indonésia, no dia 19 de novembro de 1941, quando o Kormoran – disfarçado como navio mercante holandês – o atacou. Ambas as embarcações afundaram.
Todos as 645 pessoas a bordo do Sydney morreram, mas 317 dos 397 tripulantes do Kormoran conseguiram nadar até a costa australiana, onde se tornaram prisioneiros de guerra.
A perda do Sydney foi descrita pelos altos escalões da marinha australiana como “o maior mistério marítimo da Austrália”.
Os australianos agora vão usar um veículo comandado a controle remoto para pesquisar o material e tentar achar pistas do paradeiro do Sydney.